Pacheco Pereira ontem na SIC Noticias afirmou por detrás das suas venerandas barbas marxistas “achar” que, se os trabalhadores do sector privado não fossem vítimas da precaridade e dos temores daí resultantes, teriam aderido em massa à Greve Geral. Ora, eu acho que se a minha avó tivesse rodas era uma camionete.
Como é lamentável verificar uma mente assim erudita e influente num período tão aflitivo e complexo da nossa história andar entretido a “achar coisas”. Pergunto-me se Pacheco Pereira já alguma vez terá trabalhado numa empresa privada, onde se vive uma dinâmica comunitária muito própria, em competição e sob a pressão dos resultados – ai vil mercado! Suspeito que estes são conceitos que ele só conhece dos livros. De resto, para “achar” estou cá eu.
P.S.:
Mais de 4/5 dos trabalhadores portugueses nunca fizeram uma greve. Segundo o inquérito do Instituto de Ciências Sociais apenas 9,2 fizeram uma greve nos últimos 5 anos. Expresso 17-11-2012.
Em vez de achar parvoices dessas, o "Rui do Norte" bem podia por a boca no trombone com o que sabe do saque da nação pelos seus confrades parlamentares.
ResponderEliminarDevemos poder esperar sentados.
Se me é permitido achar, o que vi ontem em tal programa foi a censura ao comentário sobre Angola, sempre que PP tentava falar. Isso, em minha opinião é matéria de destaque. Lamentável o servilismo do programa e o discurso, asqueroso, de Lobo Xavier e António Costa.
ResponderEliminarE vá lá não lhes ter dado, e em massa, para atirar petardos e pedras à polícia.
ResponderEliminarNão é preciso ser Pacheco Pereira e muito menos achar o que quer que seja para lhe dar inteira razão. Ou alguém que conheça, verdadeiramente, o que se passa no mundo do trabalho privado duvida? Refiro-me aos trabalhadores do fundo da pirâmide, não aos trabalhadores seus (deles) administradores.
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ResponderEliminarEu acho, se vossa excelência me permite, que este post, pela linguagem e atitude que revela, está "abaixo de cão". Talvez ao nível daquelas pessoas que atiram pedras.
Independentemente da substância das opiniões de PP, creio que a Escola do "Achismo" (eu acho...) há muito que está desacreditada.
ResponderEliminarVítor Esteves: talvez ajude conhecer um pouco do tecido produtivo português, que é quase 90% constituído pequenas e médias empresas, das quais, quase 90% cabem na designação de micro-empresas (até dez empregados) com um forte pendor familiar. Estes dados contradizem a tese de Pacheco Pereira e o seu "fundo dessa pirâmide" idealizada e abstracta, que é estatisticamente pouco relevante para uma "massiva adesão a à greve geral".
ResponderEliminarCumprimentos
Parece-me que a senhora Samora se enganou no post... só pode.
ResponderEliminar"Au contraire" meu caro, é precisamente por ser como V. Ex.ª afirmou que a maior parte das pessoas no privado não fazem greve, embora tenham motivos de sobra e vontade para o fazerem. Entre outros motivos o corte de 50% no valor das horas extras, que julgo ser do vosso conhecimento funcionar quase como um complemento de ordenado na maioria dessas empresas, é o maior pomo de contida discórdia. Mas isto sou eu.
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