Um comentador, ou uma plataforma de inteligência artificial, é irrelevante, escreve:
"Passei o ano a estudar e queria ter o processo de candidatura fechado esta semana. Na sexta feira deveria rumar a França para visitar a família da minha mãe mas estou com dúvidas. Provavelmente irei falhar um casamento e um batizado. Não tive culpa de nada".
"Passei o ano a estudar", em princípio isso significa que é uma pessoa excepcional, há pessoas assim, e que, a menos que haja algum percalço, faz exames sem problemas, as vezes que forem necessárias, porque está bem preparado.
"Queria ter o processo de candidatura fechado esta semana", em princípio significa que é um dos trezentos alunos que ainda não têm o seu exame reconstituído e classificado, porque em relação a todos os outros, o assunto está resolvido e têm toda a informação de que precisam para fechar a sua candidatura esta semana, a menos que tenham chumbado a uma das disciplinas e sejam obrigados a ir à segunda fase, para melhorar a nota.
"Na Sexta-feira, deveria rumar a França para visitar a família da minha mãe, mas estou com dúvidas", esquecendo a vírgula que acrescentei à frase e que parece levantar dúvidas sobre a aplicação do aluno a português, esta frase não faz qualquer sentido. Ou melhor, faz sentido porque ter dúvidas é humano e bom, mas convém que sejam dúvidas que tenham qualquer ligação com a realidade. Neste caso, sendo a candidatura totalmente on-line, em que medida o processo de candidatura interfere com qualquer viagem a qualquer ponto do mundo onde haja internet (que penso ser o caso de França)?
"Provavelmente irei falhar um casamento e um batizado", em princípio quer dizer que das dúvidas passámos à probabilidade elevada de não ir a França por causa de uma candidatura que pode ser feita em qualquer parte do mundo e cujos prazos dependem do momento em que se sabem as notas (as da primeira fase estarão resolvidas esta semana, as da segunda fase sofreram um atraso que não me parece incompatível com um casamento e baptizado).
"Não tive culpa de nada", confesso que aqui fiquei com dúvidas sobre se não tinha culpa do casamento, do baptizado ou da ausência nessas comemorações, o que sei é que não é compatível com a frase de que se tem dúvidas sobre a deslocação, naturalmente deslocar-se, ou não, dependerá exactamente de uma decisão livre do comentador que, podendo não ter culpas, é responsável pelas suas decisões.
Estive razoavelmente calado com esta história dos exames desde o princípio e durante as fases da confusão porque não tinha informação, a não ser a que me chegava de agentes políticos comprometidos (o que inclui os jornalistas).
Passei a escrever sobre o assunto quando comecei a ver testemunhos directos de classificadores que contavam uma história completamente diferente da que corria na imprensa, centrando-se em questões objectivas e ignorando o que este ou aquele diziam e as suas contradições.
O que me impressionou foi a consistente e esmagadora opinião de que, resolvidos os grandes problemas ocorrridos, o sistema em aplicação era incomparavelmente melhor que o anterior, listando uma série de vantagens muito grande e sólida (a que acrescem as vantagens de gestão do processo).
Foi uma escolha minha, ir ouvindo, ir tendo opinião que não manifestava quando me faltava informação, ir formulando hipóteses à medida que tinha informação que considerava consistente e escrever e dar opiniões quando a informação sobre virtudes e defeitos do processo me pareceu suficiente para ter opinião.
A imprensa fez outra opção, que consistiu em relatar emoções e estados de alma, em vez de produzir informação equilibrada, reproduzindo parágrafos como o que citei como demonstrações de grandes prejuízos para os alunos, sem cuidar, sequer, de saber se eram muitos ou poucos os angustiados.
É contra essa opção da imprensa que protesto, e é essa opção da imprensa que a vai tornando, progressivamente, um passivo social, em vez de ser, como foi durante anos, um activo social.
Se querem uma ajuda para inverter o vosso declínio, têm agora uma boa oportunidade: peguem nas declarações do ex-autarca eleito pelo PS, Filinto Lima, e perguntem-lhe por que razão nenhuma das suas previsões catastróficas sobre o que aconteceria se verificou, vão ter com Cristina Mota, da Missão Escola Pública que queria antecipar Abril para Fevereiro, e perguntem-lhe como explica as suas previsões das semanas passadas sempre desmentidas pela realidade, e podeis continuar por aí fora.
Isso sim, era de valor.
É muito entenercedor verificar que o liberal Henrique passou a liberal-condescendente dos erros do sector público.
ResponderEliminarÉ uma condescendência muito selectiva, diga-se.
É igual à das claques de futebol.
Pode dar-me um exemplo da minha condescendência para com os erros?
EliminarOs poucos erros foram corrigidos
EliminarO output é um sucesso
Para o ano correrá sem quaisquer constrangimentos
A não ser que derrubem o governo e venham uns socialistas destruir o trabalho feito e refazer do zero
Duas mãos cheias de textos sobre educação com o mesmo sub-texto: salvar a pele a Fernando Alexandre.
EliminarE um sem número de posts troll com o mesmo infra-texto: "tirar" a pele a Fenando Alexandre.
EliminarOu reconhecer o bom trabalho
EliminarJá que a CS socialista se recusa a fazê-lo
Parece não haver dúvida que foi um alarmismo da Comunicação Social, primeiro um gritinho de horror, logo citado por este e aquele, crescendo a cada citação e no final não tinha substância.
ResponderEliminarDistraíram as atenções com o monte alentejano do outro ministro (ontem aliás, já eram montes) e agora calaram-se, utilizando a técnica habitual de noticiar normalmente, como se não se tivessem espalhado ao comprido.
Vergonha
De não haver crise na haitação, agora o qiue passou com os exames é algo que quem foi atingido, os que souberam, só tem de aguentar e cara alegre..
ResponderEliminarComo diria o tio Fulgêncio do alto da sua quarta classe: ele há cada palerma.
O tio Fulgêncio também usava argumentos, ou só coisas destas?
EliminarComo ha crise na habitação se os imóveis valorizam, tornando as famílias portuguesas proprietárias mais ricas?
Eliminar"que lugar ocupa no mundo na produção de azeite", e os que nãp conseguem arrendar e comprar? Não contam? E os jovens? Ah, já sei,até há uns anos ficavam em casa dos pais até aos 30, agora ficam, e ficam...
EliminarPelo menos combate-se a solidão da terceira idade.
Mais um idiota.
Como explica o aumento das transacções?
EliminarExistem questões no imobiliário de baixo custo, mas só. Portugal não tem sem-tecto.
E os poucos problemas que existem devem-se apenas às restrições impostas ao mercado pelo Estado.
Ou é um bot, ou um troll
ResponderEliminara resposta a posts factuais e isentos é sempre "um caso da vida"
A poeira no caso dos Exames, começa a assentar.
ResponderEliminarÉ de esperar que a análise e avaliação ao ocorrido, seja feita e as conclusões extraídas
E mais importante, que se aproveite as lições aprendidas, para melhorar procedimentos, limando arestas e optimizando e se resista á portuguesa tentação, seja por que venha um novo ministro ou mude até o Governo, de por o contador a zeros, e começar tudo de novo.
Por uma vez, acabem com os rodriguinhos e façam bem feito
A vossa compaixão com o Fernando é tão comovente.
ResponderEliminarAzias em excesso, se não forem medicadas, acabam por azedar os neurónios.
EliminarSe os houver, é claro