sexta-feira, 12 de junho de 2020

Derrubar estátuas?

"Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder? Vocês têm coragem de aplaudir, este ano, uma música, um tipo de música que vocês não teriam coragem de aplaudir no ano passado! São a mesma juventude que vão sempre, sempre, matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem! Vocês não estão entendendo nada, nada, nada, absolutamente nada. ... Vocês não dão pra entender. Mas que juventude é essa? Que juventude é essa? Vocês jamais conterão ninguém. Vocês são iguais sabem a quem? São iguais sabem a quem? Tem som no microfone? Vocês são iguais sabem a quem? Àqueles que foram na Roda Viva e espancaram os atores! Vocês não diferem em nada deles, vocês não diferem em nada. ... O problema é o seguinte: vocês estão querendo policiar a música brasileira. ... E vocês? Se vocês forem… se vocês, em política, forem como são em estética, estamos feitos!"


Caetano Veloso, em 15 de Setembro de 1968.


1968, há mais de 50 anos, e andam por aí uns manés que não aprenderam nada, nada, nada, que, do alto da sua ignorância, acham que são a vanguarda da história, convencidos de que estão a fazer o que nunca foi feito antes: "matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem".

11 comentários:

  1. Eu acho que há aqui uma grande confusão.
    É tão válido erguer uma estátua a uma pessoa como derrubar uma estátua a uma pessoa.
    Erguer uma estátua a uma pessoa é homenageá-la. Derrubá-la, significa simplesmente que não se homenageia a pessoa. Não homenagear alguém não é o mesmo que matar essa pessoa.
    Em todo o Leste da Europa, derrubaram-se estátuas a Lenine, a Estaline, e aos soldados soviéticos que combateram a Alemanha nazi. Isso quer dizer simplesmente que se rejeita homenagear essas pessoas. E nada tem de mal, em geral, recusar-se homenagear alguém.

    ResponderEliminar
  2. Eu também acho que há uma grande confusão quando se compara o derrube de uma estátua de Cristóvão Colombo com o derrube de uma estátua de Estaline

    ResponderEliminar
  3. Então diga isso direta e frontalmente, Henrique. Em vez de andar com rodeios e citações de Caetano Veloso, diga: eu acho que não se deve homenagear Estaline, mas que se deve homenagear Colombo; eu acho que as estátuas a Colombo devem ser deixadas de pé, mas que as estátuas a Estaline devem ser derrubadas.

    ResponderEliminar
  4. Se não o incomodar muito, eu preferia continuar a dizer o que eu penso, da forma que eu entender, não tenho qualquer interesse em dizer o que acha que eu devia dizer ou o que acha que eu penso.

    ResponderEliminar

  5. Mais um pateta que tirou a instrução primária: sabe escrever.
    Abraço, Henrique Pereira dos Santos

    ResponderEliminar
  6. Não,  definitivamente a legitimidade não é mesma, se a homenagem é tendencialmente consensual numa cultura, e se quem ostraciza constitui uma minoria que só se representa a si própria. A recusa de símbolos da história de um povo só pode caber a esse povo. E nunca a alguns que se arrogam representantes de uma qualquer superioridade ética. 

    ResponderEliminar
  7. Estamos assim por causa de imbecis assim (como V.).

    ResponderEliminar
  8. Mas qual das palavras do HPS é que não percebeu?
    Precisa de um desenho?
    Que mente capto!

    ResponderEliminar
  9. Um cordão sanitário JÁ à volta desta gentalha.

    ResponderEliminar

  10.  Vale a pena ler isto, de uma tal Alexandra Correia. Parece que é uma "ativista visual"...


    visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2020-06-12-nao-podemos-afirmar-que-os-europeus-descobriram-o-resto-do-mundo-dize-lo-significa-aceitar-que-a

     Estamos feitos! É de estarrecer.

    ResponderEliminar
  11. Não homenagear nunca será o mesmo que deitar abaixo a homenagem. Mas o que eu queria é que essa decisão fosse tomada por quem votou Salazar o maior politico do século 20, e não pelo grupo de Ocupas de Arroios.

    ResponderEliminar

Donas de casa

Aqui e ali (ler Patrícia Fernandes, no Observador, sobre este ou outros assuntos, quase sempre se lê com muito proveito) aparece a discussão...