sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Para achar estou cá eu...

 


Pacheco Pereira ontem na SIC Noticias afirmou por detrás das suas venerandas barbas marxistas “achar” que, se os trabalhadores do sector privado não fossem vítimas da precaridade e dos temores daí resultantes, teriam aderido em massa à Greve Geral. Ora, eu acho que se a minha avó tivesse rodas era uma camionete. 


Como é lamentável verificar uma mente assim erudita e influente num período tão aflitivo e complexo da nossa história andar entretido a “achar coisas”. Pergunto-me se Pacheco Pereira já alguma vez terá trabalhado numa empresa privada, onde se vive uma dinâmica comunitária muito própria, em competição e sob a pressão dos resultados – ai vil mercado! Suspeito que estes são conceitos que ele só conhece dos livros. De resto, para “achar” estou cá eu. 


 


P.S.:


Mais de 4/5 dos trabalhadores portugueses nunca fizeram uma greve. Segundo o inquérito do Instituto de Ciências Sociais apenas 9,2 fizeram uma greve nos últimos 5 anos. Expresso 17-11-2012.

9 comentários:

  1. Em vez de achar parvoices dessas, o "Rui do Norte" bem podia por a boca no trombone com o que sabe do saque da nação pelos seus confrades parlamentares.

    Devemos poder esperar sentados.

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  2. Se me é permitido achar, o que vi ontem em tal programa foi a censura ao comentário sobre Angola, sempre que PP tentava falar. Isso, em minha opinião é matéria de destaque. Lamentável o servilismo do programa e o discurso, asqueroso, de Lobo Xavier e António Costa.

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  3. E vá lá não lhes ter dado, e em massa, para atirar petardos e pedras à polícia.

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  4. Não é preciso ser Pacheco Pereira e muito menos achar o que quer que seja para lhe dar inteira razão. Ou alguém que conheça, verdadeiramente, o que se passa no mundo do trabalho privado duvida? Refiro-me aos trabalhadores do fundo da pirâmide, não aos trabalhadores seus (deles) administradores.

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  5. Eu acho, se vossa excelência me permite, que este post, pela linguagem e atitude que revela, está "abaixo de cão". Talvez ao nível daquelas pessoas que atiram pedras.

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  6. Independentemente da substância das opiniões de PP, creio que a Escola do "Achismo" (eu acho...) há muito que está desacreditada.

     

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  7. Vítor Esteves: talvez ajude conhecer um pouco do tecido produtivo português, que é quase 90% constituído pequenas e médias empresas, das quais, quase 90% cabem na designação de micro-empresas (até dez empregados) com um forte pendor familiar. Estes dados contradizem a tese de Pacheco Pereira e o seu "fundo dessa pirâmide" idealizada e abstracta, que é estatisticamente pouco relevante para uma "massiva adesão a à greve geral". 
    Cumprimentos

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  8. Parece-me que a senhora Samora se enganou no post... só pode. 

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  9. "Au contraire" meu caro, é precisamente por ser como V. Ex.ª afirmou que a maior parte das pessoas no privado não fazem greve, embora tenham motivos de sobra e vontade para o fazerem. Entre outros motivos o corte de 50% no valor das horas extras, que julgo ser do vosso conhecimento funcionar quase como um complemento de ordenado na maioria dessas empresas, é o maior pomo de contida discórdia. Mas isto sou eu.

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