Comecemos pelo princípio: a ONU não é uma entidade neutra, é uma entidade que resulta das forças políticas em presença.
No caso da Palestina, a ONU tem posições bastante claras em alguns aspectos: 1) é a favor da solução de dois Estados com as fronteiras definidas em 1947; 2) considera todos os territórios da Palestina como territórios ocupados por Israel, incluindo a Faixa de Gaza que é governada pelo Hamas há mais de 15 anos; 3) não considera o Hamas como um grupo terrorista.
Na actual crise na Palestina, a ONU não conseguiu, até agora, condenar o que se passou a 7 de Outubro, embora os seus dirigentes estejam sempre a insistir na necessidade de libertação imediata e incondicional de todos os reféns e procurem assegurar que chegue ajuda humanitária a Gaza, para o que consideram condição necessária a existência de um cessar-fogo (embora, em momento nenhum, se explique como é que alguém consegue garantir que o Hamas respeite esse cessar-fogo).
É neste contexto que quatro agências da ONU - UNICEF, OMS, UNRWA, UNFPA - emitem um comunicado conjunto a 3 de Novembro, alertando para a precariedade da situação humanitária no que diz respeito ao peso que cai sobre as mulheres e os recém-nascidos nas actuais circunstâncias.
O comunicado tem as generalidades e platitudes do costume nestas circunstâncias para pedir uma pausa humanitária imediata que permita minorar esse peso, necessidade que em tese toda a gente subscreve (Até Israel já disse que discute cessar-fogo, pausa humanitária, o que quiserem, "apenas" exige a condição prévia da libertação incondicional de todos os reféns nas mãos do Hamas).
A única coisa verdadeiramente relevante no comunicado é este bocadinho da sua introdução, no qual se baseia tudo o resto: "As of 3 November, according to Ministry of Health data, 2,326 women and 3,760 children have been killed in the Gaza strip, representing 67 per cent of all casualties, while thousands more have been injured. This means that 420 children are killed or injured every day, some of them only a few months old".
Não percamos tempo na definição de criança, apesar de não ser assunto de somenos, para poder realçar o que é cristalino: as agências da ONU estão, de facto, a dar credibilidade à informação difundida pelo Hamas, sem qualquer mas nem adversativa, limitando-se a citar de onde vêm os números, omitindo que é uma das partes em conflito e que tem interesse em empolar estes números e, com isso, inevitavelmente ter dezenas de orgãos de informação e milhões de pessoas pelo mundo a repetir o mantra de que a ONU valida os números do Hamas.
Não, não é falta de jeito, é a opção por apoiar a propaganda de um dos lados do conflito, se dúvidas houvesse, a história do bombardeamento de uma ambulância acabaria com essas dúvidas.
O que sabemos de forma incontroversa - todas as partes concordam nisto e há videos que o comprovam - é que uma ambulância foi vítima de uma ataque aéreo à porta de um hospital.
A partir disto, que é objectivo, há duas versões do que se passou.
A versão do Hamas é a de que Israel toma hospitais como alvo e assassina civis a ser transportados em ambulâncias para o Sul de gaza, a versão de Israel é a de que sim senhora, trata-se de um ataque israelita, mas a ambulância transportava combatentes do Hamas.
Dificilmente podemos saber qual das duas versões traduz melhor a realidade, mas o Secretário-Geral da ONU e o da OMS, resolveram subscrever a tese do Hamas, considerando o ataque a ambulâncias uma coisa horrível e inqualificável, omitindo qualquer referência à possibilidade de o Hamas usar este tipo de estratagemas para se movimentar em segurança.
Cada um de nós fara a avaliação que entender do que se passou, claro.
Para mim, as duas versões, embora sendo versões de partes em conflito (e por isso seja para mim incompreensível a posição de altos responsáveis da ONU adoptarem, sem margens para dúvidas, a versão de uma das partes sem a cautela de usar "mas"), não têm a mesma credibilidade porque uma não me parece ter lógica nenhuma, e outra ter precedentes históricos abundantes, quer na forma como o Hamas usa este tipo de técnicas de dissimulação, quer porque outros grupos terroristas islâmicos as usaram no passado.
Não vejo o ganho que possa resultar para Israel de um ataque de ambulâncias normais, perde largamente na opinião pública e não ganha nada de concreto (claro que para quem ache que Israel quer é matar palestinianos, pode fazer algum sentido, mas convenhamos que essa hipótese é completamente incoerente com os consecutivos avisos para que a população saia das zonas de maior atrito militar).
