Tanto quanto eu sei (admito que não fui informar-me muito sobre o assunto), a reinfecção é relativamente rara na Covid (no futuro não sabemos), sugerindo que a imunidade induzida pela doença dura pelo menos entre um e dois anos (é preciso tempo para confirmar melhor se assim é).
Pelo contrário, estamos agora a fazer reforços de vacinação em períodos curtos, digamos, seis meses ou pouco mais.
A vacina tem demonstrada ser útil na diminuição da gravidade da doença e na mortalidade, não parecendo ter o efeito prometido em matéria de incidência (poderá ter algum efeito, mas muito longe do que foi prometido).
Assim sendo, não seria razoável procurar vacinar as pessoas, para diminuir os riscos associados à infecção (que já de si são muito baixos para pessoas mais novas), e aproveitar essa diminuição de risco para deixar correr a infecção, visto que imunização adquirida pela doença parece durar mais tempo e ser mais eficaz?
Os organismos de saúde e do medicamento da generalidade dos países, bem com a generalidade dos especialistas especiais que mais aparecem no espaço público, garantiram que a vacina iria ter um papel fulcral na diminuição da incidência, afirmando, com bastante segurança, que ao fim de X ou Y taxa de vacinação, a incidência deixaria de ser problema e a existência de surtos relevantes seria muito pouco provável.
A realidade veio demonstrar que não é bem assim.
É absurdo dizer que ter dois terços de uma população vacinada é pouco, pode até ser insuficiente, mas dizer que é igual a ter 0% de vacinados, se o papel da vacina no corte do contágio fosse relevante, seria ridículo, pelo que, manifestamente, os organismos de saúde e do medicamente e os especialistas especiais se enganaram redondamente sobre o papel que a vacina iria desempenhar na gestão da epidemia.
Qual é a garantia que isso nos dá sobre a enorme quantidade de outras coisas, como a eficácia dos confinamentos e das máscaras, cujos efeitos na evolução da doença são muito mais dificeis de avaliar?
As linhas traçadas para definir a pressão dos serviços de saúde mantêm-se há meses, e continuam a ser usadas como critério para inverter o que é normal: organizar os serviços de saúde para responder às necessidades da sociedade, em vez de organizar o funcionamento da sociedade para proteger os serviços de saúde.
Por que razão se deve admitir que a sociedade, no seu todo, tem obrigação de se organizar para não ultrapassar a capacidade de encaixe dos serviços de saúde se os responsáveis pelos serviços de saúde não explicam por que razão não aproveitam as acalmias da epidemia para alargar essa capacidade? Quais são as limitações impossíveis de ultrapassar para que os serviços de saúde ganhem mais capacidade de encaixe?
Ou, posto de outra maneira, por que razão decide o governo estoirar dinheiro na TAP em vez de usar os mesmos recursos para dotar os serviços de saúde de maior capacidade de resposta ao stress que as doenças respiratórias colocam sobre o sistema de saúde todos os anos?
E por que razão não se trabalha melhor a articulação com os privados e se melhoram os processos de gestão para que seja possível ter melhores respostas a situações de elevada procura nos serviços de saúde?
ResponderEliminarApoiado. Entretanto a dita Organisação Mundial da Saúde torce a definição de "vacina". Sumo de limão, ou chá de tília, agora tambémsão vacinas e com efeitos secundários muito mais mitigados . É melhor nem traduzir.
...
https://www.citizensjournal.us/the-cdc-suddenly-changes-the-definition-of-vaccine-and-vaccination/
ResponderEliminarComo se pode alargar a capacidade dos serviços de saúde em poucos meses? Isso é impossível. Em poucos meses é impossível contratar mais médicos (que aliás, estão indisponíveis no mercado) e construir mais hospitais. Fazer essas duas coisas demora sempre anos. Num prazo de meses consegue-se, na melhor das hipóteses, tirar recursos de um setor da saúde para os colocar noutro setor; ou seja, tapar com a manta a cabeça mas destapar os pés.
ResponderEliminarpor que razão decide o governo estoirar dinheiro na TAP em vez de usar os mesmos recursos para dotar os serviços de saúde
Mas melhorar os serviços de saúde é coisa que não se faz somente gastando dinheiro!
Mesmo que haja dinheiro para construir e equipar um hospital, esse hospital não pode ser contruído se não num prazo de cinco anos.
Mesmo que haja dinheiro para contratar médicos e enfermeiros, será preciso formá-los ou então organizar a sua imigração a partir de países estrangeiros, e isso demora cinco anos ou mais.
Não é uma questão de dinheiro.
ResponderEliminarTiveram imenso tempo , em anos anteriores , para aumentar a capacidade do sns ... até parece que é de agora as enchentes nos hospitais , as horas de espera , os anoooos de espera , a escassez de meios ( nem compressas ou soro tinham em quantidade suficiente em 2014 , sou testemunha) materiais e humanos. Não me digam que estavam esquecidos da antiguidade da pobreza do sns ? não é de agora , não.
Felizmente que esta pandemia é de brincadeira, se não estávamos tramados.
Por falar em dúvidas ...
ResponderEliminarA maioria dos peritos foi unânime em afirmar que este ano a gripe iria ser muito mais agressiva, a minha dúvida é:
- A gripe vai ser mais agressiva para quem?
Para quem tem as três doses da vacina covid, para quem tem a vacina da gripe, para quem tem as duas vacinas ou para quem ainda não é vacinado?
E já agora, será que algum matemático dos peritos do governo me poderia explicar como é que estando 87% das pessoas vacinadas, 63% dos internamentos digam respeito a pessoas não vacinadas.
