domingo, 16 de agosto de 2026

A "liberdade" bloquista

Em recente estadia na Sérvia, entretive-me inquirindo os locais - de Belgrado e não só - acerca da sua preferência: Tito ou a actualidade? Com grande surpresa, todos os perguntados - e ainda foram alguns - manifestaram-se saudosistas do velho Broz... Mas porquê, insistia eu; e a explicação também não divergia, batia sempre o mesmo ponto: - era um regime monopartidário, não havia liberdade de culto religioso, só alguns baptizavam clandestinamente os filhos, reconheciam eles, mas tinhamos trabalho certo, ganho certo, não passávamos privações e não queriamos saber de política.

Percebia-se: trocavam a segurança do quotidiano por tudo o mais. Tal qual os portugueses com Salazar, a quem somente a Guerra Colonial foi capaz de abalar a sua bem-aventurança.

Lembrei-me disto a propósito de um cartaz que se vê por aí, colado pela sageza do BE: «Liberdade é ter casa». Não é. Ter casa é um direito que assiste a todos os cidadãos, direito esse, aliás, desprovido de garantias que o assegurem. A liberdade é, além do mais, poder o BE continuar a dizer disparates e desejar para os portugueses a tal segurança titoísta-salazarista.

17 comentários:

  1. Se perguntasse a croatas, montenegrinos, etc., que Tito explorava em favor dos sérvios, talvez ouvisse outras respostas.

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    1. Tito era filho dum croata e duma eslovena, não sei se terá sido assim tão protector dos sérvios.

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  2. Sem dúvida. Aliás, o BE nem gosta de liberdade. Excepto, claro está, da sua.

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    1. Caro KK

      Liberdade á La BE será tudo menos Liberdade




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    2. No fim de contas, a Jugoslávia (ou eslavos do sul) mais não era que o " Império" sérvio. Quando foi construída, no pós I Guerra, a partir dos despojos do Império Austro-Hungaro, aglutinou eslovenos, croatas, sérvios, húngaros (Voivodina) , bósnios , montenegrinos, ... tudo sob o domínio sérvio. Toda esta manta de de retalhos, mantida sempre com mão de ferro. Depois veio o "marechal" Tito, croata, que se apoiou no imperialismo sérvio para manter a manta de retalhos. Com mão de ferro ainda mais apertada. Tal como seria de esperar, após a morte do caudilho, a manta de retalhos desfez-se.
      Não admira o pararalelo tentador entre o Portugal do Estado Novo e o saudosismo sérvio pela Jugoslávia. Ambos eram centro de Império, ambos se sentiam importantes. No caso da Sérvia, cabeça da "Federação" jugoslava, o saudosismo cala fundo, muito fundo. Pois a guerra de libertação dos povos do Império sérvio foi amarga e cruel. Deixou os sérvios isolados, sem aliados, e muito mais pobres que estavam antes. Não espanta por isso que recordem os tempos da jugoslavia como uma era feliz...

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  3. É sempre um privilégio ler a sua escrita, João-Afonso. Independentemente da matéria ou do pretexto, a precisão das palavras, o ritmo da prosa e essa forma tão singular de observar o mundo transformam qualquer texto num verdadeiro momento de boa literatura. Um abraço.

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  4. "Com Salazar" os portugueses não passavam privações?! Essa é boa...

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    1. De onde lhe veio semelhante ideia ??

      Com António Oliveira Salazar, os Portugueses livraram-se, finalmente, das misérias e privações resultantes das loucuras da desgraçada administração, "Republicana".

      Salazar pôs ordem na casa, Portugal deixou de ser uma baderna, alfabetizou a População e começou a lançar as bases que permitiriam duas dezenas de anos depois colocar Portugal ao nível dos indicadores Europeus, e isto inclui as Auto Estradas que o tonto do Cavaco apresentou como suas.

      Eu sei que isto dói á Esquerda mas a História não dorme nem esquece


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  5. Pergunte-lhes o que acham da Europa e da NATO. Daqui a uns anos conversaremos sobrecKosovo.

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  6. Percebia-se
    Viviam bem, tinham liberdade comparados com os colegas do Pacto, não perdiam território para muçulmanos, não apanhavam com bombas da nato, não eram governados por corruptos.

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  7. Liberdade é o autor do post, em democracia, continuar a propagandear o salazarismo, a declinação portuguesa dos fascismo.

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    1. Se assim fosse eu censurava a enorme imbecilidade que zurrou e apagava o comentário.
      Não deu para chegar a essa conclusão, pois não?

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    2. Utilizando a sua elevada linguagem, vou deixa-lo a zurrar sozinho e a ruminar a saudade de um passado que não conheceu, nem consegue conhecer através do recurso ao pensamento. O direito à indigência mental é uma invenção da democracia.

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    3. Então rumine e esgote o cérebro pequenino a pensar nesta ideia: só está aqui a chatear porque os leitores como v. podem zurrar livremente e até dizer certezas sobre idades que deconhecem.

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  8. Compete aos canalhas dos eleitores não votar no BE.

    Entretanto, a pressão financeira continua a aumentar de forma intensamente suave e irá continuar a orientar as medidas no sentido correcto já que não há vontade/coragem política de implementar, rapidamente e em força, reformas estruturais, a começar, repito, a começar pela abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos seguindo-se outras reformas estruturais.

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  9. "Ai, Só há liberdade a sério quando houver. A paz, o pão, habitação, saúde, educação."!

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