Célia Santos está muito zangada porque a praia da Manta Rota é um perigo.
Eu tenho uma sugestão para Célia Santos (para o jornalista Célia Santos é "os utentes" da praia, os outros, os que lá estão, são apenas malandros que não cumprem regras, não são igualmente utentes): não vá à praia, fique em casa (que é onde ocorre a esmagadora maioria do contágio, mas isso agora não interessa nada) e deixe os outros em paz, que não há notícia de que a praia seja uma fonte relevante de contágio.
Primeiro acharam normal não nos deixar sair do concelho em que vivemos, depois acharam normal inventar multas para actividades tão perigosas como beber um copo na rua, agora acham normal interditar actividades no mundo rural por causa de uma paranóia qualquer com ignições e mais regras e regrinhas de viagem, de ida às compras, de ida à escola, etc..
O corolário, inevitavelmente, seria sempre este: Célia Santos queixa-se à Lusa de que a praia da Manta Rota está muito cheia.
Não, não pensem que fica por aqui.
Eu sei da tolerância para com as máscaras, a ideia é de mesmo com a Organização Mundial de Saúde a dizer que não tem evidências de que sejam úteis, é um bom placebo para trazer outra vez as pessoas para a rua.
Já tive simpatia por essa ideia, mas entretanto percebi que as máscaras, as regras, os sinais, os avisos, tudo isso embrulhado em ameaças de multas e ostracismo, são uma peça fundamental para prolongar o medo que mata a confiança.
E a confiança é a base das relações humanas saudáveis.
Estou cada vez mais próximo de defender a desobediência civil face a regras iníquas com benefícios difusos e prejuízos bem reais na vida das pessoas comuns, em especial dos mais pobres e desprotegidos, como sempre.
Não se revoltou a Célia com os cãezinhos na praia? Não há dia que vá eu à praia que não haja lá cãezinhos, fofura dos donos.
ResponderEliminarCumpts.
ResponderEliminarGeorge Orwell
Liberty means responsibility. That is why most men dread it.
George Bernard Shaw
Abraço de muita estima
Que pesadelo.
ResponderEliminarDuas notas.
ResponderEliminarSe a Célia está tão preocupada com a lotação, porque vai aumentar a dita com a sua bufa presença?
Se as Célias deste país estão tão preocupadas com o contágio porque saem de casa?
Enquanto não começarem a enviar emails ao salafrários políticos a chamar-lhes o que eles são... Bem que podem continuar a reclamar nos blogues!
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ResponderEliminarEstão a DIVIRTIR_ME à grande a contemplar a implementação de medidas que nem no tempo da DITADURA seriam engolidas pela MANADA DE TUGAS!
Agora no ilhéu da Madeira até vão obrigar os animais a andar de açaime na RUA... Acho muito bem! E acho ainda melhor que multem forte e feio esta MANADA MANSA, afinal o ESTADO precisa de recuperar alguma receita para depois injectar na NOVA FRAUDE (tcp novo banco, tcp BES!)
Upa... Upa...
ResponderEliminarJá não há pachorra para tanta paranóia! Estar preocupada é normal (confesso que já estive mais), mas devemos evitar que vire patológico. Há dias o gato do vizinho, que alegremente usa e abusa do meu quintal (pobres plantas) e me concede por vezes o privilégio de lhe passar a mão pelo pêlo, bufou-me quando me viu de máscara.
Como refere a confiança é a base das relações humanas. Caso contrário não saíamos de casa. Sou cuidadosa, porém tanto proibicionismo está a acordar o meu lado anárquico.
Catarina Silva
ResponderEliminarTenho pena que o HPS - e mais uma ínfima minoria - só agora comece a perceber o que está em causa: é a nossa civilização (ou o que resta dela)! Nunca foi a nossa "segurança".
Fiquei (mais uma vez...) muito desiludido com a carneirada que dá pelo nome de povo português - já para não falar na igreja - que aceita todas as imposições completamente absurdas e restrições à liberdade individual com um encolher de ombros.
Idem.
ResponderEliminarSusana V
idem
ResponderEliminarLR
Isto está a ficar muito, muito disfuncional... com as pessoas meio anestesiadas e indiferentes, tudo se conjuga , como numa tempestade perfeita, para correr mal.
ResponderEliminarA Liberdade, que pensávamos um valor garantido, está ameaçada, mas só se vai perceber quando a perdermos. Caminhamos a passos largos para uma nova realidade distópica que se está a impor velozmente e, meio atordoadas, as pessoas não se dão conta para onde estão a ser levadas. É a tempestade perfeita onde tudo se conjuga para correr mal. É um país disfuncional `e estamos entregues a gente incompetente.
É a nova anormalidade...
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