Como seria de esperar, o post em que falava de uma carta contra a transmissão de touradas pela televisão pública - a minha tese era a de que independentemente da questão de fundo sobre as touradas, era errada a ideia de tentar condicionar conteúdos de um orgão de informação com base nos valores da maioria - deu origem a algumas discussões paralelas sobre touradas, incluindo o argumento recorrente dos valores civilizacionais indiscutíveis numa sociedade moderna.
Não há valores civilizacionais indiscutíveis, nem escravatura, nem opressões várias, nem sequer a vida, que é discutida em dezenas de julgamentos, exactamente porque matar é aceitável em algumas circunstâncias, para além de não ser socialmente consensual que momentos biológicos delimitam a vida como valor civilizacional indiscutível.
Vou deixar de lado as questões relacionadas com o lastro de cultura que todos carregamos, e que tornam os cultos relacionados com os touros e a fertilidade uma constante histórica entre as costas da África do Norte e a Europa do Sul e a Índia, tal vou deixar de lado o sistema de produção de touros de lide como instrumento de conservação da natureza e gestão sustentável do território.
Interessa-me aqui aceitar integralmente os argumentos relacionados com a forma como tratamos os animais e, partindo dessa ideia, discutir a vida dos touros de lide, comparando-a com a vida dos cães e gatos urbanos, pondo em destaque a duplicidade de critérios que usamos para condenar moralmente diferentes actividades.
Um touro de lide é um animal de vive qualquer coisa como quatro anos, em quase liberdade (sim, tem cercas, mas são muito, muito amplas), com respeito completo pela sua natureza intrínseca, sendo dono das suas acções em matéria de alimentação, reprodução e interacção social.
A larga maioria dos cães e gatos urbanos vivem totalmente condicionados, no espaço, na alimentação, na reprodução - que frequentemente inclui a esterilização - e interacção social, pela vontade e circunstâncias do dono, incluindo o condicionamento de necessidades fisiológicas básicas que ficam sujeitas às opções do dono ou actividades como ladrar, que são condicionadas pela educação do animal.
O respeito pela natureza intrínseca destes animais é bastante limitado, eles são, por natureza, extensões dos donos, que os tratam melhor ou pior, com mais ou menos atenção à sua natureza, mas são inegavelmente extensões dos seus donos.
Por isso são recompensados com uma morte lenta e medicalizada, tão isenta de sofrimento quanto possível, ou são eutanasiados, quando os donos entendem que não faz sentido prolongar a sua vida (evito sequer falar dos milhares de donos irresponsáveis que os tratam como brinquedos que se abandonam quando se gastam nessa função).
Pelo contrário, o touro de lide paga quatro anos de vida principesca e livre com uma tarde de lide.
Resumindo, é razoável discutir se nós - sim, nós, não os toiros, não os animais - deveremos ou não aceitar fazer espetáculos públicos que, para muitos, ferem a sua sensibilidade. Pessoalmente impressiona-me mais o esforço sobre-humano a que sujeitamos os ciclistas, e muitos outros atletas de alta competição, para já não falar do boxe, que uma tourada - que não frequento, apesar do esforço de associações como a Animal e partidos como o PAN em me empurrar para as touradas como forma de me defender do seu ataque às liberdades públicas -, mas compreendo as dificuldades sentidas na forma como nessa tarde tratamos o touro, tenho sobre isso sentimentos ambivalentes.
Agora se queremos discutir o respeito pela natureza intrínseca dos animais, tenham paciência, é muito mais lógico defender a proibição de detenção de animais domésticos com excepções bem definidas, que proibir touradas: a falta de respeito pela natureza intrínseca dos animais é incomparavelmente maior na generalidade dos cães e gatos urbanos que em todo o ciclo de vida associado às touradas.
aqui há gato!
