"o tempo que tenho disponível não é suficiente para contra-argumentar as tuas convicções estapafúrdias, que fracamente excedem a minha capacidade de raciocínio".
Esta foi a resposta de uma amiga minha numa pequena troca de argumentos (pequena porque evidentemente acabou com esta resposta) sobre o regadio e a seca que trato neste post.
Lembrei-me disto porque acabei ontem de ler o livro "Ambientalismo, uma visão de mercado" (já agora, há hoje uma sessão de lançamento no Técnico em Lisboa, pelas seis da tarde), que é um livro bastante interessante, do qual consta um ensaio demolidor para os neo-malthusianos catastrofistas que dominam o discurso ambientalista: "Porque devemos estar optimistas", de Johan Norberg.
Nem falo de coisas tão surpreendentes como "um carro moderno em movimento, emite menos poluição do que carro dos anos 70 desligado no parque de estacionamento, devido às fugas do vapor de gasolina deste último", porque este tipo de escolha de coisas pontuais deixa sempre muito mais questões para debate que as que resolve, mas há no ensaio um conjunto de estatísticas que resultam em afirmações que podem ser discutidas em pormenor, mas não no sentido geral para que apontam "o risco de morrer numa catástrofe relacionada com o clima - inundações, secas, tempestades e calor extremo - foi reduzido em 95% desde os anos 50".
Longe de mim achar que o mercado é uma panaceia que resolve todas as questões ambientais (o apêndice do livro sobre a gestão dos bens comuns é muito veemente no alerta para o erro de acreditar que existem panaceias para este tipo de problemas), mas já é tempo do movimento ambientalista deixar de ouvir neo-malthusianos e catastrofistas (uma boa parte acumula) como se fossem oráculos, e passar a dedicar-se mais aos dados objectivos que existem, antes de discutir quais as melhores soluções em cada caso e momento.
sonhei com Heráclito de Éfeso a dizer que tinha de tomar banho de imersão sempre com a mesma água
ResponderEliminarPois estou com os mesmos temas em cima da mesa de cabeceira para leitura neste momento. Se me é permitido, sugeriria a leitura de Apocalypse Never (Wholesale Environmental Alarmism Hurts Us All) de Michael Schellenberger, caso ainda não o tenha lido.
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ResponderEliminarO meu padrinho contou-me que uma vez, talvez algures nos anos 60, ao chegar a um hotel de Madrid lhe perguntaram se queria tomar um "banho de primeira" ou um "banho de segunda", sendo que, se tomasse um "banho de segunda", o preço da diária seria menor. À pergunta sobre o que era um "banho de segunda", foi-lhe respondido que era um banho na água que já tinha sido utilizada para o banho ("de primeira") de um outro cliente.
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ResponderEliminarHenrique Pereira dos Santos,
Sabe tão bem quanto eu que passamos por uma época — passageira — de idiotas a pensar que comunicam com outros idiotas.
Aliás, o fenómeno é visível na maioria dos comentários.
Quantas pessoas o Movimento Ambientalista já matou pelo frio?
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