No Sábado desloquei-me a Alvalade com o meu filhote pequeno para votar num futuro para o meu clube. Para além da enorme afluência deparei-me com um acto eleitoral que me pareceu bem organizado e muito civilizado. Estava longe de adivinhar o quadro de “guerra civil” decorrente da vitória à tangente de Godinho Lopes: em democracia, concorrendo-se sob regras determinadas e aceites por todos, por um voto se ganha, por um voto se perde.
Este é o pior dos cenários que podia acontecer a um Sporting em profunda fragilidade financeira, e à sua equipa de futebol em processo de desagregação. Incrédulo, pergunto-me o que estará verdadeiramente em jogo. Tenho muitas dúvidas que, com a batalha político-jurídica encetada, Bruno Carvalho e a sua claque, para além duma extraordinária promoção mediática, não venha a conquistar mais do que o cadáver daquilo que um dia foi um histórico clube de futebol campeão, paixão de gerações. Tudo isto trata-se afinal de um leonino pesadelo, um tétrico guião que não caberia nas mais perversas cogitações dos nossos adversários, que assistirão deleitados à indecente telenovela que, receio, perdurará até à última gota de sangue da vítima sacrificada.
Caro João Távora, também eu fui cumprir o meu dever de sportinguista e colocar os meus votos (35 anos como associado), na candidatura para mim mais bem apetrechada, para devolver no curto prazo capacidade para resultados desportivos vitoriosos e acalmar a situação financeira do clube, encontrei um ambiente sereno, onde conversei com algumas pessoas que conheço de algumas listas e apesar de existir um ambiente de alguma euforia nos apoiantes de Bruno Carvalho, alimentado pelas noticias que iam saindo na rádio e televisão, onde esse candidato era permanentemente anunciado como estando em primeiro lugar, não assisti a nenhuma exuberancia de festejos ou qualquer tipo de comportamento menos próprio, fiquei um pouco espantado sobre a origem das noticias sobre a progressão da votação, mas pensei que era apenas necessidade de ocupar o espaço de emissão. Após ser divulgado o resultado do escrutinio e em vez de cumprimentar o vencedor, como qualquer sportinguista de boa cepa faria, Bruno Carvalho adopta um comportamento identico ao que assistimos na Costa do Marfim, pela atitude alguma coisa sobre a pesssoa foi revelada e a continuar com essa posição, é-nos licito perguntar o que faz correr Bruno Carvalho.
ResponderEliminarEu também votei. Em nenhum destes candidatos. E até mais, Godinho Lopes é o meu presidente.
ResponderEliminarMas temos de ser sinceros! Veja este blog (esqueça os gritos de guerra, atente só nos números) e diga-me o que acha. Eu acho que algo de muito estranho se passou. E ainda bem que as eleições são impugnadas. Se se virem irregularidades, então BdC tem razão. Se não houver nenhuma, Godinho Lopes sairia com mais legitimidade ainda, sem esta pontinha de dúvida.
Mas tudo se resolveria com uma 2ª volta, que já deveria estar há muito prevista nos estatutos.
Ah, e o blog de que falei é este: http://golpenosporting.blogspot.com/
Caro João, também eu fui a Alvalade no sábado. Foi a primeira vez que votei apesar de já ter mais de 10 anos de filiação como sócio. Se acho aquilo organizado eu não! Uma pessoa por mesa de voto, cabines de voto escondidas, pessoas a transportar votos por usar sem nenhum controlo. Além do que acabo de descrever as declarações de Rogério Alves são ainda neste momento um mistério.
ResponderEliminarSe nada disto tivesse ocorrido facilmente concordava com o principio de por um se ganha, por um se perde. Quando as coisas não são claras fica mais difícil.
Acha normal que ainda em Janeiro os resultados das Presidenciais fossem conhecidos antes da meia noite e no nosso clube para contar 14 mil votantes se demore a eternidade que demorou?
Abraço Leonino
Eu gostava de ler o seu comentário se a CNE fizesse a borrada que o Sporting fez nestas eleições.
ResponderEliminarO número de sócios que votaram em cada órgão social é diferente para cada órgão social.
Votos guardados em sacos do lixo atados com um nó e um elástico, nenhuma recontagem nem segunda volta porque não há regulamento nem está previsto nos estatutos.
Fala em mal perder de um candidato que teve 41,53% dos votantes do seu lado, contra apenas