sexta-feira, 3 de abril de 2020

"A mí me infunden tristeza"

Como se pode verificar (escolham a base de dados que quiserem e olhem para os gráficos de casos confirmados, cuidados intensivos, mortalidade, o que quiserem), a generalidade dos países europeus estão já para lá do seu pico, em pleno planalto ou a começar a descida, independentemente da forma como lidam com a epidemia.


E no fim de Abril/ princípios de Maio, estará tudo tranquilo, quer na Europa, quer nos Estados Unidos.


A cegueira da imprensa em relação a estes sinais será ensinada nas escolas durante muitos anos, olhar hoje para os gráficos de evolução em toda a Europa e para a capa dos jornais portugueses "A mí me infunden tristeza".


Portugal passou o pico da epidemia há dias, ainda terá, talvez, algum crescimento da mortalidade e das pessoas em cuidados intensivos (há um desfasamento de pelo menos uma semana em relação à mortalidade e provavelmente um pouco mais em relação aos cuidados intensivos), e para a semana, o mais tardar, os números da mortalidade diária começam a descer.


Nessa altura não faltarão pessoas que hoje acham a quarentena portuguesa uma bandalheira que devia ser controlada com mão de ferro a atribuir esses resultados à quarentena que hoje acham que é uma bandalheira, muito longe da necessária brutalidade usada eficazmente pela China, acham eles.


O mesmo para Itália, para Espanha e assim sucessivamente.


A responsabilidade da imprensa no empolar do medo que nos levará à profunda recessão que aí vem - incluindo a exótica escolha de olhar para uma epidemia a partir das salas de cuidados intensivos - é uma responsabilidade que espero que liquide de vez a ideia de que a imprensa serve para educar as massas e não para dar notícias.

24 comentários:

  1. Antonio Maria Lamas3 de abril de 2020 às 08:45

    Agradeço ao HPS os seus racionais e bem documentados artigos.
    Ainda não consegui descortinar qual o objectivo do governo e dos media para alimentar este "suicídio colectivo".
    Ninguém ainda nos veio preparar para a grande tragédia que vem a seguir.

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  2. Bom dia.
    Creio que está profundamente enganado quanto à imprensa em Portugal, OCS aliás em geral. Vão continuar a educar as massas, não a dar notícias, basta olhar para o trajecto e posturas de muitos dos e das jornalistas, e a começar por directores de jornais e TVs.
    Tenha um bom fim de semana.
    António Cabral

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  3. Acresce a isto, a visão "Malagrida Vermelho" deste fenómeno, com que diariamente somos bombardeados nos media (no meu caso, é pelo Sena Santos, na Antena 1): ou seja, que isto é fruto da sociedade capitalista (das alterações climáticas, da austeridade que mata, dos maus tratos aos refugiados) e que é o pretexto para um virar de pagina civilizacional. É evidente a volúpia que o colectivismo inerente a estas medidas provoca em certas almas (e, neste caso, nem só de esquerda). Quem diria que os "amanhãs que cantam" viriam de máscara, luvas e desinfectante na mão?

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  4. leia no lazareto de Bordalo

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  5. 'os ricos que paguem a crise'

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  6. no fim de Abril/ princípios de Maio, estará tudo tranquilo

    Oxalá o HPS tenha razão, mas temo que não tenha, quero dizer, o governo e a diretora-geral da Saúde parecem desejar muito prolongar a epidemia por decreto. Na ótica deles, quanto mais os números da epidemia caem, mais é preciso reforçar as medidadas de confinamento e repressão, mais é preciso dizer que estamos apenas num "planalto" e que a epidemia continua sem parar.

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  7. Ninguém ainda nos veio preparar para a grande tragédia que vem a seguir.

    A tragédia é, em parte, inevitável. Os setores do transporte aéreo e do turismo, que são os maiores exportadores de Portugal, vão inevitavelmente colapsar. E esse colapso seria inevitável - só governos muito estouvados permitiriam que as pessoas continuassem a circular de um lado para o outro como circulavam há uns meses.

