segunda-feira, 5 de maio de 2025

Debate

À esquerda (no ecrán) estava Rui Tavares, um académico e político, ou político e académico, que nunca geriu coisa nenhuma (fez umas bolsas com Ricardo Araújo Pereira e mais não sei quê, uma boa ideia que desapareceu sem deixar outro rasto que não sejam as dúvidas sobre a sua capacidade de, em condições especialmente favoráveis, fazer qualquer coisa com sustentabilidade futura. Falhar é muito mais fácil e frequente que conseguir, mas com tão poucas tentativas, é difícil ter uma opinião definitiva sobre as suas capacidades de gestor).


Logo depois, Paulo Raimundo, um político, desde pequenino, sem qualquer outra actividade profissional relevante, que se conheça (é o chefe o partido que pôs como secretária geral da principal central sindical do país uma senhora que nunca tinha trabalhado em lado nenhum, a não ser em sindicatos).


Logo depois, Mariana Mortágua, uma política, desde pequenina, sem qualquer outra actividade profissional relevante que se conheça.


Logo depois, Pedro Nuno Santos, outro político, desde pequenico, sem qualquer outra actividade profissional relevante.


Imediatamente ao lado, Luís Montenegro, um político, desde pequenino, que se lançou no mundo profissional quando estava na mó de baixo da política, quer com actividade profissional de advogado, quer fazendo uma empresa familiar, e que tem estado a ser atacado porque, ao que parece, as condições base de funcionamento de uma empresa familiar, baseada em capacidade, conhecimento e contactos, é eticamente incompatível com actividades políticas passadas e futuras.


Ao seu lado, André Ventura, um funcionário da autoridade tributária que se passou para político, sem qualquer actividade profissional fora do funcionalismo e da política (nem comprar a casa em que vive é negócio em que se tenha envolvido e pelo qual se tenha interessado).


Mais um passo ao lado, Rui Rocha, com uma carreira longa e bem sucedida como funcionário de empresas, incluindo lugares relevantes na gestão de recursos humanos da SONAE.


Por fim, a única empreendora conhecida do painel, Inês Sousa Real, cuja família tem uma actividade na agricultura intensiva, umas estufas, estufins ou qualquer coisa do mesmo género, sendo resto da sua actividade profissional no funcionalismo público, em especial como jurista na área do direito animal.


Penso que não vale a pena perder muito mais tempo a caracterizar o debate - talvez só para assinalar que terem feito uns cinco debates com este formato e cada um com um tema teria sido bem mais interessante para os espectadores que os intermináveis frente a frente - porque isto é uma boa metáfora da discussão de políticas públicas em Portugal: um conjunto de gente que desconhece o velho ditado popular: quem quer, vai, quem não quer, manda.


Claro que há excepções, mas a esmagadora maioria dos nossos políticos têm preferido mandar, a fazer.


E têm razão, quem dá o que tem, a mais não é obrigado.

22 comentários:

  1. Efectivamente é extremamente desanimador para o cidadão escolher para lider quem nunca nada fez na vida do que ser politico. Os poucos que fizeram algo fora da politica, por vezes deixam-se enredar em situações condenáveis sob multiplos aspectos. Por fim, e finalmente, a escolha a fazer de acordo com a perspectiva de cada um.
    Normalmente o que ocorre é que se vota no mal, supostamente menor, ou simplesmente não se vota.

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  2. Todos a malhar no mesmo, e todos a falar do mesmo. Já cheira mal.
    Conclusão: o Homem sobe todos os dias nas sondagens e vai ganhar de caras.
    Quanto mais malham nele mais ele sobe. Ainda não perceberam, porque são incompetentes, inúteis e parasitas.

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  3. Sobre corrupção, tráfico de influências, etc.
    Haverá forma de garantir que nenhum governante, deputado, funcionário público ou funcionário de partido se deixará corromper ou cedará a pressões de interesses?
    Não.
    Mas se queremos ter alguma possibilidade de desencorajar tais comportamentos, temos de ter escrutínio rigoroso dos atos praticados por tais pessoas.
    Escrutínio de relações pessoais/profissionais/comerciais anteriores vale sempre zero porque não conduz a nada.
    O facto de determinado governante ter tido uma empresa legítima antes de assumir funções governativas e de ter mantido a empresa na família quando assumiu funções governativas faz alguma diferença em termos de possibilidade de corrupção, tráfico de influências, etc.? 
    Não.
    Estaríamos livres de tal possibilidade mesmo que a empresa tivesse sido encerrada?
    Não.
    O que eu sei é que para mim, enquanto cidadão e contribuinte, é mais tranquilizador saber que a empresa continua a existir e pode ser escrutinada.
    E também não vejo qualquer falha de ética em manter a empresa em funcionamento a prestar serviços legítimos e escrutináveis sem que tal governante viole o seu dever de exclusividade nas funções governativas.
    Mas vejo muitas falhas de ética em todos aqueles que levantam suspeições sem caso.