ResponderEliminarsó existem 2 estados definitivos: o socialismo e o de cadáver morto
ResponderEliminarPois, mas o facto é que os cultos de caráter semirreligioso cada vez suscitam menos adesão por parte de menos pessoas, e a fertilidade cada vez mais é um empecilho e não uma ambição, pelo que as touradas estão condenadas à extinção, por desinteresse do público. Estamos aqui a discutir uma coisa que cada vez interessa menos e a menos pessoas. Mais vale não falar nela e deixá-la morrer em paz.
O PAN defende os direitos dos animais como se fossem «talibans» mas , hipocritamente, desprezam os seres humanos ao favorecerem o aborto e a eutanásia.
ResponderEliminarBrilhante! Para se justificar a tortura e sofrimento animal, vai-se buscar uma justificação do condicionamento urbano dos mesmos. Sem tortura, esqueceu-se de referir.
ResponderEliminarPara infantilidade, está perfeito...
Que abundam os animais de companhia mantidos em condições absolutamente impróprias (por vezes "subtilmente" impróprias, dir-se-ia, mas ainda assim a roçar a crueldade), será facto que dificilmente se poderia contestar sem cair na imbecilidade. Alguns deles, a pretexto de o serem "de guarda", vivem os seus dias presos por dois ou três metros de corrente, tendo por abrigo um bidão deitado, ou coisa parecida, ao frio e ao calor, frequentemente com fome e sede, condenados a enlouquecer.
ResponderEliminarQue muita gente os toma como brinquedos, como presente de aniversário ou Natal e que se abandona - como o brinquedo vai para o fundo da gaveta quando perde o atractivo da novidade ou a criança cresce e ganha outros interesses - quando cresce ou começa a "dar trabalho", ou a "dar despesa" é verdade dolorosamente evidente.
E mais, bem mais se poderia dizer da forma como o ser humano, o animal que se diz superior porque dotado da razão e, para os crentes, o cume da criação divina, desconsidera os animais a que chamou de irracionais. E não só quanto aos "de companhia". Comemos carne afinal barata, muito que nos queixemos do seu preço, à custa de práticas de horror absoluto na criação e abate de animais (e não, não sou vegetariano e reconheço a característica omnívora da minha espécie).
Uma coisa será certa: é a tourada o "espectáculo artístico" onde um animal é encerrado num espaço sem lugar de protecção, de esconderijo (o toureiro, esse, tem-no...), sem qualquer possibilidade de fuga e, aí, embolado, desprovido muitas vezes da sua principal defesa natural, acossado, maltratado de forma reiterada, brutal, sujeito a ferimentos bárbaros que em certas tradições "culturais" implicam a sua morte lenta, agonizante, agredido até ao seu último sopro, à vista de milhares que exultam histericamente com o facto. E se não morre na arena, morre - vai morrendo - depois, dos ferimentos infligidos.
Há coisas similares, sabemos, na barbárie que encerram: coisas como matar uma raposa de exaustão, fazendo-a correr até estoirar, ou matando-a a tiro antes disso, em fuga a uma matilha (matilha de cães, que nada têm de culpa naquilo, e de caçadores a cavalo, assassinos que sabem muito bem o que estão a fazer). Ou encurralar animais, alegadamente em ambiente de natureza e, com denodo e virilidade, matá-los. E chamar a isso caça.
E há quem ache isso muito bem.
Não sei como classificar a proposta do PAN em legislar no sentido da alimentação dos cães e gatos passar a ser vegetariana.
ResponderEliminarSó mesmo nas cabeças de gente urbano-pateta a viver num apartamento de 90 m2 no alto de uma torre, é que pode ter tal brilhante ideia.
Pior é ignorar que estes animais são por natureza carnívoros e caçadores.
Consegue ler neste post uma justificação do que quer que seja?
ResponderEliminarO post tem uma pergunta simples: a vida de um toiro de lide está mais próxima do respeito pela natureza intrínseca do animal que a vida de um cão ou gato de apartamento?
