quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Estou de acordo

Fausto Pinto, presidente do Conselho das Escolas Médicas Portuguesas e manda-chuva da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, considera a ingerência do poder político na aprovação do curso de medicina da Universidade Católica inaceitável.


Devo dizer que não podia concordar mais com esta ideia.


Não há uma única razão para que cada universidade, ou mesmo quem quiser, não possa fazer o curso que quiser do que entender, que sobreviverá se tiver alunos e irá à falência se não tiver alunos.


Por favor, não vale a pena argumentar com o papel do Estado na garantia da qualidade do ensino universitário.


É que se é esse o argumento, eu tenho de falar de Boaventura Sousa Santos e francamente falar de Boaventura Sousa Santos é uma coisa que não me interessa mesmo nada.

5 comentários:


  1. a ingerência do poder político na aprovação do curso de medicina da Universidade Católica



    Mas há ou houve ingerência do poder político?


    Que eu saiba, o curso foi rejeitado no ano passado por uma comissão encarregada de velar pela qualidade dos cursos universitários. Sem ingerência do poder político. Este ano, após reformulação do projeto, a mesma comissão aceitou. Mais uma vez, sem ingerência do poder político. Pelo menos, que se saiba.

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  2. Já o dizia Salazar: o problema deste país são as corporações...

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  3. Lamento HPS. O senhor mencionado não vale um traque de coelho. Graças a Deus, conheço-o desde que ele entrou naquela faculdade.

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  4. Caro Senhor


    Felicito-o pelo tiro certeiro: curto e esclarecedor.
    Pena é que não se possam criar sistemas de justiça alternativos ao vigente; essa corporação não muda nunca...


    Cumprimentos


    Vasco Silveira

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Aqui e ali (ler Patrícia Fernandes, no Observador, sobre este ou outros assuntos, quase sempre se lê com muito proveito) aparece a discussão...