"queremos evitar que as páginas impressas ou digitais do nosso jornal se transformem em arenas de propaganda eleitorial", diz a direcção editorial do Público.
E para evitar isto, o que faz o Público?
"suspende a colaboração dos seus colunistas candidatos a esse acto eleitoral ou que tenham cargos partidários".
Mais, a direcção editorial do Público faz questão de dizer que a lei só o obrigaria a isso quando começasse a campanha eleitoral, mas o Público é muito mais rigoroso, acha que a campanha eleitoral "começa efectivamente mais cedo" pelo que em vez de uma suspensão de doze dias, o Público, corajosamente, promove uma suspensão de 26 dias.
Ou seja, o Público não confia na independência dos seus comentadores "que são candidatos ... ou que tenham cargos partidários", reconhecendo o que é óbvio - sim, eu sei que o óbvio é uma coisa muito subjectiva - para muita gente: estes comentadores são capazes de transformar "as páginas ... do nosso jornal" em "arenas de propaganda eleitoral".
E, para justificar o injustificável - a propaganda eleitoral nos restantes 339 dias do ano (340 nos anos bissextos) - a direcção editorial do Público manda publicar estas tretas, como se os seus leitores fossem completamente idiotas.
Por mim, que compro o jornal todos os dias, se quiserem ter um Rui Tavares a explicar que o modelo económico que defende pressupõe aumentar largamente o ordenado mínimo para que os trabalhadores de um lar de velhinhos passem a produzir teses académicas sobre o efeito económico do terramoto de 1755, nada contra mas, por favor, não façam de mim estúpido e não partam do princípio de que eu não sei que Rui Tavares não faz outra coisa que não seja proselitismo, sempre, todos os dias, seja ou não candidato ao que quer que seja, haja ou não haja campanhas eleitorais formais no horizonte.
Não se se sabe nas Rui, em russo, é Kara...
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