Meninos e meninas emocionados/as, enviados pelos media portugueses, emergem de entre os manifestantes e contam que estão ali, em Paris, que há intervenções da Polícia, que há "protestos estudantis" - só se esquecem de dizer o que os manifestantes protestam e o que querem afinal.
Seria possível saber mais? Sim seria possível com um esforçozinho. Seria possível ver uma das questões em causa segundo o ponto de vista do bom e velho esquerdista Le Monde e segundo o ponto de vista alternativo do bom e velho centro-direitista Le Fígaro. Seria possível ter uma visão actualizada e mais larga do que se passa mediante think tanks respeitáveis como esse que aí fica e saber de onde vem esta onda de violência ou fazê-lo de forma mais teórica e geral aqui neste "primeiro think tank dedicado aos jovens". Seria possível ir além dos keffiehs que andam lá à mistura, e do aproveitamento da extrema-esquerda e de Melenchon - seja com a ajuda da histeria do Liberation, que proclama que «o Papa não faria melhor", seja pelo fiável Le Point. Seria até possível procurar um enquadramento mais amplo na situação política francesa e nas próximas eleições.
Pois seria possível tudo isso. Mas não é muito mais divertido envergar capacetes gentilmente cedidos pela Polícia, trazer máscaras de gás à tiracolo, e proclamar «Aqui, onde me encontro...»?! Quem, porquê, como, onde, para quê? Ora, não me estraguem o recreio!
PS.1 E continua a RTP com rodapés a dizer que «Governo quer baixar o IRS para os mais ricos», pensados e escritos por gente ressabiada e ignorante, estranha à ideia de que a baixa de impostos favorece a poupança ou consumo dos mais pobres, e a poupança ou investimento dos mais ricos.
PS.2 E continuam os generosos tempos de antena para a rábula da relapsa e contumaz Maricarmen, numa busca desesperada por algum mártir que favoreça o corrupto e ávido Sanchéz, o qual inventou uma lei da habitação desesperadamente socialista, que não lhe ocorrera ao longo de 8 anos.
PS.3 E continuam as "notícias" e comentários insuportáveis ao esgotadíssimo caso de Cristiano Ronaldo.
ResponderEliminarA pressão financeira tem aumentado em França ao longo dos anos, mas os governos franceses não têm vontade/coragem política para implementar, rapidamente e em força, reformas estruturais, a começar, repito, a começar pela abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos seguindo-se outras reformas estruturais.
Assim, sendo os governos franceses limitam-se a "cernelhar" de modo intensamente suave à medida que a pressão financeira aumenta. Desta vez "cernelharam" na Educação.
E não é fantástico que nenhum "jornalista" agora usa a palavra Austeridade quando temos superavites sucessivos?
ResponderEliminarNão se consegue encontrar a palavra nos Expressos, Publico, RTP, SIC,TVI...
Desapareceu.
Há pouco mais de 10 anos alguém que dissesse que não deviamos ter mais 3% de defice era quase acusado de crimes contra a humanidade, falta de sensibilidade social...
Hoje temos superavites e nem o PC e o BE usam a palavra "Austeridade"
Desde que o Governo PS - Geringonça começou com os superavites a palavra desapareceu dos bem pensantes...logo dos jornalistas..
Não haverá um jornalista rebelde que faça uma investigação sobre o desaparecimento de uma palavra? perdeu-se para sempre? ou voltará logo se o Chega chegae ao poder mesmo que faça o mesmo?
O Parlamento Europeu votou que se deve definir a Irmandade Muçulmana como organização ilegal.
ResponderEliminarNão vamos saber quem votou a favor 381 , contra 167 ou se absteve 15.
Os "jornalistas" nunca nos dizem como votam os nossos representantes.
E já agora como Portugal vota na ONU e outras organizações internacionais na maior parte dos casos.
Chamam isto de "informação de referencia"