No pressuposto de que as previsões meteorológicas se verificam, parece-me que os próximos dias podem ter alguns fogos de alguma dimensão, alguma complicação aqui e ali, mas não estão previstas condições verdadeiramente dramáticas.
É verdade que há temperaturas altas, mas a humidade e o vento são muito mais importantes na criação de condições para fogos dramáticos. Se é verdade que a humidade é bastante baixa em muitos dias, aparentemente à noite recupera e o vento será de maneira geral fraco.
Seria uma boa situação para ensaiar uma doutrina de combate que nos permitisse ir criando imunidade contra os mega incêndios: deixar arder o que não são povoamentos florestais, infraestruturas, casas e instalações de valor económico, e melhorando a capacidade de preparar a paragem do fogo onde queremos, protegendos os usos vulneráveis, isto é, os usos que não sendo forçosamente aqueles em que o fogo lavra mais facilmente, são aqueles em que os efeitos negativos do fogo são mais expressivos.
Pelo contrário se continuarmos com a doutrina de apagar os fogos o mais rapidamente possível, logo que eles são detectados, com o objectivo de quebrar as cadeias de contágio do fogo, mais ou menos como se fôssemos atrás das ignições e não dos prejuízos causados pelo fogo, o resultado só pode ser o que tem sido nos últimos anos: um território em que as cadeias de contágio do fogo são tão poderosas que quaisquer condições favoráveis ao fogo dão origem a mega incêndios dramáticos e socialmente desastrosos, para além de um permanente credo na boca de cada vez que há uma ignição, e haverá sempre ignições.
Finalmente escrevi um post que não é sobre a epidemia, já tinha saudades.
É verdade, mas estamos a abordar (os incêndios e a infecção) sob o mesmo conceito...
ResponderEliminarE os resultados, em ambos os casos serão, inevitavelmente, os mesmos.
Dizemos amar a natureza mas não queremos viver com ela, queremos mandar nela.
OL
E bem.
ResponderEliminarProblema, o profissionalismo que domina Bombeiros & Cia,
na onda do profissionalismo partidário/governamental.
Sem nunca ter assumido uma melhor profissionalização Escola e Corpo de Bombeiros...
Havia de lembrar à inteligência política: Bombeiros na GNR.
Aéreos na Empresa qq coisa - EMA, no final,
a passar a pasta, inquinada, para a Força Aérea.
ResponderEliminarLá escrever até que escreveste... Pena que já foste infectado pelo vírus da OPERAÇÃO COVID, pois o texto está com sinais de contágio!
ResponderEliminarOs fogos são sempre uma desilusão! Tirando os dois que conseguiram o feito de figurar com POMPA no registo diário de mortos em Portróikal...
https://evm.min-saude.pt/#shiny-tab-a_total
... algo que nem a treta da etiqueta COVID foi capaz de bater, mas de resto incêndios é sempre o mesmo! Tal e qual como com a falsa pandemia o que as televisões gostam (e comentadores) é de ver Portróikal a arder para terem o que fazer!
Ou até mesmo promover incêndios controlados, para queimar cargas combustíveis excessivas. Isto no outono.
ResponderEliminarOs fogos são na sua grande maioria de origem criminosa.
ResponderEliminarE a comunicação social ajuda à festa dando indicações das condições favoráveis à coisa,o que os incendiários agradecem, claro!
Tudo o que se disser a mais sobre o assunto é mera especulação e até inconsciência
Não tem razão. Tem direito à sua própria opinião, mas não aos seus próprios factos e o facto é que o que diz sobre a origem das ignições pura e simplesmente não é verdade
ResponderEliminarNão é por acaso que ao primeiro bafo de calor comece tudo por aí a arder.
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