terça-feira, 25 de maio de 2010

A luta continua

 


Ainda a propósito da promulgação pelo Cavaco do casamento homossexual, ilude-se certa direita enfeudada, pretendendo que essa benesse legislativa centre doravante o discurso político no que é essencial para os portugueses. O que não faltam por aí são causas fracturantes para entreter o burguês e minar os alicerces da nossa civilização: os socialistas e as suas clientelas não se vão calar enquanto os homossexuais não possam (pro) criar criancinhas.


Neste mundo de pernas pró ar estamos entregues a um aparelho ideológico e burocrático que emergiu algures entre as cinzas da Cortina de Ferro e do Maio de 68, entre sonhos adiados da destruição da sociedade burguesa e uma visão psicadélica da realidade. Entregamo-nos assim, sem mais?

4 comentários:

  1. Proclamamos a Monarquia. Nas Monarquias Europeias nada disso se passa, a começar por aquela para onde vão fazer o TGV, esquece-me agora o nome.

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  2. João, emergiu mas lá mais atrás acho eu. Nem sempre fomos idiotas e pueris. Começámos a decair aí pelos idos do séc. XIX... ou mesmo antes...
    Para recuperar a nossa lucidez e bom senso temos de ir lá bem atrás, valha-nos Deus!
    Ana

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  3. bem  , os pares de homossexuais , porque homossexuais , casados com mulheres , há longos séculos que criam criancinhas , e lésbicas casadas com homens , idem.
    a única coisa boa desta história , é que poucas mulheres/homens irão agora casar com homens/mulheres  a fingir. o que não é nada pouco. já imaginou quantas mulheres foram infelizes por causa desta hipocrisia ? e quantas apanharam doenças e tal pelas escapadelas do marido à sauna ?

    ( isto é capaz de ser uma coisa à darwin. tudo tem um lado bom )

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  4. Não, não nos entregamos. Eu não entrego os pontos. A questão agora é acelerar o passo, pois ou ficamos a olhar para trás, e zás, lá vem outra, ou olhamos adiante e há que agir. O próximo tema será a Eutanásia e antes que se iniciem os movimentos pró-eutanásia há que mostrar o que representa. E nada melhor que estarmos no meio de uma crise, quando o SNS está a cortar no orçamento para mostrar às pessoas "o limite desta função quando x tende para infinito". É um trabalho de um a um, é trazer sensatez a uma comunidade que tende para a paranóia....talvez esta crise venha a trazer alguma coisa de positivo: as pessoas perceberem que precisam umas das outras e que o individualismo, o egoísmo não superam crises!
    No dia em que existir novamente um sentimento de comunidade, uma meta comum e objectividade na leitura dos problemas da nossa sociedade, então, todas estas leis, do aborto ao casamento gay caíram. Para quando?...

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