Às voltas com as minhas velharias sonoras. Oiçam este disco muito antigo, no máximo dos anos 1910 com um animado dueto de clarinetes de Jules Pillevestre, do qual ainda não descobri referências.
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Entretanto, a revista do Expresso traz esta semana um pequeno artigo sobre os 125 anos da invenção por Emil Berliner do disco como suporte de gravação (16 de Maio 1888), cheio de disparates e equívocos, nomeadamente que os cilindros de Edison tinham que ser gravados um a um, e que o material utilizado para os discos começou por ser vidro (?) e depois passaram a ser feitos de plástico, quando na verdade foram experimentados em zinco, ebonite e o seu fabrico estabilizado numa liga que se designou goma-laca. Como em tempos referi nesta crónica, a utilização do plástico para o fabrico dos discos (muito mais resistente e maior capacidade) só surge nos anos 195O num composto que chamamos usualmente vinil. De resto num paragrafo dedicado à pintura que celebrizou "A Voz do Dono" de Francis Barraud pouco nos conta sobre a comovente história do cão Nipper.
Não sabia que os primeiros discos eram de zinco, mas quanto a passarem a ser de plástico parece-me correcto, pela simples razão que tanto a ebonite como a goma-laca são tipos primitivos de plástico, não são é termoplásticos. O vulgarmente chamado vinil é assim chamado por influência da língua inglesa; a designação química correcta é vinilo (no Brasil vinila), ou melhor polivinilo, este sim, um termoplástico.
ResponderEliminarCaro Pedro Freire: Vulgarmente não se chama plástico nem à ebonite nem à goma-laca, mas sim aquilo que se vulgarizou nos anos sessenta. O que interessa para o caso é que a passagem da goma-laca para o vinil foi decisiva para a industria fonográfica, pois a diferença abismal entre os materiais permitiu um aumento gigantesco da capacidade e qualidade da reprodução.
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