Sim, faz.
De resto, a pergunta deveria ser a inversa: o Estado ao capturar os recursos de privados, porque tem o monopólio da violência legal, garante que esses recursos são usados de forma mais eficiente, criando mais riqueza?
Não, não garante, o próprio Mário Centeno (autor da pergunta demagógica e populista que usei no título deste post) farta-se de criticar a forma como o dinheiro que o Estado retirou às pessoas está a ser usado.
Note-se que o dinheiro estar no bolso dos privados também não garante nenhuma optimização social do seu uso, no máximo pode esperar-se uma melhor afectação de recursos, se os mercados funcionarem razoavelmente bem (coisa que não acontece em muitos casos, veja-se como o Estado condiciona o mercado de habitação de tal modo que a oferta é incapaz de reagir à pressão da procura, em tempo adequado).
Resumindo, o dinheiro estar do lado dos privados, quando existem mercados minimamente funcionais, tem probabilidades mais altas de ser usado mais eficientemente para a criação de riqueza que estado nas mãos do Estado.
Se o Estado quer melhorar o desempenho social, primeiro deve olhar para os mercados para avaliar se estão a funcionar bem, depois deve justificar cada cêntimo do dinheiro que tira às pessoas com resultados que as pessoas possam reconhecer.
O que não faz sentido é dizer o que está a dizer Centeno: o dinheiro dos ricos estaria melhor nas mãos dos decisores políticos.
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