domingo, 26 de agosto de 2012

Recortes

 


(...) Anteontem, em Matosinhos, a morta era mãe do dono do cão assassino. E, por essa relação, dei-me conta de que faltou qualquer coisa. Sempre que há uma morte destas, as caixas de comentários dos jornais enchem-se da frase "não há cães perigos


os, há é donos que blá-blá-blá... (...) Mas não houve um só comentário assim: "Não há filhos perigosos, há é mães que não os souberam educar." (...) É que cães perigosos são negócio e filhos perigosos, não. (...)  Há cães perigosos, sim, sem mas nem meio mas, perigosos como granadas. E a eliminar do nosso quotidiano civilizado, como as granadas.

Ferreira Fernandes no DN

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