terça-feira, 25 de maio de 2010

Notas numa tarde de convalescença


Os discos pop ao vivo são um equívoco total. Aquilo que é magia num concerto torna-se um castigo ou um enfado no aparelho em casa. Primeiro, porque um bom tema pop jamais deveria exceder três ou quatro minutos: dois versos, dois refrãos e um solo de guitarra chegam para um grande sucesso. Por exemplo, Once Upon a Time in the West, um belíssimo tema dos Dire Straits numa certa versão ao vivo chega quase aos oito minutos convertendo-se assim num verdadeiro massacre. Segundo, porque a gravação em estúdio tem arranjos e pós-produção (fotoshop) impossíveis de reproduzir ao vivo… aí é literalmente com o barulho das luzes que a coisa se compõe. Terceiro: a captação sonora em estúdio é incomensuravelmente melhor. Quarto, quem quiser uma boa colectânea dum artista certamente encontra-a “de estúdio”.


De resto, como em tudo na vida, "nem sempre nem nunca": há gravações ao vivo memoráveis nem que seja porque aquele urro gutural que se ouve da plateia num momento artístico mais intimista é… o seu.

4 comentários:

  1. Em parte é verdade. Mas isso também demonstra que muitos músico apenas são bons em Estúdio e não ao vivo.
    Quando os músicos são bons os artificios de estúdio são dispensáveis.
    Recomendação: Big World de Joe Jackson, gravado ao vivo (sem palmas) em apenas 4 pistas de gravação.


    Melhoras

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  2. Nem sempre, nem nunca... :-) e além disso caro Luís, um espectáculo ao vivo, mesmo no que perde em requintes de arranjos, ganha por ser "ao vivo". Só tenho dúvidas que isso se possa levar para casa. 

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  3. Ah isso é verdade.
    Há 25 aqnos atrás tiver a sorte (e a oportunidade) de ver ao vivo Laurie Anderson na tournée "Home of the Brave". Comprei o disco e ....... não era bem a mesma coisa.

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  4. E os Pink Floyd?... Ao vivo... No seu auge. Diga la que nao comprava o disco...

    Numa versao popstar, pode tambem olhar-se para um Robbie Williams (sim, produto menor) ao vivo no Royal Albert Hall.

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