quarta-feira, 26 de maio de 2021

O governo e as empresas

O Governo português pediu uma reunião à Ryanair (não é engano meu, é mesmo o governo português que pede uma reunião com a Ryanair) para lhe puxar as orelhas, nos termos que aqui se podem ler.


A Ryanair resolveu responder a este puxão de orelhas com umas valentes caneladas, de que destaco duas:


"During that call, Ryanair criticised the false claims made by Minister Santos in recent days that; Ryanair was “waging commercial war to gain market share” – (False – this is called competition)."


"Ryanair agrees that Portugal has this “right”, but it does not believe that €3bn of scarce Portuguese taxpayers’ funds should be diverted from investment in schools, hospitals and other much need infrastructure to subsidise a failed, high fare flag carrier airline like TAP. TAP has little value, as proven by the fact that the Portuguese Government acquired 45% from David Neeleman for just $45m."


O que eu tenho a dizer sobre isto é simples: estou cheio de vergonha por ter um ministro que desconhece o velho provérbio de que "quem diz o que lhe apetece, ouve o que não quer".


E tenho ainda mais vergonha de ter um governo que tem das empresas a visão que é bem clara em toda esta história, mas também na forma como são tratadas as PPP da saúde e muitos, muitos outros exemplos: para este governo, as empresas são o mal necessário para que haja impostos que permitam ao governo manter o eleitorado do Partido.

7 comentários:

  1. O ministro Pedro Santos é maluco, não sendo responsável pelo que está a acontecer. O grande responsável é o 1º ministro António Costa que o meteu a ministro e lhe passou a grande embrulhada da TAP, também para o queimar. Mas quem se queima somos nós todos, com as decisões estapafúrdias do ministro Santos.

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  2. em presa
    os disfuncionários púbicos são criadores de riqueza

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  3. Questiono que raio tem a Ryanair que andar a fazer filosofia sobre a forma de governar do governo português e sobre a forma como este gasta o dinheiro dos contribuintes.
    Ao fazer este tipo de afirmações a Ryanair só está a aumentar o seu contencioso com o governo português. Só está a criar más-vontades. Não havia necessidade.

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  4. Foram à lã e vieram tosquiados!

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  5. Estes ministrozecos de "trazer por casa" nem o seu lugar sabem ocupar! 
    Que raio de decadência a que este país chegou que nem sequer consegue arranjar gente com um módico de compostura. E são eles que estão à frente do "nosso" destino!!!  Bem entregues...


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