Pelo contrário, o Hamas estrategicamente usa todos os mecanismos de dissimulação a que consegue deitar mão para poder equilibrar a disparidade de forças que existem entre as duas partes em conflito.
Sobra uma terceira hipótese, a de um erro israelita, hipótese que, evidentemente, não pode ser descartada.
O que verdadeiramente me parece claro é que a ONU escolheu um lado na guerra de propaganda: o que é dito pelo Hamas é colhido com alguma confiança, o que é dito por Israel só pode ser considerado se houver provas irrefutáveis.
O que se compreende, já que para a ONU não há dúvidas: a Faixa de Gaza é um território palestiniano ocupado por Israel, logo, o papel da ONU é estar do lado do agredido e não do lado do agressor, especialmente quando a desproporção de capacidade militar é manifestamente desequilibrada para o lado do agressor.
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ResponderEliminarNão percebi, está a tentar explicar-me a mim que ideias eu quero fazer passar quando escrevo alguma coisa?
ResponderEliminarClaro que não.
ResponderEliminarPara tal seria preciso eu ter credibilidade (na boa tradição woke tal função é-lhe atribuída) e que estivesse aberto a qualquer diálogo, ao invés de debitar verdades absolutas e irrefutaveis (outro wokismo).
(É perceptível que não tenha percebido, para tal seria precisa vontade. E outros atributos. )
Enquanto se discute o que se passa lá fora (e não digo que não mereça ser discutido e que cada bloger não tenha legitimidade e o direito de escolha de seus temas) este país está em vias de ir completamente pelo cano,ora vamos lá ver. De outro blog que por vezes visito.
ResponderEliminara onu e seus apêndices nunca são neutros. Piorou desde a guerra na Ucrânia, no Covid e tornou-se inútil com guterres e Hamas. como em Portugal os «contribuintes pagam para ser mal servidos»
ResponderEliminarE argumentos sobre o que escrevo, tem algum?
ResponderEliminarSim, bastantes. Mas não os vou gastar com quem só aceita afagos ao ego.
ResponderEliminarGostei de ler . Incrivel o que se está a passar .
ResponderEliminarA ONU não condenou o Hamas
ResponderEliminarhttps://un.dk/un-officials-strongly-condemn-deadly-attacks-in-israel/
O que falhou na condenação do Hamas foi a AG da ONU, o que não surpreende, pois lá estão países árabes, Rússia e China, com respectivos satélites, a votar como lhes dá jeito.
Incrivelmente, as votações das AG raramente têm como objecto o bem global, mas sim interesses geoestrategicos pessoais. Também foi assim com a criação do estado de Israel, aceitamos essa votação democrática como válida e benéfica, logo façamos o mesmo com esta.
Não deixa de ser interessante que neste conflito há mas e propagandas e claras fake news, mas no da Ucrânia é inequívoco que um lado fala a verdade irrefutável e o outro só diz balelas.
ResponderEliminarResumindo, prefere os comentários pessoais aos argumentos. É a vida
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ResponderEliminarConcordo e acrescentaria. O facto de ter chegado às Forças Armadas de Israel a informação sobre a cobarde utilização da Ambulância pelo Hamas, revela um facto óbvio: dentro da população gazeana, face ao desastre em curso, existe uma organizada resistência às políticas de poder do Hamas. Tal como rm Portugal durante a vigência do pós-salazarismo.
Podemos fazer um paralelo entre o que acontece em Gaza com o que aconteceu por cá no pré-25 de Abril.
Os próprios militares portuguêses (e os mobilizados) perceberam, in loco, que aquela "guerra colonial" imposta pelo politicamente poderoso Salazar não estava bem explicada, fundamentada. A resultante foi, como bem sabemos, o 25 de Abril, os jóvens militares e populção fizeram cair o regime.
Em Gaza a situção terá um paralelo. A informção sobre a Ambulância -aonde há fumo há fogo- traduz o que se bem sabe: os métodos terroristas do Hamas não têm a aderência da totalidade dos gazeanos. A resultante é óbvia, tal como cá o foi.
A única dúvida é a permanente fanática, religiosa, sacralização da questão imposta por Teerão e Israel.
Felizmente Salazar não "soube" sacralizar a guerra. Os Papas, via os cruzados, e os extremistas islâmicos....
