sábado, 10 de novembro de 2012

Recortes


 


(...) Eu não sei onde é que anda o Estado Social, mas sei que o dito não está no sítio onde deveria ser a sua primeira prioridade: as crianças, a formação da família, a saúde demográfica da sociedade. Há muito Estado e pouco social no tal Estado social. Num país esmagado por impostos e pela despesa pública, é incompreensível esta ausência do Levitã no mundo mais fofo das babás. Mas afinal para onde vai o dinheiro dos nossos impostos? O Estado fica com metade da nossa riqueza e, mesmo assim, é incapaz de apoiar como deve ser a rede de creches já instalada. Repare-se que não é preciso colocar a Mota-Engil a fazer uma rede de creches estatais. Basta apoiar e expandir as IPSS que já estão no terreno. A fim de diminuir as mensalidades dos pais, estas instituições deviam receber mais dinheiro dos nossos impostos. Se não serve para apoiar as crianças e as famílias, se não serve para garantir o futuro, o Estado serve para quê?




Henrique Raposo hoje no Expresso 

2 comentários:

  1. Toda a gente sabe que serve para gastar o nosso.

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  2. Se tenho filhos pequenos penso que se devem apoiar as creches. Se tiver calos penso que se devem apoiar os calistas.

    É assim o Estado Social à la Carte.

    Se se preocupassem em reduzir o desemprego e subir salários a natalidade também aumentava.

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