sábado, 25 de julho de 2015

Entrevista de S.A.R. Dona Isabel de Bragança ao Diário de Notícias

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  "Às vezes pergunto-me: vivemos numa democracia, defendemos a democracia, toda a gente acha e sabemos que os países mais desenvolvidos da Europa são os que têm monarquia. Mas depois, na nossa democracia que é tão boa, há um artigo na Constituição que proíbe o referendo e que as pessoas se pronunciem sobre o modelo de governo. Acho que é um bocadinho hipócrita. Às vezes irrita-me um bocadinho esta coisa: se vivemos num país democrático, porque é que não deixam o povo escolher? Agora, não penso se vou ser rainha ou não vou."

7 comentários:

  1. O argumento da escolha democrática e da lotaria da hereditariedade é falacioso. A escolha de um presidente é diferente da escolha de um parlamento. Aqui há mecanismos que defendem as minorias, na eleição de um presidente escolhe-se a maioria contra a minoria, e esta fica sem representatividade digam ou não os presidentes que são de todos os portugueses porque não são. Temos assim um chefe de estado que é factor de divisão e não de união. Por outro lado a lotaria da hereditariedade imita a vida. Todos sofremos com isso, para o bem e para o mal. O vizinho que tem uma vida melhor porque teve pais ricos, etc. Os filhos de um ex presidente que ascendem a lugares de topo que outros com maior mérito não podem. No sistema monárquico, os desastres dessa lotaria estão, contudo, acautelados, e um rei pode ser deposto. Depois toda a educação de um príncipe é seguida e orientada pelos governos eleitos democraticamente. É um assunto de estado.
    Outros países escolhem colegialmente um presidente. Isso então é inaceitável, a não ser que o presidente assim eleito fosse vitalício.

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  2. Não percebo de que censura este camarada se queixa em relação aos seus comentários, pois cada vez que passo neste blogue sou incomodado pelas  sistemáticas queixas que só poderiam ser verdadeiras se eu as não conseguisse ler.

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  3. O seu argumento é muito válido, aceito perfeitamente a ideia, além de haver outros argumentos, como o facto do rei ter um poder representativo da nação superior ao de um presidente, por exemplo.
    Confesso que, mais do que a questão República / Monarquia me é um pouco secundária face á grande questão Democracia / pequenas ditaduras dentro da democracia e por isso, sempre me senti mais próximo do centro-esquerda, com todos os seus defeitos.
    Contudo, ainda considero a República o sistema menos mau, porque, apesar do seu argumento, que é um forte argumento, a República significa maior igualdade entre os cidadãos, pois todos são considerados como tal e não como súbditos, podendo aspirar a chegar ao topo da carreira (Cavaco Silva é dos melhores exemplos).
    Quanto ao facto de o presidente ser um factor de divisão...depende do presidente e da sua ação política, sendo que o anterior rei de Espanha, por exemplo, nos últimos tempos, não era propriamente um factos de união.
    abraço e obrigado pela crítica construtiva

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  4. Carneiro


    se se sente incomodado temos pena
    mas a verdade é que tenho tentado publicar comentários que não aparecem, além de ter sido censurado com todas as letras por esse grande símbolo da liberdade de expressão, JAM.
    não pense com isto que me tenho em elevada conta ou que os meus comentários são algo de especial, longe disso
    mas como todos nós, sinto que tenho direito a intervir publicamente e um blog como este é muito interessante para o fazer pelo desafio intelectual que constitui.
    agora, se os comentários não aparecem, não posso ficar de braços cruzados a assistir. Por isso publiquei coisas no 31 da armada que queria publicar aqui.

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  5. "que me tenho em elevada conta ou que os meus comentários são algo de especial, longe disso"
    Lá nisso estamos de acordo.

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  6. para que se saiba eu respondi a isto mas não apareceu aqui nada

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  7. Se houver problemas com uma família real sempre pode ser substituída por outra, não é à toa que existem várias dinastias diferentes. Sou defensor de que caso aconteça uma transição para uma democracia monárquica (se é que a segunda república caia) em Portugal, que surja uma nova dinastia, uma nova cara.

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