Por gerações, a perseverança indicou uma prática de vida, o estilo moral de quem se mantém fiel ao seu caminho e às suas convicções, sabendo que isso tem um custo previsível: a turbulência e a aspereza das viagens de verdade. A perseverança queria dizer não abandonara meio a obra começada, mas insistir com todas as forças para levá-la a cumprimento. (...) A arte da perseverança não é um combate de certos dias de certas ocasiões: é, sim, um combate de todas as horas e de todas as etapas do que percorremos. E é um combate interno (consigo, contra si e por si) para manter, no tempo, quer a duração, quer a intensidade do que prometemos: uma tarefa, um desejo, um compromisso, uma palavra, uma amizade ou um amor.
José Tolentino Mendonça na Revista do Expresso
sim, há um tom da stoa poikile no sentido em que é de todos os dias, no sentido de que se recomeça sempre.
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