Disclaimer: eu não percebo nada disto
"the Oxford results would mean the country had already acquired substantial herd immunity through the unrecognised spread of Covid-19 over more than two months. If the findings are confirmed by testing, then the current restrictions could be removed much sooner than ministers have indicated."
Este é um extracto de um artigo do Financial Times ("Coronavirus may have infected half of UK population") em que uma modelação teórica feita por quem sabe, sugere que apenas uma em cada mil pessoas infectadas precisam de tratamento médico, havendo um grau de disseminação pela população imensamente maior que o anteriormente esperado (ver aqui o estudo, eu não percebo metade do que lá está escrito, falta-me conhecimento).
Vai ser preciso confirmar com testes serológicos. Em princípio esta semana, na Holanda, sairá qualquer coisa sobre o assunto e há quem antecipe que as conclusões vão no mesmo sentido.
Se assim for, todas as premissas em que assentaram medidas radicais de contenção social ficam em causa, e é bom que se comece a ponderar seriamente na reversão das medidas mais graves para a economia, independentemente de se manterem as recomendações para uma grande contenção social e para a protecção dos grupos vulneráveis.
É possível que todo este alarido tenha sido claramente excessivo?
André Dias, que já aqui citei, e que sabe bastante mais disto que eu (não sendo difícil, ele sabe mesmo muito, muito mais que eu sobre o assunto) responde à pergunta:
"Os dados iniciais sobre surtos infecciosos são essencialmente ruído com muito pouco para usar como sinal. Primeiro, por algumas semanas não existe agente identificado, depois não há teste específico para o agente, depois só existem testes virológicos (onde estamos agora) e apenas depois aparecem testes serológicos / testes anticorpos.
Os testes virológicos só podem ser realizados em uma janela de tempo muito curto ou ser negativos, portanto, induzem um ruído gigantesco. Os testes serológicos indicam se alguma vez houve contacto com o vírus, para que possam ser feitos em amostragem e devolver dados estatisticamente significativos.
Não existem dados confiáveis para estimar a mortalidade a 1 % ou 5 %. Tudo isto é ruído. O número de pessoas infectadas pode ser o que sabemos ou 10 000 x maior (sim, dez mil vezes). Só com a chegada de testes serológicos começamos a ter uma imagem real de prevalência. Ainda na semana passada os Países Baixos anunciaram que tinham alcançado um teste de anticorpos desses e começaram a testar-se a si.
Para dar perspectiva, a gripe suína começou com estimativas de 30 % - literalmente extinção humana dentro de alguns meses - terminou abaixo de 1 %, abaixo da gripe sazonal e não fez mal. Este é o tipo de ruído com que estamos a lidar.
Os únicos dados minimamente confiáveis que temos de testes virológicos são do cruzeiro Diamond Princess, que esteve em quarentena, porque todas as pessoas a bordo foram testadas dentro de uma janela relativamente curta de tempo. Estes dados indicam 1 % de letalidade numa população muito antiga, num ambiente confinado e compartilhando uma cantina. Podemos ter a certeza de que o mundo fora do cruzeiro terá taxas muito mais baixas. Além disso, menos de 20 % das pessoas foram infectadas e ainda não há explicações para isso.
Uma vez que a letalidade não pode nem ser estimada, todo o raciocínio do medo e pânico é apenas vazio e irracional.
Extremo, extremo e paranóico cuidado é necessário com a libertação de dados iniciais sobre surtos, particularmente com letalidade. A Organização Mundial de Saúde deve responder criminalmente por não controlar estes dados e não garantir que indica a ordem de magnitude do ruído. Foi só e só isso que fez esse "surto"."
Onde posso encontrar esse texto do Andre Dias?
ResponderEliminarÉ curioso que a linha de ação que o Henrique P.S. advoga foi ontem defendida por Jair Bolsonaro e Donald Trump.
ResponderEliminarNo entanto, esses senhores são presidentes de países federais, e nessa medida têm bem menos poder de impôr a sua linha de ação preferida do que o Henrique P.S. talvez gostasse.
Tem juízo
ResponderEliminar"A Organização Mundial de Saúde deve responder criminalmente por não controlar estes dados e não garantir que indica a ordem de magnitude do ruído"
ResponderEliminarNos últimos dias tenho reflectido na oportunidade e timing dos alertas desta instituição perante alguns "acontecimentos económicos" que se sucederam. Seria muito interessante estudar as ligações entre esta instituição e a China. Tenho a convicção que o interesse subiria mais exponencialmente que o maldito Covid-19...
António Santos
ResponderEliminarVocê, Pereira dos Santos, até foi pacífico com um doente mental que passa a sua invalidez a escrever bostas (ver mamadou ba) em muitos blogs. Mal-criadamente o Correia até tem umas notas no seu blog intituladas 'A lavourada da semana'. Mas o Correia é um inferior e, como tal, vive dos os complexos de superioridade.
Abraço,
ao
ResponderEliminarPor pessoa conhecida me ter dito que está com Zona — uma resposta aos vírus da Varicela que estão nos nossos corpos, 'adormecidos', desde que tivemos a dita doença na nossa infância.
Se formos fazer análises acerca deste vírus, são todas positivas. Mas a Zona não mata: incomoda.
ResponderEliminarhttps://www.theguardian.com/commentisfree/2020/mar/25/uk-coronavirus-policy-scientific-dominic-cummings?CMP=share_btn_tw (https://www.theguardian.com/commentisfree/2020/mar/25/uk-coronavirus-policy-scientific-dominic-cummings?CMP=share_btn_tw)
BORIS VIAN ESCUPIRÉ SOBRE VUESTRA TUMBA
ResponderEliminarSugiro que leia o estudo que cito, que é feito por epidemiologistas de topo, em vez de perder tempo com comentários de jornal de pessoas que não percebem nada de epidemias (embora sejam fantásticos noutros campos)
ResponderEliminarO Luís é meu amigo e uma das coisas de que gosto no Luis é da sua liberdade de pensar e dizer o que pensa, sem restrições.
ResponderEliminarFazer comentários sobre mim, é como o outro, sobre outras pessoas que comentam o post, acho pouco útil
ResponderEliminarPara mim a amizade é uma corente unipessoal.
Agraço,
ao