À medida que se aproxima a 26ª Conferência das Partes da Convenção sobre Alterações Climáticas, vou lendo mais gente a defender o estabelecimento de metas vinculativas para os acordos relacionados com a alteração climática.
Qual é o problema deste tipo de propostas?
É que para uma coisa ser vinculativa é preciso que tenha uma base legal que vincule os potenciais participantes no acordo social que define esse carácter vinculativo.
E depois é preciso que haja um sistema de fiscalização que permita detectar desvios ao que está definido.
E depois é ainda preciso que haja um sistema de aplicação de sanções a quem não cumpre o que está estabelecido.
No contexto de um Estado, isso é relativamente simples: as pessoas que são cidadãs desse Estado reconhecem a lei (ou não, e nesse caso colocam-se fora da lei), são legalmente perseguidas pelo sistema de repressão desse Estado quando infringem a lei (o Estado, em princípio, tem o monopólio da violência legal) e sujeitam-se ao sistema judicial responsável por sancionar o incumprimento da lei.
Há instâncias acima dos Estados em quem os Estados delegam parte destas responsabilidades, é o caso, por exemplo, da União Europeia, que tem um sistema de regras aprovadas pelos Estados, tem mecanismos de fiscalização, tem um sistema judicial e tem mecanismos sancionatórios sobre os Estados (mecanismos esses que acabam sempre em multas, teoricamente podem acabar na expulsão da União de um Estado, mas não incluem medidas punitivas como a destituição de governos ou a invasão militar de territórios, por exemplo).
Na União Europeia estas possibilidades estão bastante limitadas pelas regras dos tratados em que se baseia a União Europeia, e não podem ser usadas para lá desses limites.
Por exemplo, a União Europeia tem uma política agrícola comum, mas não tem uma política florestal comum, o que faz com que os instrumentos de controlo da agricultura, essencialmente económicos, não estejam disponíveis para a gestão das terras não agrícolas, definição que está perfeitamente tipificada nos tratados.
Acho, é apenas a minha percepção, que é também por isso que uma série de patetices que estão no Pacto Ecológico Europeu tem vindo a ser aceites pelos Estados, sem grandes complicações: o Pacto Ecológico Europeu não tem nenhuma base legal, é um documento da Comissão Europeia, aceite pelos Estados, mas sem qualquer intrumento legal que obrigue os Estados a aplicá-lo (ao contrário do que acontece com Directivas e Regulamentos que, esses sim, têm força legal).
O que me impressiona na defesa de acordos vinculativos na COP26 da Convenção sobre Alterações Climáticas que vai começar brevemente em Glasgow, é que, pelo menos que eu veja, a maior parte dos defensores dessas metas vinculativas não percam um minuto a fazer a pergunta base num Estado de direito: "quem guarda os guardas?".
Ou, dito de outro modo, de que forma, com que regras, e quem é que verifica os incumprimentos e os sanciona, na ausência de um governo mundial?
Que isso não pareça ser uma preocupação base e essencial para tanta gente informada, razoável, experiente, séria e etc., não deixa de ser assustador.
ResponderEliminarHPS, não se preocupe. Se bem que haja, sempre, idiotas e chalados dando a cara e três vinténs nestes assuntos, os que mandam sabem que isto é uma moda para durar meio século.
Vão para Glasgow e voltam nos seus aviões a jacto (verde, claro). Sabem que se durante milhares de séculos os humanos nunca souberam cuidar de si nem do seu semelhante, não é agora que vão 'salvar o planeta'.
Os donos nunca são idiotas e sabem que o dinheiro é muito caro. Que a malta ande de bicicleta é uma garantia de que eles podem andar de Cadillac ou de BMW e que se estraçalharem um ciclista ele é quem terá a culpa.
ResponderEliminarante um profissional, só posso sugerir que se calhar o caminho se faz caminhando, e lá havemos de chegar. A esse tal Regulamento mundial.
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ResponderEliminarO IPCC é um conglomerado de activistas, ONGs e Fundações financiadas, e lobbistas dos quais só 20% são cientistas e que anda há pelo menos 30 anos a gritar "Lobo! Vamos todos morrer daqui a 10 anos!".
