Talvez sendo a Joacine eu possa dizer isto sem me lapidarem.
Sim, eu sei, a formulação é infeliz, presta-se a boas piadas mas, caramba, toda a gente percebeu o que a Joacine estava a dizer, e não estava a dizer nada de especial (tal como toda a gente percebeu a piada infeliz da devolução do que veio de África, tal como toda a gente percebeu o "não podemos ser piegas", ou o "aguenta, aguenta" ou dezenas de outras coisas ditas ligeiramente, ou não tão ligeiramente, "fora do tom, sem melodia" como dizia o Caetano Veloso quando o pública vaiava o seu "proibido proibir").
Em relação a afirmações deste tipo não podemos simplesmente fazer uma piadas e seguir em frente, em vez de nos indignarmos?
Razão teve o Bernardo Silva em queixar-se de que hoje em dia já nem se pode brincar com um amigo.
E eu acrescento que toda a gente diz asneiras, umas vezes mais conscientemente, outra vezes menos conscientemente, e esta mania de lutar por uma linguagem asséptica, neutra, sem imperfeições é uma coisa bastante estúpida, e só não digo que é perigosa e chata porque, felizmente, as pessoas continuarão, por necessidade ou descuido, a dizer coisas erradas ou coisas certas da forma errada, independentemente das várias facções das polícias de costumes.
Estou absolutamente farto deste policiamento permanente da linguagem, como se fosse a linguagem que moldasse o mundo, e não fosse a linguagem uma mera expressão da vida.
Aos que esperam que "o tédio de um mundo feliz nos persiga", eu sugiro que esperem sentados.
E, no entretanto, deixem toda a gente dizer coisas imperfeitas ou de forma imperfeita, que isto fica muito mais divertido assim.
Assino por baixo
ResponderEliminarAntónio Cabral
ResponderEliminarSó quem é mentecapto = estúpido afirma tal bestialidade.
ao
ResponderEliminarQue o jóvem solista J. Cid tenha nascido para a música pouca gente duvidará.
O caso da jóvem Katar é outro. Na orquestra de S. Bento "chega" de fífias, de solistas ou pseudo-solistas.