terça-feira, 23 de junho de 2015

O dilema

Com o País à beira da falência o governo José Sócrates foi obrigado a assinar um pesado caderno de encargos para que uma tragédia fosse travada.


Em clima de emergência, os danos do violento ajustamento e cortes no Estado esvaziaram muitos bolsos, aqueceram emoções e conduziram a um clima de pré-guerra civil.  
Sabemos como há poucos temas que provoquem mais alarme social que os relacionados com a saúde. E que o sofrimento alheio é um espectáculo tão sedutor quanto intolerável se não for controlado e causado artificialmente para um ‘reality show’. Depois, numa civilização de génese cristã uma pessoa é uma pessoa, uma vida é uma vida, única e irrepetível, e como tal um incontornável problema moral para quem tem responsabilidades na gestão da coisa pública.
Dificilmente um sector sensível como o da Saúde podia ter passado incólume à crise da dívida. Mas quero crer que as disfunções detectadas estão sentenciadas a ser rapidamente sanadas. É nossa condição civilizacional.


 


Publicado originalmente no Diário Económico

1 comentário:

  1. a saúde será cada vez mais cara e economicamente insuportável:
    metade da população tem peso excessivo,  o que implica doenças crónicas;
    meios de diagnóstico com custos mais elevados

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