Quer responder?
Coiros, querem um mundo ao contrário. Ultrapassaram o mundo urbano e atacam agora esta nossa gente rural. A mim.
ResponderEliminarCarabina bem apontada...
Vou deixar de lado a justificação absurda que dá. Os animais não ganham nada com a conservação da sua espécie se sofrem severamente por a ela pertencerem.
ResponderEliminarE um argumento não se torna válido por existirem condições oretensamente mais cruéis nem o torna menos cruel.
Além da mentira implícita.
ResponderEliminarTer animais de estimação, por muito "cruel" que V Exa ache não implica uma coisa básica: trata-los cruelmente para gáudio humano. Porque o sofrimento não se resume à arena. E como VExa convenientemente se esqueceu de referir,
Os animais sofrem lesões graves provocadas pelos ferros que lhes espetam na carne. Os quais são tirados com auxílio de facas, sem anestesia, cruelmente e ficam a sofrer atrozmente à espera que o matadouro abra para serem mortos
ResponderEliminarPorque a tourada é um espetáculo degradante, conseguido à custa do sofrimento de um animal que não tem fuga, um animal indefeso e gente cobarde. Nem tradição é, porque as tradições dignificam o ser humano e a tourada coloca o homem no mais baixo da escala ao provocar dor e sofrimento para divertimento. Usar um "argumento" a comparar touradas com a posse de animais domésticos revela, com todo o respeito para a livre opinião, ou desconhecimento do que se fala ou e mais grave, uma profunda má-fé justificativa do injustificável
ResponderEliminarTenha uma boa tarde
Apenas só mais uma coisa, se me peemite: para que fique claro. Não sou de PAN, esquerdista ou de qualquer causa animal. Sou conservador, de direita e tenho , ao longo da vida, adoptando vários cães em associações de animais abandonados. Que vivem comigo, passeiam comigo, brincam comigo . E que não os preciso de torturar para vincar a minha pretensa virilidade..
ResponderEliminarE respeito a "natureza intrínseca" dos mesmos. Que é o mesmo que dizer tratá-los bem como ser pensante que sou. Está respondido. Se não entende, será problema de V Exa. Não meu.
Eu também acho que deviam acabar com a transmissão desta tourada, mais a mais agora que o gado está quase todo vacinado, já não faz sentido.
ResponderEliminarVeja, então, qual é o desinteresse dos portugueses pelas touradas.
ResponderEliminarVamos aos números, Balio?
(cont.)
ResponderEliminarTendo a concordar consigo. Na verdade, quando este partido se apresentou, inicialmente a sigla PAN significava exactamente Partido dos Animais e Natureza. Só. Com um programa a condizer. As suas concepções animalistas (assustadoramente) radicais eram uma novidade bastante estranha ao ouvido dos portugueses e em consequência disso não houve grande adesão. Percebendo que acabariam liminarmente rejeitados pelo eleitorado, muito convenientemente, fizeram pela vida... e eis que souberam virar-se para donde sopravam melhores ventos. E assim se fez a história, agora é que sim : Pessoas Animais Natureza !!! Todos juntos, em harmonia e mais unidos. Se viverão felizes para sempre, isso é que eu já não sei...
ResponderEliminarMas depois _ não sei porquê _ sempre achei que ficou um gato escondido com o rabo de fora...
É pá, com este zelo todo pelos animais, esta pedantice de sentar os cães à mesa, os toiros elevados ao"divino", os gatos para aplacar o stress das damas no recato das alcovas, ainda o Homem, com o instinto natural que tem de caçar, amanda-se aos tiros aos humanos!!
ResponderEliminarQue exageros do catano...
Mas, João-Afonso Machado, o Costa (miau!) precisa destes herbívoros urbano-patetas... e sempre lhe vão dando prós gastos.
