Talvez sob o patrocínio da Comissão Nacional para as Celebrações do Centenário da Republica do Dr. Santos Silva, o Diário de Notícias titula hoje que a “Rainha pede cortes no meio do luxo” a propósito do discurso na sessão inaugural do parlamento inglês. Este aleivoso título é ilustrado com uma imagem de pompa e circunstância de Isabel II à chegada a Westminster. Num pequeno texto a negrito em baixo pergunta-se, numa tentativa de ironia, se a casa real britânica que cujo orçamento de 2009 foi de 48,2 milhões de euros este ano também vai apertar o cinto.
Espantoso é todo este preconceito alimentado neste país sempre “na crista da onda”, esbanjador e à beira da falência, que pretende, quem sabe, direcionar a ancestral mesquinhez e ressabiamento luso, para os imperialistas da Velha Albion, a mais antiga, estável e prospera democracia do mundo. A rainha deslocou-se numa carruagem dourada usando uma tiara com três mil diamantes preciosos, salienta a jornalista Patrícia Viegas, sem explicar que todos estes artefactos pejados de simbolismo, pertencem ao Estado, e que nestes ancestrais rituais se identifica todo aquele povo empreendedor e orgulhoso. De resto não é feito nenhum estudo comparativo entre os 48,2 milhões e os custos de outras chefias de Estado europeias, como por exemplo a portuguesa: a presidência da república custa a cada português nada menos que o dobro do que custa a cada Britânico a sua Monarquia. A diferença é ainda mais gritante se a comparação for feita em percentagem do PIB (valores Wikipedia para 2007): 0.0115% do PIB em Portugal, 0.0023% do PIB no Reino Unido. De resto, não falemos de eficácia, sobre isso estamos conversados.
Fontes: The British Monarchy e Ministério das Finanças, Direcção Geral do Orçamento
Agradecimentos a Luís Bonifácio
ResponderEliminarPois é, gastam tão poucochinho com a Monarquia que até a Duquesa de York tem de andar a fazer pela vida, caitadinha dela.
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ResponderEliminarQuantos portugueses não andarão de olhos em bico, a ver se arranjam emprego em Inglaterra?
Se tiverem essa oportunidade, talvez ela resulte também num bom estágio político.
Ainda por cima, precisamente no momento em que a CÔDEA de Belém viu este anoo aumentados os proventos em 4 milhões de Euros. Recebia 17,7 milhões/ano, não contando com as CÔDEAS (3) que continuamos a manter fora desse orçamento. O que a tal Paulinha não sabe é que essa dotação anual para Buckingham, compreende todo o tipo de despesas, obras de manutenção incluídas. Aqui como é? Outro "pequeno"detalhe, prende-se com os bens fundiários da Casa Real que há mais de duzentos anos revertem para o Tesouro do Estado e que são... CEM VEZES superiores à lista civil ! Bem faria Isabel II em prescindir dessa lista e passar a receber do seu património pessoal, acumulado ao longo de mais de mil anos. É precisamente com esse dinheiro que se sustenta a classe política britânica.
ResponderEliminarA tal Paulinha também se esqueceu de dizer - nem deve sonhar, coitadinha... - que a Monarquia representa uma colossal fonte de receita para os cofres do Estado. By Appointment e outros royalties arrecadados por patrocínio da Coroa, são uma fonte inesgotável de receita, para nem sequer falarmos das dezenas de milhar de pessoas que trabalham na indústria que vive devido a essa instituição. Comprariam um serviço de chá com as armas da república "portuguesa"? Nem na Feira do Relógio teriam sucesso a vender uma "machimba" tamanha!
Antes de criticarem a Rainha - tomáramos nós podermos mostrar uma vez por ano as jóias da Coroa, símbolos da nossa arte e de um passado imortal -, vejam bem que tipo de CÔDEAS andamos a sustentar. Ridículo!
YOU already lost one referendum in Australia. Try it in the UK and you will see...
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ResponderEliminarTal como os monárquicos aqui na Tugalândia...
Ega, eu posso arranjar-lhe um emprego num aviário, em Inglaterra. Há lá lugares vagos, deixados por portugueses que sairam por serem pagos e tratados abaixo de cão.. Quanto ao "estágio politico", aconselho-o a ler com atenção a imprensa inglesa de forma a conhecer as asneiras que por lá se fazem. Não me parece que se recomende. A "eficácia" de que fala o João Távora, só pode ser anedota. Ate os ingleses (sobretudo eles) se ririam.
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ResponderEliminarEu lamento muito JT que a sua independência e multivisão nas Músicas, bata com uma visão concentracionária quando se fala ou se refere a Monarquia por pior que ela seja ou aja.
Aqui V. é cego ou simplesmente invisual ?
Será que a sra.jornalista não sabe que a carruagem que levou Isabel II é de 1911, embora com melhoramentos há uns anos atrás, e a coroa em causa tem séculos? Que têm tais objectos a ver com a actual crise económica?
ResponderEliminarTriste demagogia!
E um comentario demagogico, que nao distingue a sra D. Isabel de Windsor do cargo que ocupa. A senhora tanto quanto se sabe leva uma vida relativamente modesta e inclusive voluntariamente acabou com a pratica da monarquia britanica nao pagar impostos.
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