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  4. Os únicos "papabiles", desta vez, são exclusivamente os actuais donos do PS e PSD, L. Montenegro e P.N. Santos, agora teatralmente entretidos, em campanha, em público, a tentar destruir-se mutuamente.
    Em privado, no pós-peleja pública, lá se irão enteder, a defender os seus interesses e os dos seus, os da classe política, uma casta. E o País continuará adiado com uma AR que continuará a ser povoada essencialmente por uns desconhecidos que apenas representam os seus respectivos partidos. Óbviamente uma Assembleia dos partidos.
    Este é o resultado preverso de os portugueses só poderem votar em partidos e não poderem fazer a sua escolha numa lista de candidatos que uninominal e atentamente os representariam, na sua Assembleia da República.

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  5. Bom resumo, mas então quem pode ser primeiro ministro ou presidente?
    Dizem que o Gouveia e Melo não pode ser presidente porque foi militar.
    O Trump dizem que por ser empresário não tem capacidade para ser presidente.
    Quais são os requisitos chave?

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  6. o único comentário sério que ouvi foi dum jovem entendido em comunicação:
    «a oposição à AD não sabe estruturar a sua posição»

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  7. E o PM tem legitimidade para continuar a governar Portugal?
    NÃO!!

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  8. Rui Rocha? Empresário de quê? Perdi-me a rir. Este sujeito é conhecido em Braga pelo Midas ao contrário: tudo que toca vira lata. É preciso ter lata!!!

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  9. Sugiro que leia outra vez o post, desta vez com mais calma, e comente o que lá está escrito, e não o que lá não está escrito.

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  10. Na minha opinião, tem total legitimidade para ser PM.
    O mesmo não se pode dizer de todos os restantes líderes partidários, porque andam a levantar suspeições sem caso, ou seja, a falta de ética está em todos os outros líderes partidários e não no líder da AD.

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  11. Montenegro é o único com credibilidade e capacidade. E com experiência no mundo laboral. Na actividade privada.
    Carreiristas não, obrigado. Políticos de profissão não devem ser eleitos. 

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  12. Ai o Trump foi condenado, por unanimidade, por juri escolhido ameias pela sua defesa e pela acusação, em Nova Iorque, por 39 crimes de ser empresário?!

    Informe-se melhor!

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  13. Finalmente um comentário aceitável.

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  14. "Ainda não perceberam, porque são incompetentes, inúteis e parasitas." É isso mesmo, nada mais certo, vivem às custas dos contribuintes(individuais e empresas) durante toda uma vida e uma boa parte deles  só produz ruído confusão miséria, não contribui em nada para a melhoria do país antes pelo contrário. Como vamos lutar contra esta situação? Para já com o voto ,dando condições para poder governar a quem já mostrou mais competência, sensatez, capacidade de diálogo, para o fazer e responsabilizando-o pelos resultados nas próximas eleições legislativas. Será isto possível?ser possivel é tanto que já  aconteceu, em circunstâncias diferentes é certo, agora será difícil, mas que é necessário é e muito.

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  15. Não, porquê? A legitimidade vem do voto expresso nas urnas, não vem de mais lado nenhum e é por isso que a oposição tendo deitado o governo abaixo votando contra a moção de confiança, hoje se esforça tanto a criar confusão e lançar suspeitas absurdas e ilegítimas, precisamente para evitar o voto no actual PM.

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  16. Claro que há excepções, mas a esmagadora maioria dos nossos bloggers têm preferido escrever sobre tudo e nada, a fazer algo concreto por um país melhor.

    Vemos posts e mais posts sem utilidade alguma. "Todos" querem escrever para os outros lerem, nem que seja sobre nada e sirva para nada a não ser manter alguns ocupados e alienados da realidade.

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  17. E avençado, com todo o mérito. E proveito, já agora. O ‘mundo laboral’, sempre premiou os seus melhores. Em privado, antes de ser público. 

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  18. Quando alguém, indivíduo ou empresa, recebe pagamento em troca de serviço prestado, é "avença"?
    A minha entidade empregadora paga-me uma avença, então... poderei ser PM?

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  19. Subscrevo
    Felizmente, este blog vai mantendo afastado desse registo

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  20. A avença é um dos modelos contratuais possíveis no mercado dos serviços, é muito usado em alguns sectores.
    Consiste no pagamento regular de um valor pré-definido, contra a entrega de um serviço igualmente caracterizado à partida.

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  21. Claro como a água. Mas há uma variante com algum interesse, quando o montante da avença aumenta e a entrega do serviço mingua, se é que não acaba. 
    Deviam acabar definitivamente com certas expressões no mercado de trabalho como empregados, assalariados, contratados, avençados, ficava-se só com colaboradores, como agora se designam, tantas vezes, trabalhadores a salário mínimo. Semanticamente é muito mais interessante … E politicamente.

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