Estive a olhar para as previsões.
Se as previsões se concretizarem (e previsões a mais de três dias são muito frágeis), o mais natural é que no início da próxima semana, aí por Segunda, Terça e Quarta, aumente substancialmente o número de fogos pequenos e médios.
Isso não é mau, é bom.
Espero o dia em que, assumidamente, saibamos isso, fiquemos contentes com isso como se fica contente com a chuva que faz falta e que, em vez de mobilizar meios à maluca para apagar todos os fogos e foguinhos, pelo contrário, mobilizemos esses meios para acompanhar estes fogos de maneira a que lavrem livremente sempre que não ponham em causa pessoas e bens e desempenhem a sua função de renovação dos ecossistemas, ao mesmo tempo que deixam um território mais preparado para conviver serenamente com o fogo, reduzindo o contexto favorável aos grandes fogos de Verão.
a geringonça permite-se continuar a brincar com o fogo
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ResponderEliminarlavrem livremente sempre que não ponham em causa pessoas e bens
Se os fogos estiverem a arder em mato, tudo bem, deixa arder.
Mas, se os fogos arderem em plantações de árvores, que se faz?
É que as plantações têm pouco valor social, mas têm valor para o seu proprietário.
Nesse caso estão em risco bens, e por isso deve-se intervir para impedir a entrada do fogo nos povoamentos
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