Manuel Carmo Gomes, um dia destes, no Infarmed, falava do efeito de alívio das medidas nos Países Baixos e na República Checa, pelo que já estariam a subir os números.
Não falo da República Checa porque aparentemente não confirma a previsão de Manuel Carmo Gomes, mas vale a pena olhar para os Países Baixos.


Este é o quadro geral com base no qual se fazem as discussões.
Mas agora olhemos para estes 21 mapas, em que em vez dos números gerais, estão os números por unidades geográficas mais pequenas, por ordem cronológica.





















O que passa a ser evidente é que, independentemente das medidas tomadas serem as mesmas, a evolução da epidemia varia geográficamente de forma acentuada e aquilo que é entendido como uma nova subida dos números, supostamente por causa do relaxe das medidas, parece ser sobretudo uma deslocação da incidência de umas áreas para outras.
Eu não percebo nada disto, é um facto, mas o que verdadeiramente não entendo é a razão pela qual é tão difícil termos discussões racionais e lógicas com base em números geograficamente referenciados.
Atribuir a medidas únicas de política as variações nacionais de incidência de uma doença cuja variabilidade interna é colossal para mim não faz o menor sentido.
ResponderEliminarUrge comparar estes valores com os que decorrem em "certas" regiões da China.