Tenho para mim que o principal objectivo das eleições do próximo Domingo será atingido: evitar que a missão de resgate do país seja atribuída ao protagonista da sua consumada ruína.
O meu optimismo esbarra no entanto com um terrível receio de que Passos Coelho não possua arcaboiço para liderar a dramática e complexa empresa que se iniciará na segunda-feira, e que num fósforo porá à prova a sua firmeza e liderança, capacidade de motivar, gerar consensos e de enfrentar com firmeza as corporações conservadoras, os sindicatos avessos à mudança, e uma comunicação social sedenta de sangue, porque histórica e culturalmente comprometida com a quimera socialista.
É fácil reconhecer-se agora como foram injustificadas as acusações em tempos assacadas a PPC deste ser um produto comunicacional, muita parra e pouca uva ao pior estilo de José Sócrates. Antes pelo contrário: o actual líder do PSD gere uma frágil imagem, um discurso atabalhoado na forma e no conteúdo, sempre atrapalhado com as palavras que não conseguem explicar os estapafúrdios argumentos soprados aos seus ouvidos por uma trágica assessoria.
Insisto, voltando à ideia com que iniciei este texto: a destituição de José Sócrates parece-me irreversível e será sempre uma boa notícia a 5 de Junho. Para sossegar o meu espírito inquieto, dir-me-ão os meus amigos sociais-democratas que um bom comunicador não é obrigatoriamente um bom governante. Mas se isso é verdade, certo é que o próximo executivo enfrentará um duro combate e exige uma liderança forte de excepcional desembaraço e carisma, qualidades que Pedro Passos Coelho tarda em revelar-nos.
Em estéreo
Lá está a "ala esquerda" do CF a atacar o Pedro Passos... caro João, a situação que aponta tem sido empolada pela comunicação social, do contacto que tenho tido com PPC ele é determinado, integro e consciente dos problemas nacionais, não se limita a lançar ataques e a palrar para jornalistas, seria mais fácil mentir e ser politicamente correcto, mas o Pedro Passos optou por dizer a verdade, no aborto era mais fácil não responder, mas ele falou de forma honesta.
ResponderEliminarDigo-lhe se o Portas é o tipo de político que quer para o país deve votar CDS (ou PS que o Sócrates é igual ao Portas), mas se acha que Portugal deve e necessita de Mudar e rumo com políticos sérios e verdadeiros deve votar PSD!
O pior cego é aquele que não quer ver.
ResponderEliminarTem-se visto o que vale o "arcaboiço" dos outros dirigentes! À beira do abismo e continua-se a insistir na tecla do politicamente correcto! Já não há pachorra para aturar estes comentadores. Rabos escondidos com o gato de fora...
ResponderEliminarPPC tem demonstrado ser diferente dos gestores que transformaram Portugal neste pântano. Tem procurado demarcar-se dos vendedores da banha da cobra, tipo Barroso, Meneses, Portas, Sócrates etc , que nos conduziram ao abismo. E isso seria mais do que suficiente para que as pessoas deixassem de olhar para trás e apostassem no futuro. A tarefa é muito difícil. Nada está garantido. Mas na situação em que Portugal se encontra , o nim " é mais prejudicial do que o" não".
Ora, caro João, a história restará que foi PPC que salvou Portugal!
ResponderEliminar
ResponderEliminarEstá em andamento a absolvição de Sócrates e capangas.:
(http://mentesdespertas.blogspot.com/2011/05/culpa-solteira-da-bancarrota.html)
Caro João Távora, concordo com várias coisas que escreve, em Portugal então o principio "um bom comunicador não é obrigatoriamente um bom governante", é algo que acontece com alguma frequência, basta olhar para a nossa história e verificar.
ResponderEliminar
ResponderEliminarPois é, caro Réspublica, o discurso dos centristas está ainda mais complicado do que as gaffes que a comunicação social inventa para o PPC. Depois do Sócrates e seu terrorismo sobre os liberais, agora vem o CDS juntar-se-lhe contra as privatizações, ao que parece pró-escolha na IVG (acho que já nem dizem aborto), pró investimento público, e pró-consenso e modorra. A vida está difícil.
E tu, João, tenho pena que tomes por boas as armadilhas e intoxicações que constituem 4/5 das «contradições» do Passos.
É verdade só nos falta esperar (e rezar) que o João Távora veja a verdade e vote no PSD!
ResponderEliminarBom post, João. Justo.
ResponderEliminarPois, eu nem num, nem noutro. Basta de marceladas, ferreiraleitices, pachecadas, sobreiros e "nova gauche".
ResponderEliminar