Resumindo, confirma que a UN não condenou o Hamas.
ResponderEliminarQuanto ao que cada um acha de cada uma das decisões da ONU, talvez seja melhor cada um decidir, pode ser?
A ouvir na CNN por volta das 13:50 o que disse a Ministra dos negócios Estrangeiros de França.
ResponderEliminarSomos dois, portanto.
ResponderEliminarResumindo, a UN é uma instituição, a Assembleia Geral da UN é outra.
ResponderEliminarE o Conselho de Segurança outra.
Em resumo HPS tem argumentos e toda a razão, todo o contrário são opiniões (erradas).
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ResponderEliminarSim, depois um texto exclusivamente baseado em suposições... certíssimo.
ResponderEliminarMais argumentos, só naqueles programas da bola.
Há por aí uns anónimos muito atrevidos. Querem impor ideias e temas nos blogs dos outros(nos últimos dias tenho um anónimo, se calhar é o mesmo, a dizer-me que assuntos devo cobrir,só visto). Mas perfil e blog próprio,para exporem suas ideias, nada disso.
ResponderEliminarNem sei quem é, e o post seguramente não fala de si, portanto não consigo entender como é que faço comentários pessoais sobre si.
ResponderEliminarComo? O texto identifica o que é objectivo e o que são hipóteses, sobre as quais se tiram conclusões.
ResponderEliminarPode estar tudo errado, claro, o que não pode é dizer que é exclusivamente baseado em suposições.
É o que dá estarmos no Outono e chover a molhos. Não dá para falar de fogos. Sempre lhe podia ter dado para explicar os ataques das orcas aos navios ao largo da costa portuguesa ou debitar alguma teoria futebolística. Mas não, deu-lhe para teórico de relações internacionais e de direito internacional. Se houver um tsunami qualquer, temos no Corta Fitas o maior sismólogo lusitano.
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ResponderEliminarA ONU mentiu ainda há uma semana a dizer que faltava fuel em Gaza.
ResponderEliminarQuando as Forças de Defesa de Israel apontaram no twitter para os depósitos de fuel controlados pelo Hamas -que não foram atacados- em Gaza calaram-se logo.
ResponderEliminarNão chore que os Russos até estão a ser beneficiados.
Mais unidos os jornalistas estão na guerra apenas 100km a Norte de Israel. Aí os Russos bombardeam Idlib e outras cidades com tudo inclusive clusters.
Mas para os jornalistas "no pasa nada"...
Na Ucrânia veja-se como jornais ficaram caladinhos quando granadas de artilharia de cacho(clusters) e bombas clusters foram entregues aos Ucranianos para responderem na mesma moeda ás clusters dos Russos.
Ora eu que pensava segundo a moral do jornalistas há uns anos que as clusters eram coisas terríveis.
"... não têm a mesma credibilidade porque uma não me parece ter lógica nenhuma, e outra ter precedentes históricos abundantes, quer na forma como o Hamas usa este tipo de técnicas de dissimulação, quer porque outros grupos terroristas islâmicos as usaram no passado." (HPS)
ResponderEliminarE o que dizer dos bebés belgas espetados nas baionetas alemãs durante a 1ª GM? Falso.
E o que dizer dos bebés retirados de incubadoras e atirados para o chão pelos iraquianos no Koweit? Falso.
E o que dizer dos 40 bebés israelitas decapitados pelas milícias do Hamas a 7 de Outubro passado? Falso.
E o que dizer das armas de destruição massiva que os iraquianos tinham e que justificou a invasão dos EUA? Falso.
E o que dizer dos massacres cometidos pelos sérvios que justificaram os bombardeamentos da NATO à Sérvia durante mais de 70 dias e deram origem à actual base militar americana de Camp Bondsteel no Kosovo? Falso.
Vamos ser honestos: quem controla e
Quer fontes e links? Posso fornecer. Quer mais exemplos? Também posso dar.
Em troca apenas peço que liste fontes/links que corroborem as suas afirmações. Parece-me justo.
"... claro que para quem ache que Israel quer é matar palestinianos ..." (HPS)
ResponderEliminarMas quem que é acha isso? Não há um único distinto israelita que pense dessa forma. Nem um único!
Por exemplo aqui o que está em causa são gafanhotos, nada a ver com palestinianos:
"The Palestinians would be crushed like grasshoppers ... heads smashed against the boulders and walls." Israeli Prime Minister Yitzhak Shamir in a speech to Jewish settlers New York Times April 1, 1988.