ResponderEliminarArtigo muito bem escrito,quem o fez tem conhecimento e sabe o que diz
ResponderEliminarOutros comentários são dos impecis que não sabem do que falam nem o que dizem
"...
ResponderEliminarAgradeço os comentários, mas devem dirigir-se a outro post, este não é sobre touradas, apenas faz uma pergunta simples: a natureza intrínseca de um animal é mais respeitada deixando em liberdade e desenvolver todos os seus instintos ou tornando-os extensões do dono?
ResponderEliminarA ouvir.
ResponderEliminarJoão-Afonso Machado, ouça que vai gostar:
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=oYVnWNgm_Tk
Vá V Exa se precisa disso para mostrar virilidade.
ResponderEliminarPorque os valentinhos como V Exa , encerram um touro numa arena sem este poder sair, serram-lhe os cornos, têm pontos de fuga que não permitem ao touro. Mas como VExa é o "esperto" , talvez isso lhe baste para demonstrar valentia e virilidade. Cada um demonstra-a onde pode. Uns na tourada, outros no pedal do acelerador. Outros na língua. Não dá para mais Mais um "argumento" indigente. Fugiu-lhe a virilidade para onde não deve e onde só mostra ignorância. Passar bem
Registo. Quando não se sabe argumentar, tenta-se afastar. Com palavras doces.
ResponderEliminarA minha liberdade de expressão e o conceito que faço dela é outra. Mesmo que esteja frontalmente em desacordo.
Vir referir que o post não é sobre touradas, tendo implícita uma pergunta que as defende é querer chamar idiota a quem lê. E, pior, justificar uma barbaridade argumentando que há outras é ridículo.
Mas, como disse, registo. Não costumo perder demasiado tempo com pessoas como V Exa que não quer contraditório, no alto da presunção. E com V Exa já perdi demasiado. Até porque, como referi, gosto da liberdade de expressão e não "encaminho" potenciais leitores para outras bandas, mesmo respondendo ao que perguntou, fingindo que não o fiz.Passar bem
Não estou a afastar nada, pelo contrário, gostaria que respondesse à pergunta do post.
ResponderEliminarAgora se quer escrever sobre outro assunto, com certeza, mas eu é que não tenho nada com isso.
Henrique Pereira dos Santos, não perca muito tempo a fazer perguntas dessas, porque as pessoas "decidiram" tomá-la como pergunta retórica (sabendo que o não é) e, deste modo, nunca responderão à questão que bem colocou (e que deveria fazer vacilar algumas das nossas convicções e suscitar algumas dúvidas a quem seja intelectualmente honesto ou, no mínimo, algumas preocupações em relação aos factos, bem reais, que descreve). Concordando consigo, há outras formas também de violência sobre os animais sem que, no entanto, se «veja» sangue, como os exemplos que deu, do animal preso, circunscrito a um espaço reduzido e privado de dar largas à sua natureza intrínseca. É de um absoluto primarismo (ou "basismo") considerar-se que ela, a violência, só existe nas situações em que se torna evidente apenas porque tem cor). A sua questão é bastante complexa, devia estar aberta à reflexão e não reduzida a visões simplistas, cheias de emotividade e pouca substância do ponto de vista racional.
ResponderEliminar(cont.)
ResponderEliminarNão se consegue entender esta constante rejeição de qualquer argumento ou ponto de vista diferente que contrarie os detentores das novas "verdades" e as suas ideias feitas, cheias de certezas definitivas. Não sei se esta hipocrisia, no fundo, não pretende disfarçar a má consciência em relação ao problema que o Henrique colocou... e por isso, olimpicamente, se recusam a enfrentar e a questionar os seus próprios dogmas. Paradoxalmente, os discursos destas pessoas estão cheios de clichés sobre o respeito pela diferença, mas pelos vistos não se aplica às opiniões contrárias... Parece-me tudo isto um grande retrocesso intelectual. Gente tão empedernida, com tanta falta de abertura para o diálogo ou para ouvirem outras perspectivas que, por vezes, a mim parece-me que só funcionam com metade do cérebro. E essa metade obedece ao pensamento "standard", convencionado, o que não deixa de ser uma contradição nos seus termos. Logo, "à bon entendeur"...
