"Desencadeado a 28 de fevereiro por um ataque norte-americano e israelita ao Irão, o conflito alastrou-se a grande parte do Médio Oriente e causou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, onde o movimento pró-iraniano Hezbollah se juntou às hostilidades no início de março, atacando território israelita."
Este é um parágrafo que o Observador reproduz acriticamente, vindo da agência Lusa, sobre a guerra no Médio Oriente.
Sim, é verdade que a 28 de Fevereiro houve um ataque ao Irão por parte dos Estados Unidos e Israel.
Não, não é verdade que o conflito se tenha alastrado a grande parte do médio oriente, quer porque os conflitos no Médio Oriente são anteriores a esse ataque, quer porque, apesar dos esforços do Irão em alargar o conflito, não houve, até hoje, alastramento nenhum.
Sim, é verdade que ataque provocou mortos (vamos admitir que são milhares, não faço ideia), mas qualquer conflito provoca mortes, o certo é que, no caso do Irão, desde o princípio deste ano morreu muito mais gente por causa da repressão do regime que por causa do conflito armado com os Estados Unidos e Israel.
Não, não é verdade que o movimento pró-iraniano Hezbollah se tenha juntado às hostilidades, quer porque o Hezbollah não é um movimento pró-iraniano, é um grupo terrorista que controla o mais poderoso exército irregular do mundo, financiado, treinado e armado pelo Irão, quer porque o Hezbollah mantém operações militares continuamente contra Israel, há muitos anos, muito antes do ataque de 28 de Fevereiro.
Eu não consigo entender se quem escreve estas coisas na LUSA acha que os seus leitores são bocadinhos de plasticina que se moldam em função do que quer que digam os jornalistas da LUSA, ou se acha mesmo que não há distinção entre jornalismo e propaganda (já nem discuto as razões para qualquer pessoa decente apoiar um regime como o iraniano, disponibilizando-se para ser seu porta-voz).
no caso do Irão, desde o princípio deste ano morreu muito mais gente por causa da repressão do regime que por causa do conflito armado com os Estados Unidos e Israel
ResponderEliminarComo é que o Henrique sabe isto?
Os seus amigos Ayatollahs afirmam-no.
Eliminaro Hezbollah é um grupo terrorista que controla o mais poderoso exército irregular do mundo
ResponderEliminarO Hezbollah não leva a cabo, que eu saiba, quaisquer ações terroristas, mas sim ações de auto-defesa do Líbano e especificamente da sua comuniade xiita.
Lá por os Estados ocidentais decidirem classificar o Hezbollah como terrorista, não quer dizer que o seja. Os Estados ocidentais, tal como todos os Estados em geral, mentem.
Quer explicar o que é o ataque indiscriminado contra cidades Israelitas com milhares de roquetes?
EliminarOu as bombas no Líbano, Bulgaria e outros locais?
Os Estados, em geral, mentem, tu, em particular, mentes com quantos dentes tens ao classificar as acções do Hezbollah como acções de autodefesa do Líbano, coisa que nem o Hezbollah faz.
Eliminaro que é o ataque indiscriminado contra cidades Israelitas com milhares de roquetes
EliminarÉ um ato de guerra normal. Não é terrorismo, é guerra.
O Hezbollah está em guerra contra Israel por variadas razões, entre outras porque considera que Israel ocupa uns pedacinhos de terra (acho que se chamam "as quintas de Shebaa", não estou bem certo) que segundo o Hezbollah deveriam ser libanesas.
Se bombardear populações civis em cidades é terrorismo, então Israel é também uma organização terrorista. Se Israel tem o direito de se defender, então o Líbano tem o mesmo direito.
Confundir terrorismo com guerra é muito estranho.
Estranho é o teu raciocínio. Israel não bombardeia indiscriminadamente e o Helbollah não está a defender o Líbano (nem eles dizem isso), está a tentar matar indiscriminadamente civis de um povo que quer extinguir, tal como eliminar o Estado de Israel
EliminarIsrael não bombardeia indiscriminadamente
EliminarCada qual combate com as armas que tem, umas são mais precisas e outras menos. Israel tem armamento que lhe permite bombardear de forma mais precisa. O Hezbollah tem armamento menos sofisticado e, por isso, mais indiscriminado.
Ainda assim, na prática os bombardeamentos de Israel, mesmo que não sejam indiscriminados, parecem-no...
Bombardear civis indiscriminadamente é o que está ao alcance do Hezbollah, é por isso que são considerados terroristas
Eliminar"Não, não é verdade que o conflito se tenha alastrado a grande parte do médio oriente, quer porque os conflitos no Médio Oriente são anteriores a esse ataque, quer porque, apesar dos esforços do Irão em alargar o conflito, não houve, até hoje, alastramento nenhum."
ResponderEliminarEntão também não é verdade que o ataque do Hamas a Israel tenha despoletado a guerra em Gaza, porque a guerra é muito anterior a ele. Lá se vai a legitimidade de Israel de matar mais de 60000 palestinianos.
Estes racicínios seguem sempre este padrão: quem ataca Israel ou os EUA é um terrorista porque não há guerra, é um crime. Israel tem direito a bombardear civis porque está em guerra, não é crime.
Gostava que se decidissem: ou estão em guerra e o Hamas e o Hezbolah não são terroristas, ou não estão em guerra e o bombardeamento de civis e instalações não militares é um crime. Não podem ser as duas coisas ao mesmo tempo.
Não entendo para que respondo eu a comentários desonestos.
EliminarO que escrevi foi que não era verdade que a guerra alastrou a grande parte do médio oriente.
Qual é a relação disso com a estupidez sobre a legitimidade de Israel?