Aqui trata-se de gralha, em vez de "kill" leia-se "kilt", traje tradicional escocês que os palestinianos deveriam usar:
"We have to kill all the Palestinians unless they are resigned to live here as slaves." Chairman Heilbrun of the Committee for the Re-election of General Shlomo Lahat, the mayor of Tel Aviv, October 1983.
Aqui não se fala nem em kilts nem em gafanhotos, não se percebendo por isso a auto-referência a criminoso de guerra, mas como o trabalho sujo do zionismo ainda não está concluído, presume-se que haja gafanhotos e kilts envolvidos:
"I don't mind if after the job is done you put me in front of a Nuremberg Trial and then jail me for life. Hang me if you want, as a war criminal. What you don't understand is that the dirty work of Zionism is not finished yet, far from it." Ariel Sharon to Amos Oz, editor of Davar, Dec. 17, 1982
Aqui fala-se em "killing" e "Palestinians", mas são gralhas, trata-se de "kilting" e gafanhotos e o resto é tudo democracia, direitos humanos e liberdade sexual e de expressão:
"I vow that if I was just an Israeli civilian and I met a Palestinian I would burn him and I would make him suffer before killing him. With one hit I've killed 750 Palestinians (in Rafah in 1956). I wanted to encourage my soldiers by raping Arabic girls as the Palestinian women is a slave for Jews, and we do whatever we want to her and nobody tells us what we shall do but we tell others what they shall do." Ariel Sharon, In an interview with General Ouze Merham, 1956.
Aqui "assassination" não tem nada a ver com assassínio, é uma interpretação errada e não há qualquer intenção genocida:
"We must use terror, assassination, intimidation, land confiscation, and the cutting of all social services to rid the Galilee of its Arab population." Israel Koenig, "The Koenig Memorandum".
Aqui há muitos "kill", mas são gralhas como já se viu e devem ler-se "kilt"; quando se diz que a Gaza cercada será uma catástrofe humana isso não significa que haja intenção genocida, antes pelo contrário:
No entanto, ao longo dos anos (e agora obviamente também)muitos insistem, aqui na blogosfera e na net em geral,que a CS ocidental está em linha com as agendas dos EUA/ Israel e com o grande capital internacional oriundo desses países. Ou será que a referida CS faz jogo duplo? Ou então há duas correntes mediáticas com diferentes agendas? Só estou a questionar.
ResponderEliminarSr. Anónimo das 11:05
ResponderEliminarO que não é baseado em suposições são as técnicas de dissimulação do Hamas. Ontem no programa Leste-Oeste, o Nuno Rogeiro divulgou imagens de "apenas" algumas delas:
Sabe o que nos separa?
ResponderEliminarEu explico, quando vejo uma citação como a que fez de Ariel Sharon, de maneira geral ignoro, por me parecer completamente idiota, mesmo sabendo que a idiotia é uma coisa muito frequente.
Se resolver não ignorar, procuro ter a certeza absoluta de que existem provas irrefutáveis de que essa citação é verdadeira.
Vamos então às conclusões a que cheguei neste caso, apenas para ilustrar o que nos separa.
"In the first decade of the 21st century, a paragraph alleged to come from a 1956 interview of Ariel Sharon, conducted by an Israeli Defence Force general named Ouze Merham, was quoted in a number of publications. The paragraph advocates burning Palestinian children and raping Palestinian women and Arab girls. The interview, the paragraph, and Ouze Merham himself have been denounced as fabrications. In 1956 Sharon, who later became Prime Minister of Israel, was a major in the IDF."
A demonstração completa, pode ler aqui:
Alleged Ouze Merham interview of Ariel Sharon (en-academic.com)
Como pode ter preguiça de ir ler, eu transcrevo o nível de invenção associada a essa parvoíce, que cheirava a parvoíce à distância:
ResponderEliminar"According to the Committee for Accuracy in Middle East Reporting in America (CAMERA), there is no record of any Israeli general named "Ouze Merham" existing, nor any record of Sharon giving such an interview in 1956.[11] It is also unclear why an Israeli general would interview Sharon (who, at the time, was only a major), and then publish the interview.[5] CAMERA has also stated that the quote cannot be found in any text book, news article, or published record.[11]"
Exactamente, é como na questão das florestas,uns olham para as árvores x e outros para as árvores y,mas poucos olham para a floresta toda. Isso convém a quem move as fichas no tabuleiro(o mundo como um todo) .