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  8. Quais gráficos?


    https://www.worldometers.info/coronavirus/#countries







    Onde sustenta esta afirmação que ninguém (cientificamente e responsavelmente) é capaz de afirmar?

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  9. As afirmações de estamos já para lá do pico, quando todos os números indicam o contrário poderiam ser entendidas com graça, dado a cegueira ideológica de quem as profere, não fossem quase criminosas nestes tempos que correm. Haja vergonha!

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  10. Caro Henrique 


    estou plenamente de acordo que o numero de novos infectados, a partir do fim de abril estarão próximo de zero. 
    A minha preocupação é relativamente ao que vai acontecer depois. Se nada de novo na medicação ocorrer, ou o vírus desaparecer misteriosamente, ou se descobri que o numero de infectados é enorme ( vacina de grupo viável) o que devemos fazer? 
    Na minha óptica, proteger os grupos de risco e usar uma aproximação á coreia do sul para os outros, em liberdade plena. 
    Qual a tua abordagem? 
    forte abraço
    zé miguel 

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  11. Caro Henrique, a mim o que mais me encanta é que as mesmas televisões que ralham e chamam nomes aos portugueses que insistem em trabalhar e circular promovam campanhas com o título «vai ficar tudo bem». A estupidez não tem realmente limites.

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  12. Caro Senhor
    Receio que caia num equívoco , que me acontece frequentemente, de associar a imprensa /  Opinião dita pública (ODP), com responsabilidade: eles são apenas vendedores, vendedores de publicidade (VP), e nunca ouviram falar de responsabilidade.
    Uma morte vende; uma cura não vende.
    A ODP é tão só VP: tudo o mais é poesia bonita, como o dever/direito à informação, a formação, o entretenimento, a moralização- népia. Vendem publicidade.

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  13. Antonio Maria Lamas3 de abril de 2020 às 14:44

    Destacando na imprensa o grupo Impresa que desde o primeiro dia tem tido uma postura do "quanto pior, melhor", desde o 1.000.000 de infectados do Expresso aos "apanhados" do Polígrafo.

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  14. Olá , estou acompanhando este site e estou adorando seus artigos são muito bons mesmo parabéns.
    https://resultadodaloterias.com.br/vida-cap (https://resultadodaloterias.com.br/vida-cap/)

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  15. Completamente. Más há quem adore mentiras embrulhadas em "autoridade".

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  16. É preciso ser-se muito estúpido para perder tempo a ler mentirosos e, depois, ainda fazer comentários.

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  17. vão voltar às senhas de racionamento
    e talvez à antropofagia
    fui-me habituando a comer umas gajas

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  18. Não, sabe que gosto de ler quem tem uma visão oposta à minha (e que neste caso é oposta à esmagadora maioria das pessoas produtoras de conhecimento no Mundo). Poderia fazer como você. Rodeava-me de informação selectiva que unicamente validasse o meu pensamento. Fica a questão, qual de nós é mais estúpido?

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  19. De acordo.
    Técnica governamental de informação ao estimado público, incipiente e pobre, pouco profissional.
    Depois paga-se.

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  20. Estou chocado com a sua linguagem. Chocado e enojado. Profundamente enojado com esta demonstração de machismo primário. O senhor está a emporcalhar esta conversa, lamento dizê-lo. A emporcalhar e a conspurcar. 

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  21. Zé Miguel, eu também estou de acordo que o problema é o que virá depois, porque esta epidemia não parece estar a deixar mais rasto epidemiológico que o de um surto forte de gripe.
    E estou de acordo que o fundamental é identificar e proteger os grupos de risco (dadas as características da doença, eu acho que inclui os profissionais de saúde) e ir controlando o resto, no próximo Outono.
    Pode ser que até lá vá havendo novidades quanto a tratamentos (que vacinas deve demorar mais).

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