sábado, 27 de agosto de 2016

Confundir para dominar

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Este paralelo entre o trajar da mulher muçulmana e o de uma freira apresentado na capa da revista New Yorker é inteiramente abusivo, eu diria uma aberração. Acontece que o trajar de uma freira é uma opção de uma mulher consagrada por sua escolha a uma determinada missão de vida – como algumas pessoas fingem não saber, as mulheres católicas leigas vestem-se como lhes apetece - enquanto as mulheres muçulmanas são forçadas a tapar-se por força duma submissão – dependendo o grau de puritanismo da região. É curioso como para uma certa esquerda a causa da emancipação feminina deve ser circunscrito às mulheres ocidentais. 
A quem interessa armar esta confusão?


 


Sobre o assunto aconselho a leitura deste artigo do Samuel de Paiva Pires

3 comentários:

  1. Talvez o autor do artigo do New Yorker tenha visto freiras a tomar banho na praia vestidas a rigor. Eu nunca vi, portanto continuo sem saber qual a razão da equiparação. 
    Mas afinal até sei: o ocidente embrutecido e de joelhos frente ao islão.

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  2. Quantas mulheres muçulmanas é que fazem parte da sua intimidade ?
    Como vivi muito com elas aconselho-o a apanhar um low cost e passar uns meses lá, para escrever com mais acuidade, sobre isso
    Se quer mesmo contribuir para alteraões urgentes pugne para que as crianças só possam ser introduzidas na religião (todas) após os 16 anos.

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  3. <i>as mulheres muçulmanas são forçadas a tapar-se por força duma submissão</i>

    Isso aplica-se às freiras católicas. Elas submetem-se a uma ordem religiosa, a qual as força a trajar de determinada forma. Trata-se de um claro exemplo de submissão.

    Por outro lado, quem lhe diz que uma mulher (muçulmana ou de outra qualquer origem étnica) traja de uma determinada forma por submissão e não por opção voluntária? E se uma mulher usa uma saia comprida, como por exemplo as judias mais conservadoras usam, será por submissão? Ou, simplemesnte, porque quer e porque gosta?

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