sábado, 20 de janeiro de 2024

Mediadores imprescindíveis à democracia

No carro, aterrei num destes programas em que vários jornalistas falam de coisas.


Nada contra estes programas, toda a gente tem de fazer pela vida e se este tipo de programas são baratos e têm ouvintes (como eu demonstro), siga a banda.


Aquilo andava pelo habitual entre jornalistas da secção de política, naqueles argumentos brilhantes do género de ser um erro Montenegro concorrer por Lisboa em vez de Aveiro porque venceria Pedro Nuno Santos em Aveiro com facilidade, o que lhe daria uma legitimidade acrescida se tivesse de fazer um governo minoritário.


Faço notar que o que escrevi em cima não é um exemplo absurdo que inventei, é mesmo o que estava a ser dito em determinada altura no programa, por um mediador imprescindível à democracia, sem as opiniões do qual a democracia corre riscos impensáveis.


Até aqui, nada contra, acho mais graça a estas coisas que ao Bruno Nogueira ou ao César Mourão, embora dê menos importância ao que se diz nestas conversas de salão que nos programas dos dois que usei como exemplo.


A dada altura há um destes mediadores encartados, sem os quais os eleitores não sabem votar como deve ser, que resolve falar das listas de candidatos apresentados por um dos partidos que concorrem às eleições referindo que a lista tinha gente independente e com qualidade, mas isso poderia ser um grande problema para o partido em causa.


Se o partido em causa perdesse, a sua bancada seria constituída por gente com curriculum, independente e com qualidade profissional reconhecida, o que levantava o problema do dito partido não ter ninguém para o combate político.


Caros mediadores imprescindíveis à democracia, desde que fui aluno do Osório dos Anjos que não só aprendi matemática, como perfilhei a frase que mais vezes repetia (ou, pelo menos, de que eu me lembro que mais vezes repetia): "o direito à asneira é sagrado", uma ideia que tem sido um farol para mim.


Claro que entendo que se aplica também a vossas excelências e portanto se querem dizer coisas dessas e isso vos ajuda a receber o salário, óptimo, força com isso, mas por favor não me digam que eu tenho de pagar isso nos meus impostos porque é imprescindível para a democracia ouvir que a melhoria da qualidade de um grupo parlamentar é um problema para a oposição, isso já acho um bocadinho de mais.

6 comentários:

  1. Se não paga nos seus impostos, paga no preço dos produtos que consome, os quais, através da sua propaganda, são quem financia as estações de rádio privadas.
    De uma forma ou de outra, o pagamento da rádio é-nos sempre imposto - ou através dos impostos do Estado, ou através das empresas privadas que pagam os anúncios.

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  2.  político e comentador não passa de «MODO de VIDA»

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  3. Também ouvi esse programa, a jornalista que disse isso ainda disse pior - que era mau sinal democrático que nas listas da AD se tivessem mandado borda fora os deputados do Rui Rio, isto quando andatam ANOS a falar da má qualidade do último grupo parlamentar do PSD... 
    Nota-se cada vez mais nos vários programas de comentário uma subserviência ao PS, ao qual tudo se perdoa, sejam galambadas no Ministério das Infraestruturas, informalidades pedronunistas, falta de cultura democrática do António Costa... sendo o expoente máximo disso a Anabela Alves.

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  4. Resumindo, eu pagar impostos, que não posso recusar, para obter bens ou serviços que não posso escolher e frequentemente não sei quais são, é o mesmo que eu pagar um produto ou serviço que escolho pagar ao preço que me pedem por entender que o valor que tem para mim o compensa.

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  5. Também costumo ouvir o podcast da Vichyssoise, às vezes também já não sei porquê.

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