Vivemos anos com problemas sociais terríveis. Lembro apenas alguns: havia emigrantes a fugir da nossa miséria; havia crianças a chegar à escola em jejum; havia filas de espera para a “sopa dos pobres”; havia cada vez mais sem abrigo; havia desempregados de longa duração que viviam desesperados.
Curiosamente, esses problemas sociais terríveis evaporaram-se do espaço mediático. (…) Haverá várias explicações certamente. Mas Preocupa-me em particular, que este tipo de noticiário esteja mais sujeito às agendas de prioridades partidárias do que à iniciativa da própria comunicação social. Dito de modo mais simples: desde que o BE e o PCP passaram a apoiar um governo deixaram de municiar a comunicação social com os pungentes casos humanos. Ou então os jornalistas que acompanham estas questões sociais entendem que com este governo não vale a pena falar de certos assuntos. Seja a resposta qual for, não é muito abonatório para os jornalistas. Porque de duas uma: ou andamos atrás das agendas partidárias e não temos uma agenda própria, ou temos uma agenda própria que está alinhada com determinados partidos. (…)
Henqrique Monteiro hoje no Expresso.
ResponderEliminarÉ claro que estas questões deixaram de ser faladas, não dá jeito. O jornalixo nacional, também conhecidos, como moços de fretes ou de recados, vindos das universidades públicas, devidamente amestrados, pelos camaradas dos sovietes, tipo fenprof, fazem o que lhes mandam. É a velha máxima e de triste memória, da " verdade a que temos direito".
São assim os estados de direito, o deles, encostados ao estado e dependentes da situação.
Até que enfim um membro da classe denuncia este autêntico escândalo.
ResponderEliminarJá agora e a propósito do Expresso, para quando a divulgação da lista de jornalistas e politicos avençados pelo GES denunciados pelos Panama Papers?
Foi uma pena o correio da manhã não fazer parte do consórcio internacional de jornalistas. Ficá-mos muito mal representados por tvi e expresso.
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