É um livro de Ana Catarina André, para a colecção retratos da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
É mais jornalismo que literatura e vale a leitura: a velhice é tramada para muita gente, e convém ter isso presente quando se decide gastar o dinheiros dos impostos a impedir a TAP de falir, a promover o hidrogéneo em fases precoces da tecnologia, a desenhar paisagens sonhadas que se pagam a através de programas de transformação da paisagem orientados pelo Estado, etc..
Sendo as coisas o que são, gastar dinheiro num sítio é sempre tirá-lo de outro.
E financiar instituições é sempre limitar o financiamento das pessoas que usam estas instituições, levando as instituições a responder aos seus financiadores em vez de responder aos seus utilizadores potenciais e reais.
na tvi 2 jornalistas super-inteligentes e conhecedores dos assuntos deram um trato esperto em rui rio
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ResponderEliminarRecuando ao tempo antes desta crise, o governo foi eficaz a disfarçar com voz grossa as suas debilidades, a sua incompetência e as más opções que o HPS enumera. Muito sorrateiramente, lá foram sobrevivendo e gerindo de forma atamancada o país. A "boa imprensa", sempre na retaguarda, também ajudou e tratou, com vénias, dos grandes anúncios e das grandes parangonas de 1ª página e nem vale a pena referir os "comentadores" selectos(!) escolhidos a dedo. ( Gastos, repetitivos e tão confrangedoramente puídos pelo uso. A voz vai-se-lhes sumindo um pouco agora, e empalidecem empoados nos mesmos chavões de sempre. O embaraço cresce. O desgaste é indisfarçável).
Mas a decadência e esta indecência sempre estiveram lá, mas (quase) ninguém reparou. Bastaria algum sentido crítico para ver o desnorte da governação nas escolhas desmioladas e arriscadas que se têm feito, e consideradas "o" grande desígnio do país. O HPS referiu alguns. Que se investiu nas áreas primordiais que promovem o nosso desenvolvimento e o nosso bem-estar e a segurança no nosso presente e futuro? Nada. Uma vez o Sr. Arq. referiu que não se fazem investimentos a longo prazo, porque não têm resultados imediatos visíveis, não se podem pôr na montra e portanto tudo o que não faísca, não "vende". Simultaneamente incutiram nos cidadãos exaustos noções falsas daquilo que são as verdadeiras prioridades "ponderadas" em função do Bem Comum e em prol da felicidade da população(!) Uma armadilha indecente, sabendo para quem são as vantagens e quem beneficia... Para isto houve planeamento atempado certamente.
ResponderEliminar(cont.)
Por isso falham as nações. Hoje, os sectores vitais ou essenciais estão em falência e não há respostas adequadas, sobretudo aos mais desamparados.
Há segmentos da sociedade onde já se ouve um grande ruído insatisfação. Quando o mal-estar vai em crescendo e uma população começa a ter consciência de que andou a ser burlada (não vejo outro termo) e as suas expectativas foram defraudadas, então isto pode começar a correr mal.
ResponderEliminarNão sei bem porquê mas este conceito fez-me lembrar o finaciamento dos partidos políticos. Afinal passam a ser dependentes do Estado e consequntemente a responder ... ao Estado. Não?.