Lesões graves sofrem os cães e gatos urbanos que são amputados da sua masculinidade ou feminilidade conforme o caso.
ResponderEliminarPense nisto; preferia que lhe espetassem um ferro nas costas ou que lhe cortassem o zézinho?
Preferia viver quatro anos de liberdade ao ar puro gozando de todas as alegrias que a vida nos pode dar incluindo poder copular à vontade ou quatro anos fechado num Tzero, num sétimo andar, capado, a fazer chichi e cocó para um caixote de areia?
Devo dizer que a questão, da primeira vez que a vi formulada mais ou menos assim, era levantada numa entrevista da Jane Goodall, que qualquer destes comentadores conhece com certeza, pelo menos de nome, exactamente por ser uma fortíssima activista pelos direitos dos animais.
ResponderEliminarE está longe de ter uma resposta fácil.
O que o post faz é pegar nessa discussão para explicar que os movimentos políticos dos direitos dos animais estão mais focados nos seus ganhos políticos que verdadeiramente na condição dos animais, o que aliás acho normal e profundamente humano
Existem realmente muitas semelhanças entre a actualidade e essa espécie de neo-romantismo. Basta ver noutras paragens o culto ou fixação no homem primitivo, na figura do Índio mais concretamente, porque ainda não corrompido pelo homem branco, o equivalente da civilização. E daí o "escapismo" em busca da natureza divinizada, outro tema também da atualidade
ResponderEliminarO "escapismo" também para fugir da opressão capitalista gerada pela burguesia.
Não escapa à comparação o actual ideal feminino, a mulher-anjo intocável e que ninguém ousa olhar, com evidente correspondente ao movimento "Metoo",
etc. etc.
Boa, Henrique. Texto corajoso
ResponderEliminarQuando é que o PAN e restantes defensores dos animais acabam de uma vez por todas com a venda de animais? Não me parece bem que os bichinhos sejam comprados e vendidos quais objectos.
ResponderEliminarAnónim@, apenas coloquei algumas questões legítimas e exprimi opinião de forma cordata. Não há necessidade de partir para o insulto e ataques ad hominem.
ResponderEliminarAté porque algum "esperto" ainda pode encontrar relação entre a sua resposta e aquele post com alguns dias da autoria do João-Afonso Machado intitulado "Desembolada e à solta"
https://corta-fitas.blogs.sapo.pt/desembolada-e-a-solta-7381419
Os animais domésticos vivem e morrem para a nossa conveniência. Foi o preço a pagar para terem a barriga cheia e uma morte menos horrível (isto quando não são apanhados por um animal selvagem). Aquando da domesticacão abdicaram de parte da sua natureza.
ResponderEliminarO touro é um animal selvagem, e como tal morre de morte violenta. A morte na arena não é pior que a morte que o touro sofreria (ou infringiria a outro) se se enfrentassem no espaço natural. Os animais territoriais muitas vezes lutam até á morte ou morrem dos ferimentos das lutas. Não é bonito de ver e não costuma passar nos documentários da vida selvagem. Mas é a Natureza.
Só para terminar, parece-me que a relação das pessoas com os animais de estimação nos meios urbanos é própria de uma sociedade doente. Os cães e os gatos não são filhos. São cães e gatos. Animais adultos e caçadores. Obrigá-los a viver entre quatro paredes e transformá-los em herbívoros ou granívoros parece ser um pouco demais...
ResponderEliminarGoodall também encontrou uma natureza agressiva dos chimpanzés em Gombe Stream. Ela descobriu que os chimpanzés sistematicamente caçavam e se alimentavam de primatas menores como os macacos Colubus.
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