quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Descubram as diferenças

A respeito do presidente da república e das "suas" celebrações entrincheiradas de amanhã: 


 



O Rei D. Carlos ao seu ajudante de campo, tenente-coronel José Lobo de Vasconcelos, alguns meses antes de ser assassinado:

«Tu julgas que eu ignoro o perigo em que ando? No estado de excitação em que se acham os ânimos, qualquer dia matam-me à esquina de uma rua. Mas, que queres tu que eu faça? Se 


me metesse em casa, se não saísse, provocaria um grande descalabro. Seria a bancarrota. E que ideia fariam de mim os estrangeiros, se vissem o rei impedido de sair? Seria o descrédito. Eu, fazendo o que faço, mostro que há sossego no País e que têm respeito pela minha pessoa. Cumpro o meu dever. Os outros que cumpram o seu.»

8 comentários:

  1. Sim, os portugueses tinham um respeito desmedido pelo rei... 

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  2. Excitados como andavam pela imprensa livre que existia na altura, não era para admirar a impunidade dos regicidas. Gostava de ler hoje um centésimo daquilo que abertamente se escrevia durante a Monarquia, mas desta vez  sobre o presidente e restante camarilha que nos trouxe a "isto". 

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  3. A imprensa? a imensa maioria dos portugueses nem sabia ler.  A indiferença era geral. Não provocou grande comoção o assassinato de um rei fraco, mais amante da borga e das caçadas.  

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  4. pronto, está bem, era um rei muito amado pelo povo, como nas historias infantis e quando ele morreu toda a gente chorou mito, menos os homens maus.

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  5. Rei  amado por quêm? Só pela camarilha que o rodeava..Foi pior que o padre Costa de Trancoso, esse deixou duzentos e tal filhos. Este perdeu-lhe a conta..A queda da monarquia estava por um fio. Quando o povo não se pode revoltar,(povo contra povo) A solução foi : matar o chefe......
    A 1ª républica também foi para esquecer.. e da situação atual, nem me quero lembrar!!!

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  6. E depois inventam estas tiradas, estas frases. É como aquela do "morro pela Pátria" do Sidónio. A monarquia estava podre, foi um ar que se lhe deu. Ficaram as viúvas a chorá-lo e a indiferença geral

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  7. Portanto, o Rei D. Carlos teve mais de «200 e tal filhos»!!!
    E a solução é «matar os chefes»!!!

    Obrigado, Sr. Anónimo. É com dizeres assim que a República é o que é e se demonstra como a demagogia pode dar cabo de um País inteiro.

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