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Não vale a pena ter ilusões: o futebol é a simulação de um certo tipo de guerra antiga, a guerra aristocrática travada entre grupos de heróis ou de “campeões” até à subjugação do adversário – uma subjugação do derrotado e o reconhecimento de superioridade do vencedor. A atracção nacional persiste com uma força psicológica indomável e o fascínio pelo combate dos heróis também. Todo o rito do nacionalismo moderno é meticulosamente praticado, desde a devoção à bandeira até ao hino cantado com uma emoção que nenhum outro momento da vida quotidiana consegue reproduzir. Mas não são apenas os ritos do nacionalismo moderno. Cada selecção e cada público recupera e reencena símbolos e práticas pré-modernas que, de modo autêntico ou fabricado pelo próprio nacionalismo moderno ou pela cultura popular contemporânea, sublinham a distinção de cada identidade nacional. Até a eleição do melhor jogador de cada equipa ao estatuto de herói nacional obedece à mesma pulsão.
Nos estádios de futebol, nas esplanadas e nas casas das famílias, o fervor que os fundadores das comunidades europeias tanto temiam regressa sem pretextos nem remorsos. Recordemos que o “ideal” europeu foi pós-nacionalista. E, enquanto a Europa dominou o mundo, a contradição com os restantes países “nacionais” parecia (aos Europeus) um sinal de confirmação de superioridade – uma espécie de vanguarda histórica que em breve seria imitada pelos outros povos. No Mundial de 2026, pelo contrário, o apoio fervoroso dos símbolos nacionais no estádio, e o sucesso desportivo das equipas europeias nos relvados, fazem do “ideal” do pós-Segunda Guerra Mundial um sintoma de debilidade.
O nacionalismo é preciso para se for necessário escolher um caminho diferente.
ResponderEliminarBasicamente é uma transferência e em muito uma conquista, civilizacional.
ResponderEliminarEm vez de dois grupos combaterem armados até que um saia vitorioso, transfere-se a coisa para um espaço onde dois grupos lutam pela bola, tentando cada um colocar a bola no espaço "sagrado" do outro.
A coisa resolve-se idealmente sem feridos, sem sangue nem cabeças partidas e todos ficam contentes
A julgar pelo número de simpatizantes a escala global, pode afirmar-se sem margem para dúvidas, ter a humanidade encontrando uma forma brilhante de resolver a conflitualidade latente.
Se o método pudesse ser aplicado ao nível seguinte de conflitos era mais um passo na direção certa.
Mas creio que não será para tão cedo
Pierre Boule, Les Jeux de L'Esprit
ResponderEliminarou como um governo mundial cientifico acabou com equipas de físicos e biólogos a trocar detonações nucleares por vírus mortais.
Os heróis do povão bem nutrido do séc. XXI: onze brutamontes em cuecas a correr atrás duma bola.
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ResponderEliminarEntretanto
A maioria do pessoal ainda pensa que isto é futebol.
A pressão financeira continua a aumentar de forma intensamente suave o que irá orientar as futuras medidas de ajustamento.
O pessoal de Almada, na sua grande maioria, votantes do PS, bem merecidamente, continuam com pouca água.
Por falar em futebol, desde esta manhã corre a notícia que umas dezenas de militantes abandonaram o Bloco de Esquerda.
ResponderEliminarDesde a Flotilha aquilo nunca mais foi a mesma coisa
Uma tristeza😰
As equipas que continuam a privilegiar jogo pela esquerda são eliminadas.
ResponderEliminarA França só chegou longe poeque os árbitros são wokes e gostam de diversidade
Vai um forrobodó na Comunicação Social porque o Ministro da Administração Interna, contratou um sujeito que já lhe tinha feito uns trabalhos, para uma obra qualquer.
ResponderEliminarDe tudo o que até agora ouvi, não parece resultar a mínima irregularidade, o mais pequeno desvio á Lei ou á Ética.
Ou seja como de costume a CS rasga as vestes, cospe baba e ranho por um não assunto, uma niquice que não vale nada.
Desgraçados