Um texto meu aqui em baixo, provávelmente sem interesse nenhum, sugere um comentário anónimo em que alguém se insurge contra a grafia utilizada, segundo o novo acordo ortográfico. Logo a seguir outro acorre ao mesmo tema, desta vez reclamando com a coerência de critérios.
De facto pulula por aí uma KGB da ortografia que amiúde castiga implacavelmente qualquer deslize alheio. Claro que nunca ninguém viu a estes moralistas da língua algo publicado com um mínimo de relevância ou criatividade. Percebe-se: eles são apenas os “siguranças” escrita, agentes secretos que ocupam o seu desgastado neurónio na vigilância ortográfica e na punição dos prevaricadores. Como é evidente maior parte destes comentários injuriosos não são publicados, seguem diretos para o lixo.
Finalmente quanto ao "acordo" em si não tenho uma posição definitiva. Tendo acompanhado com interesse alguma discussão, não me sinto habilitado a sustentar qualquer dos partidos. Reconheço a inconveniência de algumas palavras perderem literalmente o sentido, e confesso que chateiam-me as regras mudadas a meio do (meu) jogo (vida) e a previsível inabilidade de interiorizar a nova grafia, mas tenho o assunto como facto consumado. De resto, Causas perdidas já me bato por muitas, inspiradas em Valores fundamentais que cultivo como decisivos para um Mundo mais respirável. Decididamente o (des) acordo ortográfico não é uma delas.
Afinal de contas, comentários anónimos de 2 moralistas da língua (oh, diabo!) que nunca publicaram algo de minimamente relevante nem criativo levaram à publicação de um post do Exmo. Sr. João Távora no popular blog Corta-Fitas...
ResponderEliminarDigo exactamente o mesmo, estou-me nas tintas para o acordo.
ResponderEliminarSe o pretendem implementar, porque não nos levam de volta à primária.
O novo word ", está sempre a chamar-me a atenção, e eu ralado.
Não percebo como conseguiu o identificar o autor anónimo do comentário, para saber que nunca publicou nada de jeito.
ResponderEliminarPor outro lado, também não percebo porque se amofina tanto contra os mensageiros que lhe apontam erros. Há erros que chamam tanto a atenção que chegam a matar um bom texto.
Eu, que sou dos que nunca publicaram nada de jeito, até agradeço quando me avisam que tenho molho a escorrer-me pela cara e ainda mais agradeceria que me apontassem os erros, se fosse eu a escrever os excelentes textos que leio neste blog.
Mas nem sei porque escrevo este comentário, avisado que estou que ele vai "direto para o lixo".
Não conheço, não sei como utilizar nem quero utilizar!
ResponderEliminarOu então, já que há tanta formação de treta só para engordar o bolso a alguns (muitos) marmanjos, é só implementar essa também.
Para que não me chamem oportunista, aviso já que não vou!
Chiça! 50 anos a falar e a escrever sempre da mesma maneira (que aprendi à força de lambada das professoras) e agora meia dúzia de "enteligentes" dão a volta ao texto?
Venham-me ensinar se forem capazes, porque desta vez, lambada, só se fôr ao contrário!
Simplesmente, não estou para o frete. Compreendo a necessidade política - que de facto podia ir muito mais longe, como aquela gizada em 1815 -, mas, francamente, prefiro ignorar a nova "lei". Aliás, devíamos fazer o mesmo quanto às agências de rating: ignore it!
ResponderEliminarOs advérbios como provavelmente nunca levam acento.
ResponderEliminar«eles são apenas os “siguranças” escrita»
ResponderEliminar1 - Pelo facto de ser anónimo não se lhe reconhece qualquer. É fácil dar opiniões sob a capa do anonimato: isso tem um nome.
ResponderEliminar2 - Esteja V. Exa. descansado que ao fim de 5 anos a escrever em blogues, quantas vezes na defesa de Causas fracturantes pela Vida ou pela Família, nada me amofina, pode crer.
3-Sempre foram bem vindos alertas a erros ou gralhas aos vários autores deste blogue, desde que não constituam um aproveitamento para julgamento ou diminuição ao seu autor em causa.
O principio é censurar comentários de pendor insultuoso, para que qualquer imbecil não se julgue impune numa casa de bem, como é o Corta-fitas.
A Língua é viva. Se o Brasil com 190 milhões de falantes tem força para influenciar, são outros quinhentos.
ResponderEliminar1. O acordo não tem a ver com falantes, apenas com escreventes, "né ?"
ResponderEliminar2. Se 190 milhões me forçam a escrever mal, porque não haveremos todos de escrever Mandarim? 1051 milhões têm ainda mais força.
3. O que são os (outros ou estes) 500?
Peço desculpa a quem o afirma perentòriamente mais acima, mas todos os dissílabos ou trissílabos (quaisquer que eles sejam), se acentuados tònicamente, quando passam a polissílabos têm que obrigatòriamente* levar acento grave na sílaba tónica. Ou seja, o acento agudo anterior passa automàticamente a acento grave na ante-penúltima sílaba - a mesmíssima sílaba - ainda que agora estejamos perante uma palavra esdrúxula e justamente porque o é, obriga-nos a mudar a acentuação.
ResponderEliminar* *: Dicionário da Língua Portuguesa, 5ª edição, Porto Editora.
Isto, bem entendido, se se quiser respeitar a nossa língua empregando a ortografia correcta, acentuação incluída. Aquela que nos tem regido e bem até aos dias de hoje, regeitando completamente o AO90.
Maria
De mestre que escreve "regeitando"...
ResponderEliminarO calendário de Vexa. está em que ano anterior a 1973?
ResponderEliminarhttp://www.ciberduvidas.pt/pergunta.php?id=2318 (http://www.ciberduvidas.pt/pergunta.php?id=2318)
Pena é que a língua e a cultura portuguesas não mereçam a atenção de tão ilustres gentes.
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