quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Em contramão


 


José Afonso era um defensor da revolução armada, da ditadura do proletariado e dos princípios perigosamente lunáticos da esquerda mais radical, glorificando a acção política violenta em várias das suas canções, nas quais propunha, por exemplo, "atirar aos fascistas de rajada". Empenhou-se no PREC ao ponto de se afastar da vida musical e andou envolvido nas demenciais campanhas de "dinamização cultural" do MFA. Cantou no RALIS na noite do 11 de Março, defendeu as arbitrariedades e ilegalidades da Reforma Agrária, esteve com os pára-quedistas de Tancos no 25 de Novembro, apoiou Otelo Saraiva de Carvalho e os presos terroristas do PRP. Só para recordar, agora que se assinalam os 25 da sua morte e muita gente vai associar a palavra "liberdade" ao nome de José Afonso. Um tiro certeiro de Eurico de Barros, do Forte Apache

6 comentários:

  1. Era um homem perigoso: um idiota útil talvez mas morreu sem o saber. Uma das vítimas do ópio dos artistas: o marxismo.

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  2. Eu acho que o Zé Afonso era o lado romântico da esquerda.

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  3. O Falso Rei das Pampas24 de fevereiro de 2012 às 07:44

    Talvez uma das vozes mais sublimes que se opôs à dita dura e à sua falsificação grosseira da História e da dignidade de um povo.
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=DMJRur0npb0

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  4. Deixe lá João...a Tugulândia é assim...misturam tudo porque não há um cultivo da clareza, visibilidade e congruência da narrativa.

    O que se denota é a má-fé intelectual e processos de intenções...

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  5. Das eleições acabadas
    Do resultado previsto
    Saiu o que tendes visto
    Muitas obras embargadas

    Querem mais anti-democrático do que isto?

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  6. José Afonso foi um "apparatchik"nunca inocente, toda a sua intervenção no processo revolucionário em curso (PREC), foi sempre em prol da extrema esquerda, por isso foi posto de lado pelo PCP, também por isso a sua memória enquanto compositor e interprete tem sido razoavelmente esquecida. Seja como for, por tudo o que disse e fez durante o dito (PREC), não somente não me merece nenhum reconhecimento, como deveria de ser apontado como um perigoso comunista e um exemplo de anti-democrata por excelência. Que arda no inferno.

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