O título desta crónica é uma citação de Pacheco Pereira, retirada de um artigo no Público de 12 de Junho e sobre o qual escrevi noutro contexto em que achei que não tinha espaço para dar a atenção devida a esta frase.
Se a frase tivesse a mínima base real, a Coreia do Norte seria um país sem pobres e os Estados Unidos seriam um país de miseráveis.
Acontece que no primeiro país se patrulham as fronteiras para impedir que as pessoas de lá saiam, no segundo as fronteiras se patrulham para controlar a imensa massa dos que para lá querem ir.
Exageros meus, os países escandinavos, e a generalidade da Europa estão cheios de demonstrações de que Pacheco Pereira tem razão quando diz que é o Estado que tira as pessoas da pobreza.
Sucede que os países escandinavos são dos países economicamente mais liberais do mundo e não parece haver relação directa sólida entre a dimensão do Estado na economia e os índices de pobreza dos países (para os pobres portugueses seria óptimo que essa relação fosse linear).
Pacheco Pereira, um situacionista militante especializado na retórica inversa, engana-se redondamente na frase que dá título a esta crónica: é a economia, não o Estado, que liberta as pessoas da pobreza.
Com certeza o Estado pode ter um papel de substituição da economia nessa libertação da pobreza, em especial nas franjas da sociedade que acabam por ficar à margem do processo económico, mas só o consegue fazer quando as finanças públicas assentam em economias saudáveis e eficientes.
desde h´25 anos 'atrás' não há criação de riqueza.
ResponderEliminar'o capitalismo é a exploração do homem pela fome ....'
nos socialismos os funcionários públicos criam riqueza
Li-o no Observador e dou-lhe inteira razão. De uma pessoa informada como o Pacheco Pereira esperava-se, no mínimo, alguma honestidade.
ResponderEliminarMas o PP desde há uns tempos que ensandeceu. Tresleu se calhar. Radicalizou-se. Repare que está sempre agastado com a vida, nunca ri, não tem qualquer sentido de humor. Deve ser uma pessoa pouco feliz!
Costumo lê-lo, ouvi-lo na Circulatura e parece-me sempre pouco sereno e pouco isento nas suas análises.
E como o apreciava antigamente...
A Ana Catarina Mendes ouve-o embevecida. Nem esconde a satisfação.
ResponderEliminarIsto diz tudo, não diz?
ResponderEliminar"Repare que está sempre agastado com a vida, nunca ri, não tem qualquer sentido de humor. Deve ser uma pessoa pouco feliz!" e "...sempre pouco sereno e pouco isento nas suas análises."
Conhece alguém com mentalidade comunista que não seja assim?
"Saíram da pobreza através do estado": NÃO: "Saíram da pobreza APESAR do estado"... estaria mais correcto.
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ResponderEliminarPacheco Pereira, defensor do regime e do seu status quo, é um
ResponderEliminarNão consigo deixar de fazer um paralelismo: é um digno descendente de Diogo Lopes Pacheco, que também conseguiu sobreviver habilmente garantir e manter a sua influência na corte.
"
ResponderEliminarEstá à vista de todos que o senhor não está bem.
ResponderEliminarNão paga a pena perder muito latim com um assunto que só justifica uma nota de rodapé numa qualquer TV que esteja a transmitir a bola.
Só se em votos! Aí está certo/a, criam i m e e e n s a riqueza.
ResponderEliminarPacheco Pereira tornou-se ( deliberadamente?...) desonesto e , sim , situacionista, um "aparatchik" e um cúmplice (idiota útil ) deste regime desastroso.
ResponderEliminarJSP
"intelectualmente desonesto".
ResponderEliminarMea culpa.
JSP
É na regulação que o estado é necessário é onde mais falha, é que permite que sejam os habilidosa prosperar, em detrimento daqueles que simplesmente querem trabalhar.
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ResponderEliminarPacheco Pereira é uma daquelas personalidades da nossa praça que, sobretudo desde o cavaquismo, aparece sempre. Haja o que houver, esteja quem estiver no poder, Pacheco Pereira é uma personalidade incontornável e das mais duradouras da nossa praça. Exalando uns fuminhos senatoriais, PP disponibilizou-se como "a" figura estável e transversal do regime, "especializada" em estar contra e em fazer contraditórios. É, portanto, uma espécie de árbitro, adquirido pelo regime, e ao qual PP outorga credibilidade, assumidamente, deste modo transigindo com a nossa mui peculiar democracia que, curiosamente, PP não estuda "aprofundadamente". Assim PP se estabilizou como mais um apparatchik e um influenciador nos bastidores duns medíocres que ele vai amparando. Ele sabe isso.
PP lembra-me a cebola.
ResponderEliminarDebaixo de uma camada, há OUTRA CAMADA.
Debaixo da outra camada, há OUTRA CAMADA.
etc., etc.
Até chegar ao centro (o grelo) COMUNISTA.
Esta casta não fez, não faz nem fará nada de construtivo para Portugal.
E já teve mais de quatro décadas para mostrar o que vale.
Por enquanto só ... destruição.
Será que Vexa é da família de Maria da Conceição Vassalo e Silva da Cunha Lamas?
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