sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Modernizar é difícil

 O polícia manda encostar e pede os documentos.

O carro é de terceiros, mas tudo bem, entregam-se os documentos.

O papel do seguro que está no carro passou o prazo de validade e o polícia diz para procurar o papel que é válido.

O carro é de terceiros, sugere-se que o polícia verifique, pela matrícula, se o carro tem seguro válido.

O polícia diz que pode ver, sim, mas depois de passar uma multa de sessenta euros por falta de documentos, mesmo que a utilidade do documento seja verificar o que o polícia pode facilmente verificar (como verificou) sem o papel.

Gonçalo Matias continua empenhado na reforma do Estado, o Governo continua empenhado na reforma do Estado, mas lá deixar de passar multas por falta de papéis que afinal não fazem falta, é outro mundo, não tem nenhuma relação com a reforma do Estado.

8 comentários:

  1. Há uma série de papéis, documentos, títulos e já agora procedimentos, que são só uma má desculpa para sacar dinheiro.

    E pior, fazer o Cidadão sofrer, e penar, para nunca esquecer quem é que manda e que quem manda, pode.

    Claro que as pessoas protestam, mas os Portugueses, protestam sempre, e se caíssem frangos assados do Céu, iam protestar que estavam mal passados.

    Portanto deixá-los protestar

    A verdade é que a Burocracia, mesmo enfadonha, desnecessária e repetitiva, dá de comer a muita gente.

    O Cartão de Cidadão por exemplo, garante que eu sou eu mesmo, tem lá uma foto e tudo, e assim eu posso garantir que sou eu próprio e não uma falsificação.

    Tem a marca do meu dedo ainda que não existam por aí leitores de impressões digitais.

    Mas lá que tem classe, tem.

    Claro que se racionalizadas tudo, metade, ou mais, da burocracia desaparecia e a vida ficava mais leve.

    Mas aí tínhamos outro problema; imaginem os burocratas, ajudantes e aprendizes de burocratas, e mais aquelas chefias todas e ainda, as chefias intermédias, as pequenas chefias, etc., tudo por aí á solta.

    Se calhar praticando aquelas malfeitorias, que só um burocrata é capaz.

    E se calhar o desemprego aumentava para o dobro, isto é há desemprego na mesma mas está escondido, no Estado e assim não se dá por ele.


    Pensando melhor talvez seja preferível não mexer, e deixar tudo como está

    Isto tá mal escrito que se farta, mas hoje estou em dia não






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  2. É o retrato perfeito de um Estado que já investiu em bases de dados do século XXI, mas recusa-se a largar a sanha arrecadadora do século XX.

    O papel do seguro serve — ou devia servir — apenas como meio de prova da existência de uma apólice ativa. Se o agente da autoridade consegue validar a legalidade do veículo em três segundos através do terminal ou da matrícula, cobrar 60 euros pela ausência do suporte físico não é fiscalizar a segurança rodoviária: é aplicar uma taxa sobre o formato.

    Enquanto a tão propalada "reforma do Estado" não chegar à mentalidade de quem está no terreno e aos regulamentos que priorizam a multa burocrática em detrimento da verdade material, a modernização não passa de propaganda em PowerPoint.

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  3. A gente bem puxa, mas não dá.
    Já me aconteceu o mesmo a mim com a agravante de ter a aplicação GOV, mostrar e o agente não aceitar.
    Só mesmo quando lhe disse que não pagava e que se fosse informar, responde com ar paternalista:
    "Por esta passa, mas para a próxima é multado"

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  4. “ O carro é de terceiros, mas tudo bem, entregam-se os documentos.”, “Mas” se o carro for roubado….

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    1. Qual é a questão? Ou foi feita queixa pelo roubo, e o polícia verifica facilmente a matrícula, ou não é pelos documentos que se verifica se o carro é roubado ou não.

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    2. Se o ladrão roubou o carro com os documentos lá dentro, situação relativamente comum, e o polícia apenas se fiar nos mesmos (nos documentos) e não verificar a matrícula no sistema, não vai saber se o carro está dado como roubado...

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    3. A Nação Portuguesa vai a caminho dos 900 anos o que significa sem mais, que apesar dos riscos na pintura, muito piscisbeque e falsas aparências, há algo de muito sólido a garantir a rigidez da Estrutura.

      Num certo sentido Portugal viveu sempre á beira do precipício, mas nunca lá caiu.

      Foi roubado, comido teve um Império e perdeu-o, mas deixou a sua Língua e num certo sentido, uma forma de ver o mundo, por toda a parte.

      Ás vezes pergunto-me que mistério explicará a existência de certos Países, que pelo tamanho e circunstância da sua história, simplesmente já deviam ter deixado de existir.

      Um dos casos é Portugal o outro Israel









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  5. HPS 22AGO26 ; 07:11

    A menos que se crie uma espécie de "Certificado Provisório de Roubo"



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