segunda-feira, 20 de julho de 2020

Que inveja

""Posso assegurar que não há riscos? Claro que não. Todos temos medo e eu sei bem o que isso é. Tenho uma filha de 12 anos com uma doença que a coloca nos grupos de risco. Mas o medo não pode tomar conta de nós. É obrigação dos líderes de organizações que nos representam combaterem-no e promoveram a racionalidade. Ter a Fenprof a instigar o medo, fazendo uma chantagem que, se bem sucedida, terá como único efeito adiar o regresso às aulas presenciais, é sórdido."


Todo o texto vale a pena, chama-se "Um sidicato sórdido" e é escrito por Luis Aguiar-Conraria.


Mesmo achando eu a inveja um sentimento mesmo mesquinho - de maneira geral até tenho uma grande admiração por quem consegue fazer coisas que eu não consigo - neste caso não tenho como não reconhecer a inveja que tenho por não ter conseguido escrever isto, com esta clareza e simplicidade.

4 comentários:

  1. Se há coisa divertida é assistir a estes circos... Pelo que se vê quanto menos tempo a ganapada passar nas prisões educativas COVID... MELHOR.

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  2. Luís A Hífen é pessoa que conheço da Net. Há anos. Foi um promissor académico. Com o vírus da esquerdalhada perdeu-se. O blog por ele fundado (A Destreza das Dúvidas) tem sido gerido por Rita Carreira com inteligência. Especialista da especialidade, Luís tem andado aos papéis...

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  3. Também eu tenho muita inveja daqueles países (desenvolvidos!) que, logo que tiveram oportunidade, uma das primeiras medidas tomadas, foi o regresso  às aulas presenciais nas escolas para recuperação dos seus alunos.
    E não ficaram por aqui. Preocupados com os danos causados pelo confinamento, aproveitaram todo o tempos disponível dos alunos, mesmo o tempo das férias. Apresentaram um plano B:
    Para além de tudo isto, as aulas este ano vão começar mais cedo.
    Ninguém ficou para trás.
    Que inveja!


    Só depois de muitas críticas, o nosso Min. da Educação lá apareceu, muito pressionado, para dizer que durante cerca de   m e n o s  de um mês (em setembro) os alunos teriam umas aulas de revisão para recuperação. O que sempre se fez, aliás. O Sr. ministro é que pelos vistos não sabia.
    PLG

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