Como era de prever, face às previsões meteorológicas (incluindo trovoada no Nordeste), vão uns dias agitados na gestão de fogos florestais, mas contidos pelo facto do vento não ser muito forte.
Veremos o que acontece hoje a amanhã, incluindo eventuais chuvas esporádicas aqui e ali mas, no essencial, tudo corre como previsto.
Depois muda o vento e as coisas tenderão a ficar mais calmas, até ao próximo episódio meteorológico favorável à progressão do fogo.
A generalidade do país, descontando as áreas que arderam há menos de cinco anos e as áreas com alguma intensidade de actividade agrícola e pecuária, tem uma grande acumulação de combustíveis finos, tendendo a reduzir a diversidade de circunstâncias à medida que o fogo passa e a gestão enfraquece.
Quanto mais insistirmos numa doutrina de supressão do fogo como a que temos, quanto mais eficiente for essa doutrina - aparentemente tem sido razoavelmente eficiente em 98% dos casos, mas os 2% restantes dão origem 90% da área ardida, provocados por fogos complexos a que a doutrina de supressão existente não consegue dar resposta razoável - quantos mais fogos evitarmos em dias de risco baixo a médio, maior é a acumulação de combustíveis nas áreas não ardidas e de baixa gestão.
Chama-se a isto o paradoxo do fogo, quanto mais eficientes formos na supressão, sem gestão de combustíveis, maior é o risco associado a grande fogo que fugir de controlo.
Seria tempo de compreender isto, esquecer as eternas discussões sobre propriedade, meios, comandos únicos, voluntariado, abnegação, entrega, ordenamento do território, transformação da paisagem, alterações climáticas, negócios do fogo, corrupção, etc., etc., etc., para nos concentrarmos em duas coisas.
Como aumentar a gestão de combustíveis de forma sustentável e eficaz, e como mudar a doutrina de supressão para opções mais eficientes e mais baratas, que tiram partido do fogo como parceiro, e não como inimigo.
E, já agora, uma terceira coisa: como tirar do ar as horas e horas de directos sem qualquer valor informativo (não é estando numa estrada ao pé das chamas que se sabe o que se passa num fogo, é usando informação complexa adequadamente combinada, que está nos computadores dos postos de comando) e infectados pelos preconceitos de jornalistas que não sabem, nem querem aprender, rudimentos de ecologia do fogo e gestão da paisagem.
Quanto á "terceira coisa" (acabar com os directos Informativos, incompetentes, mal feitos e sem interesse nenhum) bem pode tirar o cavalo da chuva.
ResponderEliminarE nem é porque os Jornalistas vivem disso, é porque simplesmente não conseguem fazer melhor.
Esgotam-se naquilo e por mais que insistam, não sai melhor
Não é má vontade, preguiça ou escassez de iniciativa
E a matéria cinzenta; Não há
Ah sim...
EliminarTemos um caso de homicídio a ser tratado diariamente nos noticiários como uma série do Lei e Ordem svu em modo low cost, e era mesmo nos fogos que se iam comportar bem
Como se explicam os recentes surtos de fogos florestais em Bélgica, Holanda e Alemanha?
ResponderEliminarNão sendo alterações climáticas um factor, houve alguma inflexão poltrona ou social nesses países em termos de ordenamento, política de combustíveis ou resposta?
Qual é a questão? Houve condições meteorológicas favoráveis ao fogo, e eles apareceram, como em qualquer lado em que haja disponibilidade de combustíveis
EliminarExistem fogos porque, acima de tudo, há combustível disponível. No deserto, há todas as condições para haver fogo, tempo quente (muito quente), e ar seco. Mas, não há combustíveis disponíveis, logo, não arde. Nos países que refere (e mesmo mais a norte na, Suécia, por exemplo, de vez em quando, há condições climatéricas propícias a incêndios e, como há combustível disponível, há fogos florestais. Tal e qual se passa nas florestas boreais, no Canadá e na Sibéria, onde os fogos são uma ocorrência habitual de verão.
EliminarPercebeu agora, caro troll citadino??
O fogo tem a ver com os meios disponíveis, sobretudo os aéreos, para a sua extinção, tipo branco é galinha o põe.
EliminarEm havendo meios disponíveis o fogo aparecerá mais cedo que tarde.
O Governo devia iniciar um programa sério, digamos 30 anos, sem disponibilizar um cêntimo de ajuda para o Combate a Incêndios.
Ao fim dos tais trinta anos deveria avaliar os resultados e decidir em consequência
Mas antes não havia disponibilidade dd combustíveis?
EliminarAs condições meteorológicas são assim tão diferentes do que eram há 20 anos?
Explicam-se pelo facto de haver combustível e condições climatéricas favoráveis. Normal.
EliminarFaltam políticas de gestão de combustíveis na Europa, mais preocupada com wokismos, net zero e green deals.
As condições meteorológicas mudam todos os dias e todas as horas, umas vezes são assim, outras vezes são assado, tanto agora, como há vinte anos.
EliminarO que pode ter mudado é o padrão dessas condições meteorológicas, aquilo a que chamamos clima, mas isso não cria condições meteorológicas nunca vistas (pelo menos, não é esse o caso que estamos a discutir), altera é a sua frequência, o que é irrelevante para a sua pergunta.
Já a disponibilidade de combustíveis, essa sim, mudou, e muito, com a descoberta da síntese da amónia industrial que permitiu substituir os estrumes por adubos.
EliminarO Anonimo troll está a querer insinuar que nos Países citados passou a haver incêndios devido às alterações climáticas, que criam Verões mais secos e com maior duração de tempo quente. O chamado idiota útil.
ResponderEliminarProvavelmente um FP licenciado em sociologia que vota Bloco.
Caro Anónimo 17AGO26 : 20;38
ResponderEliminarLonge de mim armar em santo, mas e se em vez insinuar que os outros insinuam, dissesse você, fundamentando, onde está o homem errado ??
Também não gosto do Bloco, nem das pessoas que por lá circulam, nem das ideias e tiques deles.
Mas gosto ainda menos dos gajos, seja de que cor forem, e tenham o estatuto, real ou fictício que tiverem, que atiram pedras e escondem a mão.
Esses são os furta-cores, os oportunistas manhosos, que esperam na sombra e dão o golpe pela calada
Não prestam
Diz o que está na sombra ao que espera na sombra ...
EliminarNao está errado associar incêndios de Verão a supostas alterações climáticas?
EliminarToda a vida fez calor no Verão e Chuva no Inverno, agora chama-se a isso Alterações Climáticas.
EliminarAinda aqui há uns tempos a grande moda eram os "ambientalistas", isso arrefeceu e o que está a dar agora, são os Climáticos, cujo grande feito foi terem descoberto, que Frio e Chuva no Inverno e Calor no Verão resultam de Alterações Climáticas.
Sendo que estas são uma consequência directa da Sociedade Capitalista Global, que está a espatifar os recursos, mais que finitos, do Planeta.
É evidente a fraqueza e os buracos da história pelo que não é difícil prever, que outra patranha esteja já a ser preparada, porque o espectáculo não pode parar.
por falar em criancinhas:
ResponderEliminarhttps://observador.pt/opiniao/os-pedofiliados-no-chega/
https://www.sabado.pt/opiniao/cronistas/leonor-caldeira/detalhe/o-chega-e-a-pedofilia
Porque os do Chega ??
ResponderEliminarTencionam excluir os outros ??