Estamos bem entregues, não há dúvida.
A capacidade da maioria dos governos para fazerem asneiras só é comparável à das minhas filhas: no que tocam, estragam. A diferença é que as minhas filhas andam no primeiro ciclo. Espero que com o tempo melhorem um pouco.
ResponderEliminarQuanto aos governos por essa Europa fora, já não espero nada decente. Passamos da calma e tranquilidade absoluta dos 86% de vacinados, para um nervoso miudinho. Os "especialistas" já estão a mudar de rumo desde que descobriram que as vacinas tem um papel residual na redução dos contágios e só são muito efetivas a reduzir a mortalidade dos maiores de 80 anos durante 27 dias (do dia 14 ao dia 41 após a 2ª dose). Depois caem e muito de efetividade. Daqui a dias volta a histeria.
Em todo o lado a culpa é dos terríveis não vacinados mas em Portugal, vai ser difícil com 98% dos elegíveis vacinados. Alguma coisa hão de arranjar... Presumo que vá ser devido aos faltosos e atrasados na terceira dose.
Isto apareceu no The Telegraph ontem ou anteontem:
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ResponderEliminarTiveram imenso tempo , em anos anteriores , para aumentar a capacidade do sns
O serviço de saúde português (incluindo as componentes pública e privada) tem um desempenho bastante bom quando comparado com os serviços de saúde de países ricos. Os indicadores geralmente usados (esperança de vida e mortalidade infantil) são comparáveis.
as enchentes nos hospitais , as horas de espera
Devem-se em grande parte à afluência às urgências hospitalares de casos não urgentes, em boa parte porque as pessoas querem ir ao médico às horas que mais lhes convêm. E também existem noutros países - segundo li há duas semanas, também estão a ser uma praga em Inglaterra.
ResponderEliminarUma perspetiva semelhante em https://sebastianrushworth.com/2021/11/20/covid-the-surprising-fourth-wave/
A imunidade decorrente da infeção é "melhor" à decorrente da vacinação
A ler, de Nuno Gonçalo Poças:
ResponderEliminarhttps://observador.pt/opiniao/tenha-calma-e-so-mais-um-fim-do-mundo/
A pobreza do nosso sistema de saúde é lendária, de facto.
ResponderEliminarMas repare que estamos há mais de 20 anos nas mãos daqueles que se ornamentam com os epítetos de "Defensores" e "Salvadores" do SNS.
Boa tarde.
ResponderEliminarEncontrei isto, que me parece interessante, sugiro a leitura (vem na linha do que afirmou sobre a "vaga de frio" do Inicio do ano.
https://mobile.twitter.com/kparve/status/1462398461647769604
Cumprimentos,
E se destruissem só o SNS !!!
ResponderEliminarVeja-se a degradação da Escola Pública! Tornou-se um lugar de barbárie, onde se organizam e digladiam os gangs. Os níveis de violência são vergonhosa e ostensivamente ignorados tanto pelo Ministro da Educação como pela comunicação social. Alguém quer discutir o que se passa?!
Podemos agradecer ao Dr.Costa, e aos seus apaniguados da extrema esquerda a quem o astucioso Dr.Costa se vendeu "entregando" o país às suas "agendas" na Educação, em troca da manutenção do seu poder. Estamos hoje a pagar esse poder com o declínio e o estado miserável a que chegou este pobre país.
Permita-me que transcreva esta passagem do último texto de Helena Matos:
ResponderEliminarExacto. Bem expremidinho, com este "teste" PCR, até um copo de água estará "positivo".
Entretanto vacinar à força os "saudáveis", sem sintomas, porque entretanto já adquiriram a (melhor) imunidade natural, é óbviamente contra-producente.
Aparentemente este teste PCR só consegue descobrir algo que até tem pouco ou nada a ver com ESTE vírus Covid!, Só é bom para a indústria famaceutica e é muito mau para o incauto cidadão assintomático. Nada que preocupe a máquina de vacinar, infelizmente.
ResponderEliminarPara quê "vacinar" obrigatoriamente um assintomático?. Ainda por cima com "vacinas" genéricas, cuja acção é apenas indirecta neste Covid, com consequências a médio e a longo prazo ainda desconhecidas ou já reconhecidamente graves... tudo a partir de um teste defeitoso, o PCR, que assinala como (só) "infectado" -ou seja portador de vírus auto atenuado- com Covid" mas felizmente assintomático e saudável?.
A imunidade natural adquirida após infecção, quando com apenas ligeiros sintomas, é mais efectiva. Protege, protegeu, não só a zona de incubção do vírus, as fossas nasais, como a zona de grave accção potencialmente letal, os pulmões.
Quem é responsável pela saúde pública. A industria farmaceutica?.
ResponderEliminarTer dúvidas é um bom sinal e, no limite, conduz à dúvida metódica cartesiana, uma das bases do pensamento científico. Às dúvidas apresentadas acrescentaria:
1) Porquê a supressão, diabolização e censura de medicamentos genéricos baratos, com efeitos profilácticos e terapêuticos comprovados por vários ensaios clínicos e meta-análises, tais como a hidroxicloroquina, a ivermectina, a fluvoxamina e a colchicina, entre outros?
( vd. https://c19hcq.com,
"In Vitro[Ruiz] (https://c19hcq.com/ruiz.html)
https://c19ivermectin.com,
"FLCCC provides treatment recommendations (https://covid19criticalcare.com/i-mask-prophylaxis-treatment-protocol/i-mask-protocol-translations/)
https://c19colchicine.com,
https://c19fluvoxamine.com,
(continuação)
ResponderEliminar(continuação)
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