segunda-feira, 28 de março de 2011

O mau perder (2)

 


O Daniel Oliveira “denuncia” aqui no Arrastão aqueles que seriam os resultados eleitorais de Godinho Lopes se vigorasse a norma de um voto por sócio nos estatutos do Sporting Clube de Portugal. Mas não vigora: sendo discutível, essa norma existe para valorizar a fidelidade (uma palavra avessa à estética revolucionária) ao clube e (justamente) para defendê-lo de demandas golpistas. Acredito que este popular bloger do Bloco de Esquerda já conhecia as regras do jogo antes destas Eleições e só entendo a sua contestação nesta altura do campeonato à luz do seu percurso político. Desafio-o a deixar-se de tiques revolucionários e a propôr a alteração dos estatutos numa Assembleia Geral. E a descarregar saudavelmente o seu espírito insurrecto na bancada dum qualquer jogo de futebol. Ganhávamos todos. 

2 comentários:

  1. Boa tarde João 
    Não sou sportinguista nem sócio do meu clube e por isso vejo isto bastante "de fora". 
    ficam algumas notas: 
    1 - Por acaso Daniel Oliveira já tinha dito que não concordava com este sistema antes das eleições e explicou porquê com argumentos que me parecem válidos: http://www.record.xl.pt/opiniao/cronistas/verde_na_bola/interior.aspx?content_id=688671 (http://www.record.xl.pt/opiniao/cronistas/verde_na_bola/interior.aspx?content_id=688671)
    2 - Creio que nenhum dos candidatos se manifestou contra a actual distribuição de votos. 
    3 - Caso não se confirmem irregularidades o resultado é, naturalmente, válido e legítimo. 
    4 - Sendo válido não me parece que seja justo: a diferença de 1500 votantes a favor de Bruno de Carvalho mostra como o sistema é injusto e não retirando legitimidade "legal" retira claramente ao eleito um reconhecimento pela maioria dos sócios e uma autoridade baseada numa verdadeira legitimidade democrática. O reconhecimento pela maioria dos sócios votantes e pela maioria daqueles que participam no dia a dia do clube parece-me importante. 
    5 -Não creio que tenha havido ilegalidades suficientes para colocarem em causa a lisura do processo e a verdade do resultado anunciado. Mas creio que era importante pensar, quanto antes, na mudança dos estatutos. Mesmo que se queira manter a diferença de número de votos, creio que ela deveria ser substancialmente diminuída. Devia ser também contemplada a possibilidade de uma segunda volta. 
    6 - Provavelmente Godinho Lopes ganharia em propor já uma segunda volta. Mas, não estando ela consagrada nos estatutos, ninguém poderia impedir que surgisse uma terceira ou quarta lista e por isso compreendo que não o faça. 
     

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  2. Penso que nesta altura há que aceitar os resultados, apoiar a nova direcção e não alimentar qualquer tipo de golpismos. Nas actuais circunstâncias alinhar em jogos políticos que enfraqueçam a direcção,  pode revelar-se fatal para as ambições desportivas Clube.
    Só isto.  

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