Os resultados da histeria climática - oportunamente aproveitada por Estados para impor taxas de carbono e por globalistas para brincar à engenharia demográfica - estão à vista na crise energética que se avizinha.
O deserto do Saara era verde com rios e vegetação há 20,000 anos
https://en.wikipedia.org/wiki/African_humid_period
Foram certamente as "emissões carbónicas" da Revolução Industrial da Idade da Pedra que o transformaram num deserto...
O planeta nada mais faz desde que existe, que alterações climáticas - senão, nem nós existíamos.
Um artigo mais sério, de cientistas, e portugueses:
https://lifestyle.sapo.pt/vida-e-carreira/ecologia/artigos/cop26-mudancas-do-clima-sao-naturais-a-visao-de-uma-geografa-e-de-um-geologo
Toda a política que gravita em torno das alterações climáticas é assustadora. Desde logo porque tudo começa com o aquecimento global antropogégino, fruto das emissões de CO2 que, por não ter correspondência na realidade, foi transmutado em alterações climáticas, uma espécie de carroça para todo o burro onde tudo cabe. Como uma imagem vale mais do que mil palavras, mesmo omitindo referência aos espectros de absorção de infra-vermelhos do CO2 e do vapor-de-água e à lei logarítmica dessa aborção [1], o gráfico seguinte é elucidativo da razão porque deixou de se falar em aquecimento global antropogénico:
ResponderEliminar(continuação)
ResponderEliminarÉ claro que as alterações climáticas se referem ao que ocorreu após o fim da Pequena Idade do Gelo, cerca de 1850, colocando-se aí a origem do referencial o que é de todo conveniente para a narrativa da Revolução Industrial constituir a causa. Ora a colocação da origem de referenciais onde convém a determinados fins, omitindo tudo o que é anterior, é um truque sobejamente conhecido.
Para além deste truque temos ainda duas mentiras. A primeira consiste na negação da existência de constantes alterações climáticas anteriores. A segunda remonta pelo menos ao documentário "Un Inconvenient Truth", onde é mostrado um gráfico de paleo-reconstruções de temperatura e concentração atmosférica de CO2 e onde se pode constatar a correlação existe entre ambas, inferindo-se que o CO2, por ser um gás com efeito de estufa, é a causa da variação da temperatura.
Se bem que a referida correlação exista, aquilo que os paleo-registos mostram é precisamente o contrário: é a variação da temperatura que antecede a variação da concentração atmosférica de CO2. Veja-se, a título de exemplo, o referido pelo Niels Bohr Institute: “Our analyses of ice cores from the ice sheet in Antarctica shows that the concentration of CO2 in the atmosphere
(
Guteres/Nações Unidas pefere ouvir a papagaia Greta. Gostos ou empregos bem remunerados?.
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ResponderEliminarVai por partes que o blog chiou.
HPS, para que não diga que eu sou monótono... Com calma e com tempo veja e oiça uns tantos episódios da série Yes Minister. Comece por Why the UK is in the EU
em: https://www.youtube.com/watch?v=ZVYqB0uTKlE
Terá muito bons minutos para desopilar com a realidade.
ResponderEliminar2a parte:
ResponderEliminar3a parte: Yuotube
ResponderEliminarVamos lá...
Este disse-lhe:
— Há para aí uns 300 hectares de pinhal para cortar; pode?
— Posso.
Uma hora depois estava de volta para o pagamento.
— Onde é que você tem trabalhado?
— No Sara.
— Mas lá não há árvores!
— Mas havia.
ResponderEliminarAs últimas que são grandes lições acerca do que é a política:
The State of Education: https://www.youtube.com/watch?v=yeF_o1Ss1NQ
Foreign Office: https://www.youtube.com/watch?v=VOdnISwLkSsThe Smoking Ban: https://www.youtube.com/watch?v=p1DviQ9mva0
Bernard Woolley on defence capabilities: https://www.youtube.com/watch?v=IKQlQlQ6_pk
How the Media and Literati Class Determines the Politics of a Nation: https://www.youtube.com/watch?v=TwFDvMiBKeM
Abraço