
Este tipo de gráficos começam a aparecer para vários países porque são muito claros (não sei a fonte do gráfico, os dados que consigo confirmar facilmente batem certo, em especial número de casos e de mortes), mas a imprensa praticamente não os usa, preferindo falar de números de casos, sem qualquer contexto.


Pode ser que seja só eu a perceber mal, mas todos os dias vejo referências à situação crescentemente mais dramática em Espanha, quando os dados são estes: casos a diminuir desde 18 de Setembro, mortalidade com subida ligeira (note-se que o pico de há três semanas já estará reflectido, mesmo que não totalmente, na mortalidade). Nota: há, de vez em quando, uns burros que pretendem demonstrar que estou a dizer disparates porque depois de eu escrever um post, os dados se alteraram. Até posso dizer muitas asneiras (o que é natural em quem escreve muito) mas não porque o futuro não confirma o que estou a dizer sobre o passado: não faço ideia, nem ninguém faz, como vão evoluir os números da epidemia em Espanha, apenas estou a dizer que hoje, falar de um agravamento dramático da situação em Espanha a partir destes números, é uma aldrabice. Amanhã não sabemos.
A Declaração de Great Barrington é uma tomada de posição sobre o modelo de gestão da epidemia, feita por três cientistas de credenciais académicas inatacáveis (se estão certos ou errados é outro problema), assinada por mais trinta e cinco cientistas de áreas relevantes para a discussão da epidemia que se assumem como co-subscritores, e aberta a qualquer assinatura de qualquer pessoa que queira manifestar apoio à declaração.
Pois bem, sobre o assunto o que é o Observador acha relevante fazer?
Só minhas, estão três assinaturas, mas que culpa têm os autores da declaração que eu seja incompetente e não tenha conseguido perceber, numa altura em que o site ainda não tinha ferramentas de busca relevantes, se sempre tinha assinado ou não e portanto tenha acabado por, incompetentemente, assinar três vezes?
Só que para a cambada de malucos que tratam da covid no Observador (e nos outros é igual, em diferentes graus) o relevante não é discutir seriamente os diferentes pontos de vista que existem sobre a gestão da epidemia.
Boa parte dos jornalistas, que parece que tomaram o gosto em ser polícias de costumes, querem mesmo é esmagar a divergência, querem mesmo que todos nos empenhemos em glorificar os queridos líderes que nos vão salvar da hecatombe, apelando à responsabilidade individual de cada um de nós, e ostracizando os maus cidadãos que se limitam a achar que talvez não seja boa ideia aplicar medidas nunca testadas e nunca validadas a situações complexas e de elevada incerteza como são as que decorrem de uma epidemia em curso, sobretudo quando essas soluções levantam outros problemas sociais imensos, causadores de enorme sofrimento que, como de costume, afectam desproporcionalmente os mais pobres e frágeis.
Depois queixem-se do crescimento dos populistas que assentam grande parte da sua comunicação no desprezo pela imprensa clássica: são vocês, as principais vítimas do populismo, que decidiram correr, alegre e voluntariamente, para o cadafalso.
E o problema é precisamente esse, o crescimento exponencial na europa de movimentos de extrema direita a aproveitar o descontentamento das pessoas em relação às restrições impostas.
ResponderEliminaro gulag kosta encerrou todos os viventes há 7 meses e só abre a porta para fazer sair os finados.
ResponderEliminardentro de 1 ano não haverá orçaminto com ele, porque sai em junho
ResponderEliminarParece que os confinamentos estão a passar de moda. Descobriu-se recentemente o que já se sabia desde o século XIX (trabalhos de Farr, Snow) sobre a nulidade dos seus efeitos epidemiológicos e sobre os terríveis danos colaterais que acarretam. Quem o afirma é a OMS. Aleluia.
"World Health Organization Tells Leaders To End The Lockdowns"
https://www.youtube.com/watch?v=W4PuvmWqp4k
Talvez a Great Barrington Declaration (https://gbdeclaration.org/) esteja a produzir frutos que outros documentos semelhantes não conseguiram produzir.
E sobre a "casodemia" estamos também conversados, muito por culpa das peculiaridades do teste RT-PCR. O Prof. Michael Mina explica isso muito bem. (continua)
ResponderEliminar"Michael Mina - The problem of PCR sensitivity: False Infectious - False negatives as False positives"
https://www.youtube.com/watch?v=4vvgefwKgSU
"Michael Mina - The neglected CT (Cycle Threshold) levels to determine viral load and infectiousness"
https://www.youtube.com/watch?v=oxoE47qT3fE
Não admira, por isso, que em face da quantidade exorbitante de testes protocolares agora realizados, o número de testes positivos já não apresente correlação com o número de óbitos. Nem poderia ser de outra forma, negligenciando-se mais uma vez conhecimento anterior, concretamente o relativo à gripe de 2009, onde se verificou também uma "casodemia" já depois da real epidemia ter terminado.
Também assinei o manifesto
ResponderEliminarHPS... desculpe mas ficou senil de vez. Tem de ir ver isso ! "
ResponderEliminarObrigado por fazer esse esforço de demonstração prática da burrice de que falei, ao citar esse post e respectivos comentários que ilustram perfeitamente a burrice.
ResponderEliminarA acreditar nas "fortes expectativas dos especialistas", já terão morrido na Suécia cerca de 85 000 pessoas porque não houve confinamento. E como lá também não se usa máscara, já terão morrido outras tantas.
ResponderEliminarContudo, a evidência factual continua a ser bem demonstrativa do provérbio dinamarquês: é sempre difícil fazer previsões; especialmente se se tratar do futuro.