ResponderEliminarDesculpo-me antecipadamente por este meu comentário não respeitar o assunto do "post".
ResponderEliminarPortugal votou favoravelmente na AG da ONU a moção da Jordânia que condena Israel sem referir o Hamas nem o 7 de Outubro. Isto é para mim tanto mais chocante, quanto foi rejeitada a emenda do Canadá que, mantendo a condenação de Israel, condenava também o 7 de Outubro e o Hamas. Na opinião de Paulo Portas, isto deveu-se a Portugal não querer alienar os votos do bloco árabes, na candidatura ao Conselho de Segurança.
Marcelo disse o que disse ao encarregado de negócios palestiniano (que representa a Autoridade Palestiniana). Ficámos assim a saber a sua opinião que contudo, tentou corrigir mais tarde em triste figura como vai sendo cada vez mais frequente. Acontece que no semi-presidencialismo mirrado que ficou da última revisão, o presidente conserva poderes políticos nas áreas da defesa e da política externa e, se primeiro Marcelo fez declarações públicas contrárias à política governamental na ONU, a retratação posterior apenas vem confirmar que é mesmo Costa quem manda, mesmo na reduzida área dos poderes presidenciais (recordo que Cravinho quando ministro da Defesa, já tinha afrontado Marcelo na demissão do almirante Mendes Calado).
E conclui-se que as reuniões semanais entre o PR e o PM, devem ser para discutir futilidades ou sondagens, porque para coordenar políticas, não parecem ser.
Bravo! Citação ou afirmacão acompanhada de fonte/link é algo que muito prezo.
ResponderEliminarPorque não procede da mesma forma relativamente a muitas das suas afirmações?
Não será que pelo facto de servir de "câmara de eco" - e não lhe estou a chamar mentiroso, que fique claro - à narrativa propagandística ocidental da "ordem internacional baseada em regras", que sistematicamente "retira coelhos da cartola" com o propósito de levar as massas a acreditar em ilusões, a sua credibilidade sai diminuída?
Porque não questiona como é possível os israelitas saberem o que se passa num comboio de ambulâncias referenciado pela Cruz Vermelha e não terem detectado a aglomeração de um pequeno exército no "jardim da frente" a 7 de Outubro passado?
Quanto à citação em apreço, dou de barato que se trata de uma fabricação uma vez que não refere a fonte. Não me apercebi disso por lapso. Foi um erro da minha parte tê-la reproduzido.
E quanto às outras citações reproduzidas, tem alguma coisa a acrescentar?
ResponderEliminarQuanto à CAMERA.
"CAMERA has chapters in major US cities and Israel, including New York City, Chicago, Washington, D.C., Los Angeles, Miami, and in 1988 a Boston chapter and headquarters, founded and led by Andrea Levin; Charles Jacobs became deputy director of the Boston chapter.
Critics of CAMERA claim that it is an ‘extreme Israel advocacy group’,[12] aligned with hawkish rightwing viewpoints; that it pays stipended fellows to write anti-Palestinian articles; and that it employs smear and intimidation tactics, routinely targeting media and journalists critical of Israel and pro-Palestinian activists on campuses.[13][12][14]
...
In 2008 CAMERA launched a campaign to alter Wikipedia articles to support the Israeli side of the Israeli–Palestinian conflict. The campaign suggested that pro-Israeli editors should pretend to be interested in other topics until elected as administrators. Once administrators they were to misuse their administrative powers to suppress pro-Palestinian editors and support pro-Israel editors.[18] Some members of this conspiracy were banned by Wikipedia administrators.[19]
...
A 2005 Jerusalem Center for Public Affairs interview with the director of CAMERA Andrea Levin says CAMERA has 55,000 paying members and thousands of active letter writers.[10]
...
CAMERA is a member of the Israel Campus Roundtable, which includes the Anti-Defamation League, The David Project Center for Jewish Leadership, and other pro-Israel organizations.
...
CAMERA also said Jenkins compared Israel to Nazi Germany in his writings, and referred to it as a "colonizer".[28][29]"
(https://en.wikipedia.org/wiki/Committee_for_Accuracy_in_Middle_East_Reporting_in_America)
Penso que os excertos acima caracterizam bem o que é a CAMERA. Trata-se, provavelmente, da "fachada" de uma "operação psicológica" sob o controlo dos israelitas.