"Quando Costa dá corda a Pedro Nuno Santos para se enforcar com a TAP, sabendo o custo que tem para as pessoas comuns a liquidação desse seu inimigo político, é a ideia de política que está em causa."
Isto está escrito neste post que fiz sobre a herança que António Costa deixará quando se for embora.
Mesmo com a minha aversão visceral a teorias de conspiração, não consigo deixar de pensar que Costa sabia perfeitamente o que estava a fazer quando entregou a TAP a Pedro Nuno Santos: sabia que ia estoirar um monte de dinheiro no processo, mas era uma questão de tempo até Pedro Nuno Santos ser atropelado pelos aviões.
Se, por um milagre, a coisa não seguisse como programado, Costa chamaria a si os louros do que corresse bem.
Eu não tenho nenhumas competências de análise política, mas tive a sorte de ler o Príncipe de Maquiavel muito tarde, na altura da ascensão de Sócrates, que conheci de perto por ser dirigente do Instituto de Conservação da Natureza quando Sócrates foi pela primeira vez para o governo (chamando-se a si próprio o Zé das Sobras porque Elisa Ferreira, a Ministra que teve de o aturar por imposição partidária, entregou o essencial das competências do ministério a Ricardo Magalhães ou reservou-as para si, deixando para Sócrates umas ninharias como a defesa do consumidor e coisas que tais), o que me permitiu, há muitos anos, escrever um post sobre Sócrates que ainda hoje acho bastante lúcido (na época ainda se estava longe de saber o que hoje se sabe sobre Sócrates).
Estou cada vez mais convencido de que o tal post sobre a herança de Costa, para que ligo acima, também tem a sua dose de verdade.
Costa não deixa testamento político: vai haver sangue, suor e lágrimas entre os candidatos a herdeiros. 'costa só há um, costa e mais nenhum'.
ResponderEliminarO Governo tem que orientar isto. E quando digo Governo, refiro-me à Europa, que realmente é quem patrocina a festança socialista.
ResponderEliminar
ResponderEliminarObrigado. Excelentes postes, este e o apropriadamente "linkado". Tipo "Big picture".
Realmente Portugal vive nos últimos 50 anos num regime absolutista. De facto PS e PSD, os partidos do poder, apenas navegam os seus interesses privados, em concerto tácito, ao sabor de uma Constituição que concentra e protege o poder político. Não existem nem "checks" nem "balances" absolutamente nenhuns. Tudo bem.
Os (preponderantes) constitucionalistas de "Abril" apenas escreveram, em letra Lei, aquilo que de acordo com a sua cultura política melhor sabiam. Fruta da época, mas irónico, De certo modo, espectável. Substituir um poder absoluto pelo seu, outro, poder absoluto. Afinal "fazer o que melhor sabem".
A Alexa foi-se embora com os 500K, que até podia ser mais como disse o idólatra do alcoólatra; o Nuno do ministério dos carroceis regressa à sua velha e conhecida actividade, a ortopedia.
ResponderEliminarO idólatra do alcoólatra rejubila com o seu regresso ao melhor que sabe fazer - a intriga (ai Cunha Rodrigues, Cunha Rodrigues tu conhecias bem a peça).
Só que um destes dias as canelas do idólatra do alcoólatra podem fraquejar e, nessa altura, no consultório do Dr. Nuno para aguentar a dor tenha que morder a gravata e engolir o broche.
ResponderEliminarAgora é que as minhas pernas começaram a tremer...
Paz e Saúde
Quem não tem qualquer ideia do que seja a actividade política não percebe como se deve "enterrar" um tipo como o Santos.
ResponderEliminarMesmo a dever-me tanto dinheiro essa Xaninha, digo que vá mudar de carantolha, já que parece uma bota da tropa (sem ofensa para a bota)! Não lhe desejo nada de bom.nem á cambada que me (des)governa. tenho nojo dos politiqueiros.
ResponderEliminarMai' lo marcelo.
ResponderEliminarLi agora o "post" anterior que desconhecia. Ao contrário de HPS eu há muito que já não parto do princípio que as pessoas políticas agem de boa fé. Tinha também a ideia que Sócrates tinha inviabilizado anteriormente um cemitério no mesmo local onde depois aprovou o "Freeport". Mesmo que esteja errado nesta última parte, isso não altera a minha conclusão.
ResponderEliminarO que o "post" anterior de HPS me diz é que o dinheiro não necessitava de fluir pela rede de subordinados.
Costa é, a par de Sócrates, o pior pm que o país teve nesta república. Tudo o resto é música de violinos.
ResponderEliminarOnde está o freeport havia antes uma fábrica
ResponderEliminarSim, parece que não foi Sócrates mas o ICN.
ResponderEliminarhttps://www.publico.pt/2010/07/19/sociedade/noticia/icn-chumbou-construcao-de-cemiterio-no-local-onde-veio-a-aprovar-o-freeport-1447722 (https://www.publico.pt/2010/07/19/sociedade/noticia/icn-chumbou-construcao-de-cemiterio-no-local-onde-veio-a-aprovar-o-freeport-1447722?utm_source=copy_paste)
Isso é um mero depoimento não fundamentado.
ResponderEliminarFoi a divisão do ICN de que eu era chefe que chumbou o freeport e posso garantir que do processo não consta nenhum antecedente desse tipo.
Caro HPS,
ResponderEliminarNem duvido do que afirma nem a questão tem já qualquer interesse. Apenas noto que, durante um processo em investigação criminal, uma afirmação falsa que envolve o ICN é publicada, republicada diversas vezes, infecta udo o que é blog e o ICS nunca se deu ao trabalho de esclarecer a falsidade.
É apenas uma nota de rodapé. Não tenho qualquer interesse no ICN, no seu funcionamento na sua gestão de imagem ou no seu compromisso com informação pública..
A afirmação pode não ser totalmente falsa no sentido em que alguém, na câmara, pode ter abordado informalmente algum responsável do ICN que possa ter dito que nem valia a pena pensar nisso (acho um bocado estranho por se tratar de uma antiga fábrica, mas é verdade que tinha uma área não ocupada pelo edificado).
ResponderEliminarSem saber em concreto o que se passou, o que posso dizer é que isso nuna esteve formalmente em discussão, que eu saiba (e já muito antes, aquando da discussão do PDM de Alcochete, eu era vice-presidente do ICN, houve de facto questões e conflitos com os limites da área urbana nessa zona, mas não me lembro de alguma vez ter ouvido falar de um cemitério, embora possa admitir que essa fosse uma das razões, não explícitas, para que a câmara quisesse expandir a área urbana para lá do edificado, para onde mais tarde foi localizado parte do parque de estacionamento do Freeport, o que deu origem ao parecer negativo da minha divisão, antes de ser afastada do processo).